19 de out. de 2009
As Palavras enganam!
12 de out. de 2009
Eu Pensava...
Pensava que sabia no íntimo quem eu era.
Pensava que conhecia os motivos pelos quais
A Lua vinha e Sol se ia...
O porquê chovia!
Ah! Eu pensava!
Pensava que sabia os motivos pelos
Quais o cão era amigo do homem.
Pensava que sabia o porquê o gato
Era traiçoeiro ou por que o preto era azarento!
O porquê o soldado, um dia, virava sargento!
Ah! Eu pensava que sabia tanto!
Hoje e somente hoje eu descobri
Que de nada, nada e nada sabia.
Eu na verdade me desconhecia!
E na medida que pensava saber
Quem eras tu, apenas não sabia!
Ah! Maldito pensar que me enganava!
Era enganada por meus pensamentos
Por durante todo o dia!
Não culpo você por não ser o que eu espera.
Culpo a mim e meus pensamentos infantis
Por acreditar que um dia me amavas!
Ah! Eu pensava...
Que eras Zeus, mas vi que nada és!
Prefiro agora não dizer o que penso!
Prefiro não pensar nada!
Prefiro deixar os dias seguir como um rio,
Sempre o mesmo, sempre outro!
Marcia Maria
Primavera Chuvosa de 2009
6 de out. de 2009
Tempestade nos meus pensamentos!
Me veio na cabeça
Antes de ao ar o verbo soltar.
Nem sei, me veio na cabeça
E em letras aqui no papel
Veio parar.
Sem razão alguma
Quis escrever, escrever,
Dedos e caneta a trabalhar!
E então no meio parei.
Quis pensar.
Pensei, analisei...
E quando no ar o verbo soltei
Simplesmente eu não sabia
Mais o que “letrar”!
Luna Alcântara
Lua cheia de primavera 2009
28 de set. de 2009
Mais um nada
No outro, eu não sei o que fazia, ou se fazia.
Ou quem sabe ainda se ele existia.
Se aqui faço filosofia, sou Filósofo.
Afinal, quem aqui faz psicologia é Psicólogo.
Ou quem sabe ainda, já enlouqueceu.
Agora descobri, tudo o que sou.
Louco e incompleto, nada e tudo.
Sou e não sou. Isso é o ideal.
Escrevo insanidades. E nada me completa.
Penso que aqui é parte que devo rir,
Rir do nada!
Angústia, medo, paixão.
Emoção, contemplação, admiração.
O escuro me espanta,
O obscuro, ainda mais.
Oh! Estou agora espantado.
É por isso que escrevo.
Para sair do espanto.
Despencando assim em uma
Iluminada escuridão!
Luna Alcântara
Primavera de 2009
24 de set. de 2009
Eu, Erro, Eros...
Nem sempre acerto.
Não que eu queira
Simplesmente errar.
Estava tentando acertar.
Fui acertada.
Cometeram um erro!
Quero me encontrar
Cara a cara com Eros.
Nem sei o que á ele irei dizer.
Talvez, assim como eu
Ele também errou
Tentando acertar.
E assim, a mim
Simplesmente desconcertou!
Ah! Eros!
Que raios pensa ser tu?
Que raios pensa ser eu!?
O fato é que fui acertada,
Simplesmente fiquei
Desconcertada!
Luna Alcântara
Primavera 2009
20 de set. de 2009
Procuro (não) Encontrar
10 de set. de 2009
Desconfigurado
8 de set. de 2009
Externo interno de mim...
4 de set. de 2009
A (não) Terapia...
A Chuva já molhava, não ontem, todas as coisas daqui.
E angustiada me coloquei a pensar e quão seria
Bom alcançar todos os desejos! Ah!
Mas quais são estes desejos?
Inefáveis, não consigo dizer!
Estou bobo, preciso de uma terapia.
Terapia! Será que me ajudaria?
Alguém apenas para me ouvir,
Mas não realizar meus desejos internos.
Alguém apenas para me suportar.
E doce palavras falar:
- O Terapeuta - Tenha fé doce criatura!
- O Eu - não consigo!
A (não) terapia não se realizou.
Continuo com minhas angústias.
Continuo com minhas dúvidas.
Ser ou não ser, sermelhor...
Prefiro a (não) terapia:
- Eu - como posso realizar minhas vontades?
- Terapeuta - Temperança sempre!
- Eu – mas o que é temperança?
- Terapeuta – Algo como paciência!
Vou embora e na (não) terapia
Vou (não) voltar...
Ela esta me confundindo
Ao deixar tudo muito óbvio.
Ela está me deixando maluca,
Por me fazer entender o que
Comigo está á acontecer.
Não quero nada entender
A Angústia me leva adiante
Por ela tenho um não-hoje.
Antes de ontem ou amanhã?
Isso vou descobrir agora!
Devo a ela meu momento de agora.
( não) terapia sempre!
Luna Alcântara
Manhã chuvosa de inverno 2009
31 de ago. de 2009
Espaço
Tentei, em vão, me encontrar
E encontrar o seu significado.
Dentro de mim não achei.
Fora e mais além, não encontrei.
E o que é espaço?
Se estou longe, digo que é a distancia.
Mas e quando estou perto e
Sinto ao mesmo tempo o longe, o não perto.
Resolvi pensar então que
Não há espaço físico, mas sim mental.
Seria o espaço algo sobrenatural?
O que seria de fato tal coisa?
Abstrata talvez, um algo não-concreto!
Mas, o que hoje em nosso ser não é?
Até o tempo se faz complicado a cada um!
Meu tempo me faz perder-me...
Perco-me em pensamentos impossíveis
Nada plausível de possibilidades idôneas.
Sinto medo no tempo do meu ser!
Sinto medo no espaço que ocupa meu pensar.
Tenho começado a me perder.
Tenho medo de ser encontrada
Tenho medo de ser notada
Onde não posso ocupar espaço.
Não quero ocupar mais o espaço de mim
Não posso mais tentar encurtar o espaço
E te trazer para junto de mim!
Luna Alcântara
Inverno de 2009
20 de ago. de 2009
Encontrar
Coisas estas que desconheço.
Desconheço o profundo do meu eu.
Desconheço minhas facetas.
Não queira saber como
Sei que algo foi por mim herdado.
Continuo na busca.
Uso magia, poderes invisíveis
Para encontrar.
Filosofo, penso em tudo o que posso
Para encontrar.
Fico no mundo da Lua
Para encontrar.
Inverno de 2009
18 de ago. de 2009
Meteoros
17 de ago. de 2009
Estrelas
Me coloquei a pensar. E então me lembrei da noite passada, que sem luar, eu podia ver as estrelas a brilhar. Veio-me no pensamento, um sentimento inefável, um devaneio incomensurável. Comparei o céu com o mar, onde as estrelas se colocam a brilhar. No céu e assim como no mar. No céu, em noites de Lua, prateado está e as estrelas, lá estão a brilhar.. No mar, em noites de Lua, prateado também ficará, e no fundo as estrelas do mar, também iluminadas ficarão. E então, aqui onde estou, no meio, na terra, sei lá, o que brilhará?
De fato não conseguia imaginar... Mas precisava conseguir, nem que fosse uma única estrela que eu pudesse fazer brilhar. Tinha a impressão que meu dia só se iniciaria, quando eu alcançasse tal objetivo.
E foi neste instante, que passa tão rápido, que em meu pensar brilhou uma estrela. Quem disse que eu não posso ser a estrela da terra? Quem foi que disse que não somos estrelas terrenas a brilhar? Fiquei atônica quando isso pude devanear. Fiquei com a sensação de poder até mesmo voar, iluminar onde eu penso em trevas estar.
Agora sou ainda mais feliz que ontem, estrelas brilham no céu, coadjuvantes no meio do luar... No mar, estrelas iluminam o escuro para os peixes desfilar... Na terra somos estrelas para tudo fazermos iluminar, importante será o meu brilhar juntamente com seu brilhar. E assim a tudo vamos iluminar!
Luna Alcântara
manhã de inverno 2009
13 de ago. de 2009
Escapatória...
Da vida de agora.
Aprendi como escapar
Da realidade.
Aprendi como escapar
Dos meus sentires.
Aprendi como escapar
De mim mesmo.
Aprendi como escapar
De coisas a parte de mim.
Aprendi escapar
Dos fatos concretos...
Vivo agora no abstrato.
Mas tudo passa tão rápido
Que na brisa vento posso sentir-te.
Não aprendi como escapar
De devanear a respeito de ti.
O tempo passa, mas logo outro
Instante vem e não consigo
Escapar de você!
Agora por mais que aprendi
Estou sem escapatória
Meu pensamento esta
Amarrado em ti!
Luna Alcântara (Marcinha Luna)
Inverno de 2009, tempo de crescer.
11 de ago. de 2009
Lugar
Pode-se cantar a qualquer hora e em qualquer lugar...
Quem disse que só por que somos grandes não podemos brincar?!
Eu brinco a qualquer hora e nem esquento com o lugar!
Quem foi que disse que se a Lua no céu não está a brilhar é por que não há luar!?
A Lua brilha sempre, mesmo quando lá ela não está!
Quem foi que disse que lá é longe e não dá pra chegar?!
Podemos chegar sempre em qualquer lugar!
Já disseram para ti que você é o lugar!?
Lugar de ver e fazer acontecer...
Lugar onde os nomes escolheram para ficar...
Lugar onde as coisas são e deixam de ser...lugar onde você está ou não.
Eu estou no meu lugar, assim como você, que amo, também esta!
Resta apenas saber como faço para você entender
Que ocupas dentro de mim um lugar...
Resta apenas saber como faço para contar
Que sem ti não sei ficar...
Resta saber como faço para dizer
O quanto você é especial...
Resta apenas saber como faço para contar
Que no meu sonho consegui te beijar...
Resta saber como faço para contar
Que a ti eu quero amar...
E todos estes saberes
Dentro de mim não consigo encontrar
Onde está!
Me perdi por completo
Quando dentro de mim
Encontrei o seu lugar!
E agora na chuva ouço passarinhos a cantar!
8 de ago. de 2009
Hoje
Melhor que ontem...
Ontem estava caído e sem direção.
Hoje me encontro
Melhor que ontem...
Antes de ontem simplesmente
Estava abatido e caído no chão
Jogado como algo que não merece nada.
Hoje me encontro melhor que ontem...
Mas eu pensava que ontem eu estava bem,
E tudo era uma vida de maravilhas.
Que engano o meu!!!
Hoje me encontro melhor que ontem
Melhor que antes de ontem...
Melhor ainda me encontro, se olhar
Atento o mês que se passou,
Que passou...
Assumi no passado
Algo falso, não cabível de minha
Fantástica realidade...
Confundi e confundi
a quem comigo estava.
Hoje não... me encontro na
Realidade total da vida deste mundo,
Mundo este em que estou e estou.
Hoje me encontro melhor que ontem,
Melhor que mês passado também, ora se não!
Acredito agora estar na realidade.
Ah! O estranho fato é que no futuro
Me vejo ainda cair!
E posso dizer que agora
Eu já não sei quem sou,
Como estou, por onde vou...
Marcinha luna
noite de inverno 2009
6 de ago. de 2009
Desmedida...
Desmedida!
Assim como o passar do tempo
Passo a descobrir meu Eu.
Um Eu intenso e completamente
Desmedido!
Amo na intesidade
Amo desmedidamente.
Assim como Eu sou,
É meu beijo, intenso...
Meu abraço é como o sol
Desmedido em seu calor!
Sou intensamente desmedido!
Meus carinhos são tão puros
Como a energia intensa da Lua Cheia!
Meu querer é tão desmedido
Assim como o céu, profundo, escuro, infinito!
Minha razão é tão intensa e desmedida
Como o verde das florestas a olho nu...
Minha emoção é tão intensa e desmedida
Na profundidade do mar...
Que no infinito desmedido e intenso
Se funde com o azul profundo do céu...
Assim me parece que sou
Desmedida, intensa, encontrando-me
Marcinha Luna
Inverno de 2009
5 de ago. de 2009
Filosofando pude ver que...
...Hoje não podemos mais expressar nossos sentires... Tudo é entendido de forma errónea, como se quiséssemos prejudicar uns aos outros. Parece que tudo o que sentimos é falso, mesmo o mais nobres de todos os sentimentos....
Não podemos mais manifestar amor, pois este é entendido de forma contraria, o que acaba despertando o sono do ódio!
Infelizmente não podemos mais dizer o que sentimos e como sentimos, dizer a verdade agora é como ser irônico. Precisamos ficar mudos, cegos e surdos se quisermos companhia....
Dar risadas, nem pensar... Somos agora robôs, falamos tudo eletronicamente, deixando de lado o coração que bate forte em nosso peito.
Nada entendido, coisas e afins jogados fora, como peças velhas de computador que para nada mais servem.
Agora não somos mais nada neste mundo tão grande e tão pequeno a rodar!
Tontos ficamos, nada entendemos, não entendemos e nem somos entendidos....
A moda agora é nunca dizer a verdade, afinal ela não é mais entendida como um sentimento puro e de honestidade, o sentimento verdadeiro virou algo ofensivo.
Se quisermos viver em sociedade, tendo amigos e companheiros de dia-a-dia não podemos mais ser o que somos, não podemos ser verdadeiros, temos que ser mudos e cegos, hoje temos que apenas escutar...
...precisamos encarar tudo como uma fábula, conto de fadas, que já foi escrito e ponto final! Onde tudo tem um final sempre feliz, mas é qui na realidade que vivemos e aqui nesta realidade não há o tão sonhado Fim! Feliz!
Marcinha Luna
Inverno Gélido de 2009
1 de ago. de 2009
Razão, Emoção, Colheita...
Olham os alheios e se esquecem que eles, na verdade, são copias quase idênticas de si mesmo. A razão que deveria os ajudar a viver, os cegam, deixa-lhes sem emoção, esquecem que em vosso peito existe um coração, que bate por pura emoção.
Não sabem dividir. Quer tudo, tudo só para si. Ter mais que o outro hoje, significa ser melhor. Tudo seria melhor se fossem unidos. Hoje plantam e colhem, assim como antes, mas os frutos já não são mais tão doces e nem coloridos como o de tempos passados.
Ah! Homens de razão! Cadê vossa emoção! Agradeça por vossa existência. Agradeça por vossa vida, pois tu és semente de um mundo futuro. Futuro tão próximo que já passou. Passou tão rápido e vós ai ficou e nada, nada enxergou. Use de vossa razão para reconhecer vossas vitórias, vossas derrotas....use vossa razão para reconhecer que dentro de ti há emoção e bate forte um coração!
Marcinha Luna
Inverno de 2009