14 de set de 2010

Política...onde e cadê?

Aristóteles já dizia “o homem é um animal político”, claro e nítido que o homem é político sim e nos dias de hoje, pois é nele que me enquadro, sem dúvidas essa frase se faz atual.

O fato que me preocupa é se será que a tal política e o fato de ser político é um ato ou algo do bem. Hoje mais que nunca, é o que parece, que a dificuldade em dizer uma ou todas as coisas se banha de desonestidade e deslealdade. A falsidade e a luta por simples e puro poder, parece morar nas almas humanas e racionais. Conseguir tudo e todas as coisas para beneficio próprio é o que há de mais moderno na política atual.

Sinto muito se alguém discordar, verdade ou não, há ainda o direito de expressão. E a política segue os passos da ética, que para cada canto muda de conceito e suas formas...

Os conceitos das coisas não são mais universais, para cada hora ou situação há conceitos diferentes e que são cobrados de formas diferentes. Se antes política era lago em que todos participavam e tinha voz, se era algo onde com ela se conseguia a organização, hoje é necessário em caráter urgentíssimo rever os conceitos, pois ela causa a discórdia, brigas e desavenças, mentiras, mortes...

Até o momento e se o conceito não mudou, a bagunça formada pelo que antes era responsável pela organização esta instaurada. E o homem político de hoje se destaca pela sua incapacidade de ver o próximo, enxergando apenas seu próprio umbigo...

Márcia Alcântara
Inverno de 2010

8 de set de 2010

Não necessita título, cabe ficar no mistério!

Fico imaginando, ás vezes, quando vejo o Sol e a Lua, sobre os mitos e as “coisas” do presente. Parecia que antes era tudo mais perigoso, mas repleto de emoção, de contentamento e felicidade. Antes parece que tudo era mais recíproco que hoje.

Sinto, quando leio os mitos e os manuais de magia antiga, que antes era tudo mais belo. Havia sintonia entre realidade e vontade... Sintonia entre o próximo e respeito mutuo entre tudo e todas as coisas. Antes havia mais alegria, os sentires eram mais aguçados, nada era colocado em xeque, mate, menos ainda.

A beleza do céu era admirada... as estrelas contadas uma a uma. Hoje não se pode mais contar as estrelas. É, não pode, pois na ponta do dedo pode nascer uma berruga. E nesse mundo, vivido agora, não se pode ser diferente. Todos devem ser iguais, cópias perfeitas umas das outras.
Contrariedade ou não, reciprocidade não existe, respeito ao próximo, menos ainda. Nada de sentires, hoje tudo isso é muito brega. O simples fato de olhar para céu pode te render apelidos, ficar conhecido como desatento, e quem sabe lhe renda algo do tipo “sem personalidade”, ou quem sabe ainda, esse ai “ não sabe o que quer”.

Vontade e sintonia não combinam mais. Os seres querem agora e não sabem esperar. Passam por cima do que lhe atrapalham, sejam vidas humanas ou vidas animais, ou ainda até mesmo a natureza que nem se defender sabe e responsável pelo sustento do mundo!

Os mitos e magia antiga foram copiados de forma bem singela, rsrs. Mito e magia agora viraram religião, claro que outros nomes. Agora tudo é muito perigoso e sem emoção. Procura-se a religião quando se esta descontente, sem alegria... Fico, ás vezes, imaginando tudo isso e não posso gritar aos sete ventos, pois a inquisição esta ai, disfarçada, não é mais cicuta, forca, calabouço ou fogueira, mas sim a ignorância e apatia dos que dizem estar com você e ao seu lado sempre. Quer morte, castigo ou punição maior?

Márcia Alcântara
Inverno de 2010

1 de set de 2010

Estranheza

É um pouco estranho como segue o ato de filosofar. Não vejo novas filosofias, e não vejo a inauguração dela onde não possui filosofia. Também é bem nítido que mesmo onde parece ter filosofia, não tem.

Filosofar parece agora ser um ato insano, mas o ato de reproduzir ditos, e o famoso copia e cola, quantidade e não qualidade parece estar bem vistos pela sociedade filosófica. É claro que haverá muitas controvérsias quando este escrito chegar, seja hoje, seja amanhã, ou quem sabe ainda, nunca.

Afinal ditos filosóficos puros e virgens, não, não são bem vindos!
Márcia alcântara
Inverno seco de 2010