6 de jul de 2009

Escrever

Definitivamente estou percebendo que escrever não é para qualquer um. Bendito sejam os escritores e poetas por conseguirem de maneira “mágica” encaixar cada letra no lugar certo e politicamente correto no decorrer do texto por eles elaborado. Benditos sejam.

Estou passando por uma temporada de crise de criatividade. Não sai nada da minha cabeça. Nenhum coelho da cartola. Estou me esforçando, eu juro, mas ta dificílimo. Ai to cansada de tentar colocar cada vírgula no lugar. Começar cada frase com letra maiúscula. Isso é estressante.

Tudo o que escrevo o computador se coloca entre mim e o texto. Vive marcando minhas palavras e frases. Ele não entende de nada. Não sabe nem sentir. Pô qualé! Olha só, mais um que ele vem corrigir! Nem sabe o que eu quis dizer.

Não conhece de sentir, não entende nada então. Quando sinto amor, eu lá quero saber onde encaixa a vírgula! Puxa eu quero sentir prazer. Quando me sinto querida, lá quero entender o para que do ponto de exclamação! Eu não. Quando me sinto questionada eu simplesmente sinto oras bolas, não quero saber de ponto de interrogação! Putz! Não tem ponto para fracasso. Não, não venha dizer que é o ponto final. O ponto final muitas vezes indica que em seguida vem uma letra maiúscula. Ai você estaria sendo pessimista. Tem ponto para isso?

Estou sentido coisas que com palavras eu não sei dizer! E agora, como poderei me ajudar? Descobri na escrita uma forma de desabafo. E agora nem isso mais consigo fazer. Penso que estou paranóica. Mas o que isso quer dizer? Eu sei lá! Eu to.

Meu nome não se separa de mim, porém tenho que escrevê-lo separado, e não fixo no meu corpo. Escrevo meu nome numa folha de papel que se encontra no mundo. Mas o mundo não se encontra na folha, mas meu nome se encontra e eu me encontro e meu nome a mim pertence. Vixi, nem sei mais do que to falando. Quem sabe um bom vinho me ajude, digo um bom e não o mais caro. Estou de férias!

Marcinha Luna
Segunda, inverno de 2009