18 de dez de 2012

A Feliz Família




Na minha família somos todos felizes. Todos se entendem perfeitamente,  e se acontece algum tipo de desentendimento, logo nos reunimos e esclarecemos todas as coisas com respeito e os maus entendidos são imediatamente eliminados.

Aqui, dividimos alegrias e tristezas. Quando percebemos que um de nós está triste, logo tratamos de fazer alguma palhaçada, ou algum tipo de brincadeira para que o outro de risada. Além disso, conversamos sobre as aflições que sente e tentamos solucionar, sempre, todos juntos.

Somos unidos. Tão unidos que quando um sonha com o outro já é motivo de ligar e saber se esta tudo bem. Temos pressentimentos uns com os outros.

Importamos-nos uns com os outros. Para isso estamos sempre de prontidão, quando precisamos estamos todos antenados e nos ajudamos. O que queremos em troca: um abraço. É do feitio humano esperar algo em troca. Aristóteles já falava sobre isso antigamente.
Ah abraços. Sempre nos reunimos sábado à noite para ficarmos ainda mais alegres, comer pizza e nos abraçarmos mutuamente. Adoramos abraços coletivos.

Falamos mal uns dos outros. Principalmente quando estamos chateados com o mundo lá fora. Mas logo vemos que estamos errados e perdoamos, afinal ninguém é perfeito, os pensamentos maus também invade nossos seres.

Ficamos emburrados e não queremos papo. Mas depois logo percebemos que tudo o que temos é uns aos outros, e que os outros lá fora nem sabem de nossa existência.

Não fazemos pouco caso do sucesso, ao contrario, ficamos felizes por um de nós ter conseguido um feito extraordinário. Seja ele de qualquer tipo. Um eletrônico que muito desejou,  uma camisa nova, uma boa noticia, uma promoção no emprego, um novo tipo de estudo, uma virgula empregada com sucesso em algum lugar... se um adquiriu sucesso, é porque todos estávamos reunidos.

Nos ajudamos mutuamente, em tudo, na limpeza do dia a dia, na organização da vida num todo. E se um deixa de ajudar, sentamos todos juntos e vemos qual o problema, porque se um de nós se mostra ausente, é por que algum problema tem.

Conversamos todos os dias e perguntamos uns dos outros, muitas vezes,  no trabalho, um não pode atender o celular, o outro não pode ver  emails particulares, o celular esta sempre fora de área e sem sinal onde fica,  mas tentamos sempre nos comunicar, mas é fato que sempre sabemos uns dos outros.

Nos corrigimos. Mas entendemos que é tal correção é para o crescimento uns dos outros, nunca corrigimos  a fim de mostrarmos o quanto sabemos mais. Nenhum de nós sabe mais que o outro, todos nós sabemos muito por que trocamos conhecimentos.

Não jogamos as tais ‘indiretas’. Mesmo por que  conversamos sobre tudo e percebemos que estamos errados, sem gritaria e sem ofensas, sempre. Acreditamos que a vida é muito curta para isso, e precisamos sempre saber os motivos da infelicidade, para que juntos possamos vencê-la.  

Temos varias maneiras de agir, assim como os dedos da mão não são iguais. Mas entendemos e nos respeitamos mesmo assim.

Mentimos! Sabemos que é errado, mas vemos como uma forma de proteger quem amamos, nunca mentimos por beneficio próprio.

Não trocamos presentes e carinhos somente em datas especiais, trocamos carinhos e lembranças durante todo o tempo. Lembrando que ‘lembranças’ é algo que nos afeta seja lá qual for o momento da vida.

Enfim, somos todos muito felizes e unidos.
Que todos possamos pensar nisso durante todo o ano de 2013 e todos os outros que se estiverem por vir, e não apenas nas épocas festivas.

Quase verão 2012

15 de dez de 2012

Mulheres Fascinantes

É hoje! Mais uma participação minha, como co-autora, de mais uma antologia. Ao longo deste ano fiquei muito feliz com as minhas particpações em antologias como co-autora. Foi um aprendizado inefável, e que muito persegui. De certa forma eu sempre acreditei, que um dia,  isso iria acontecer comigo, e foi, neste ano de 2012, que este capítulo da minha vida, começou a ser escrito. Desde o primeiro lançamento na 22ª Bienal Interancional do Livro de São Paulo, não parei. Esta já é a minha décima paticipação em antologias deste ano, com mais três programadas para o ano que vem, sendo que uma delas o lançamento será no Chile. O que me importa, na verdade, não são os números, a quantidade, mas sim viver em uma realidade da qual eu muito desejei. Ser autor, sempre me foi um sonho. E ser autor é aprender e apreender sempre! 'Eu sei que nada sei', não é mesmo querido Sócrates? Também não sei se estou feliz, sei que alguma acontece dentro de mim. E é sempre preciso escapar do que acontece dentro de mim, por isso, quando escrevo escapo de mim, conheço novas possibilidades, novas realidades, e sei que infinitas elas são!