27 de ago de 2009

E depois da aula de Dialética...

Chequei em casa e esperei o fenômeno lunar que iria acontecer, um amigo tinha me contado horas antes sobre o que iria suceder. Uma estrela estaria próxima da Lua...
Enfim eu não vi o fenômeno que ao certo não deixou de acontecer.

Fui me deitar normalmente. Não estava sentindo nada de especial. Tudo a minha volta parecia comum, ou seja, parecia o que era. A noite virou a não-noite. Me despertei junto com o sol. Estava frio e aos poucos não-frio estava mais.

Ao abrir os olhos mirei a janela e a primeira coisa que vi foi a cortina. Sua cor era a mistura de todas as outras não-cores (branco), com detalhes de não-laranja e amarelo (vermelho). Dentro do meu quarto estava o meu guarda-roupas não-árvore. Na porta de madeira não-arvore havia um penduricalho de tecido em formato de flor não-algodão entrelaçado por uma linha não-diaminas+ácidos dicarboxílicos (nylon).

Balancei a cabeça feito um cão perdido. Sou o não-ser de ontem. Por Zeus! Como vou agora pensar. Estou atormentada por todas estas coisas que deixaram de ser não-coisas para se contradizer e acontecer em novas coisas. Ou sei lá se realmente tudo é assim. Quando tudo me parece tão obvio, começo a pensar em coisas e de repente não-penso.

Pode estar tudo errado, mas só com o tempo deixando de ser é que vou tudo tentar desvendar ou não-desvendar.

Luna Alcântara
Manhã de inverno de 2009.