24 de jul de 2008

Misterio do Céu


Oh! Céu
Quanto mistério possui!
Por vezes com nuvens, por vezes sem...
Por horas azul, por horas escuros
E então a chuva vem, depois de sua passagem
Fica tudo mais colorido
Com a presença do arco-íris...
Chega depois o Sol, com sua forte energia,
Energia esta que me embriaga,
Esta que me faz perceber
Que sou e estou...
Ele então se retira
Da lugar a Lua..
Ah! Lua..
Esta que me faz apaixonada
Sua energia fria, me engrandece
Me faz querer noite até quando é dia...
Ah! Essa luz prata que me contagia
Me faz parecer criança
Na floresta encantada...
Ah! Queria ser uma estrela.
Pois assim estaria junto a ti
Todo o tempo, e estaria sempre
A bilhar junto a ti...
Horas te sinto como uma mãe,
Horas como uma amiga
Por vezes minha namorada...
Oh! Lua só tu a me entender..
Perceber meu verdadeiro amor
Verdadeiros sentimentos que possuo
Palavras estas eternas, porem poucas
Pois muitos são os adjetivos
Que será necessário inventar...
Quando minha essência deixar de existir
Vou deixar relatado aqui explicitamente
O meu pedido
“Me leve junto a ti oh! Amada Lua...”.
Agradeço aos céus por você existir.

Marcinha Luna
Outono de 2006

18 de jul de 2008

Procurando Magia

Era madrugada de verão quando esta garota veio ao mundo. Como todas as outras, rodeada de muito carinho e amor. Sem nada lhe faltar, ela cresceu.
Cresceu, e com ela também o que cresce com todas as outras (digo outras referindo-me pessoas): a vontade de ser algo, ter algo, ou seja a procura por algo que lhe faltava. Algo mágico, iluminado.
Dentro de si identificou o que procurava e deu a tal coisa o nome de Magia.
Sentia que existia uma magia, até mesmo a via. Mas cadê? Onde procurar?
Freqüentou lugares, cursos, igrejas, parques. Encontrou apenas pessoas como ela.
Sua sede somente aumentou. Até que um dia não pode mais freqüentar ou buscar por nada, o motivo não importa.
Sentiu então que estava só. Sentiu-se derrotada, afinal em sua busca nada encontrou. Apenas conheceu pessoas. Boas e não boas.
Foi então em um dia de inverno, quando não existe folhas e as árvores nuas estão, que conseguiu encontrar o que procurava, estava tão perto e talvez por isso não encontrava. Longe foi buscar o que perto se encontrava.
Encontrou dentro de si a Magia. Tudo estava dentro de seu coração. Desde o seu nascimento passaram se décadas e somente agora, depois de muito procurar encontrou ali, muito perto. Tão perto que estava colado, impregnado. Para sua surpresa, a Magia estava no seu coração, na visão, no seu tato, no seu paladar, ou seja, a Magia era simplesmente o fato de ter vindo em uma madrugada de verão, era simplesmente o fato de ser, sentir, ver o luar.
Sua busca foi em vão?
Não, pois toda busca tem um porquê. O porquê desta foi conhecer, afinal conheceu, coisas e pessoas.
O que você busca agora?
Ela com certeza está buscando. Buscando o quê? O porquê da vida. Afinal ela ainda vive.
Descubra que viver é a magia de buscar!

Por Marcinha Luna
Tarde de inverno de 2008