Pensava que sabia quem era que comigo estava.
Pensava que sabia no íntimo quem eu era.
Pensava que conhecia os motivos pelos quais
A Lua vinha e Sol se ia...
O porquê chovia!
Ah! Eu pensava!
Pensava que sabia os motivos pelos
Quais o cão era amigo do homem.
Pensava que sabia o porquê o gato
Era traiçoeiro ou por que o preto era azarento!
O porquê o soldado, um dia, virava sargento!
Ah! Eu pensava que sabia tanto!
Hoje e somente hoje eu descobri
Que de nada, nada e nada sabia.
Eu na verdade me desconhecia!
E na medida que pensava saber
Quem eras tu, apenas não sabia!
Ah! Maldito pensar que me enganava!
Era enganada por meus pensamentos
Por durante todo o dia!
Não culpo você por não ser o que eu espera.
Culpo a mim e meus pensamentos infantis
Por acreditar que um dia me amavas!
Ah! Eu pensava...
Que eras Zeus, mas vi que nada és!
Prefiro agora não dizer o que penso!
Prefiro não pensar nada!
Prefiro deixar os dias seguir como um rio,
Sempre o mesmo, sempre outro!
Marcia Maria
Primavera Chuvosa de 2009
12 de out. de 2009
6 de out. de 2009
Tempestade nos meus pensamentos!
Não deu tempo de falar!
Me veio na cabeça
Antes de ao ar o verbo soltar.
Nem sei, me veio na cabeça
E em letras aqui no papel
Veio parar.
Sem razão alguma
Quis escrever, escrever,
Dedos e caneta a trabalhar!
E então no meio parei.
Quis pensar.
Pensei, analisei...
E quando no ar o verbo soltei
Simplesmente eu não sabia
Mais o que “letrar”!
Luna Alcântara
Lua cheia de primavera 2009
Me veio na cabeça
Antes de ao ar o verbo soltar.
Nem sei, me veio na cabeça
E em letras aqui no papel
Veio parar.
Sem razão alguma
Quis escrever, escrever,
Dedos e caneta a trabalhar!
E então no meio parei.
Quis pensar.
Pensei, analisei...
E quando no ar o verbo soltei
Simplesmente eu não sabia
Mais o que “letrar”!
Luna Alcântara
Lua cheia de primavera 2009
28 de set. de 2009
Mais um nada
Aqui, neste mundo, eu faço filosofia.
No outro, eu não sei o que fazia, ou se fazia.
Ou quem sabe ainda se ele existia.
Se aqui faço filosofia, sou Filósofo.
Afinal, quem aqui faz psicologia é Psicólogo.
Ou quem sabe ainda, já enlouqueceu.
Agora descobri, tudo o que sou.
Louco e incompleto, nada e tudo.
Sou e não sou. Isso é o ideal.
Escrevo insanidades. E nada me completa.
Penso que aqui é parte que devo rir,
Rir do nada!
Angústia, medo, paixão.
Emoção, contemplação, admiração.
O escuro me espanta,
O obscuro, ainda mais.
Oh! Estou agora espantado.
É por isso que escrevo.
Para sair do espanto.
Despencando assim em uma
Iluminada escuridão!
Luna Alcântara
Primavera de 2009
No outro, eu não sei o que fazia, ou se fazia.
Ou quem sabe ainda se ele existia.
Se aqui faço filosofia, sou Filósofo.
Afinal, quem aqui faz psicologia é Psicólogo.
Ou quem sabe ainda, já enlouqueceu.
Agora descobri, tudo o que sou.
Louco e incompleto, nada e tudo.
Sou e não sou. Isso é o ideal.
Escrevo insanidades. E nada me completa.
Penso que aqui é parte que devo rir,
Rir do nada!
Angústia, medo, paixão.
Emoção, contemplação, admiração.
O escuro me espanta,
O obscuro, ainda mais.
Oh! Estou agora espantado.
É por isso que escrevo.
Para sair do espanto.
Despencando assim em uma
Iluminada escuridão!
Luna Alcântara
Primavera de 2009
24 de set. de 2009
Eu, Erro, Eros...
Ah! Sim. Eu erro.
Nem sempre acerto.
Não que eu queira
Simplesmente errar.
Estava tentando acertar.
Fui acertada.
Cometeram um erro!
Quero me encontrar
Cara a cara com Eros.
Nem sei o que á ele irei dizer.
Talvez, assim como eu
Ele também errou
Tentando acertar.
E assim, a mim
Simplesmente desconcertou!
Ah! Eros!
Que raios pensa ser tu?
Que raios pensa ser eu!?
O fato é que fui acertada,
Simplesmente fiquei
Desconcertada!
Luna Alcântara
Primavera 2009
Nem sempre acerto.
Não que eu queira
Simplesmente errar.
Estava tentando acertar.
Fui acertada.
Cometeram um erro!
Quero me encontrar
Cara a cara com Eros.
Nem sei o que á ele irei dizer.
Talvez, assim como eu
Ele também errou
Tentando acertar.
E assim, a mim
Simplesmente desconcertou!
Ah! Eros!
Que raios pensa ser tu?
Que raios pensa ser eu!?
O fato é que fui acertada,
Simplesmente fiquei
Desconcertada!
Luna Alcântara
Primavera 2009
20 de set. de 2009
Procuro (não) Encontrar
Sempre gostei de procurar. Em meio as letras, nas cores das figuras, no cheiro do ar, nas gotas da chuva, no azul do céu, no brilho da Lua, nas noites sem luar... no mato em meio aos troncos das árvores, no calor do sol, no arrepio da sombra. Procuro na alma alheia, no corpo do outro, na mente do próximo. Procuro nos animais, nas joaninhas, nas borboletas... Procuro na luz, procuro na escuridão.
Na minha maluca procura tenho um único medo: Encontrar. Eu procuro sempre tudo, desde Eu e minha essência, até o outro e sua essência. Será que são todas iguais? Será que somos todos iguais? Ah! Queria tanto saber. Mas e quando descobrir? O que vou procurar? Continuar...?
Em meio as letras, nas cores das figuras, no cheiro do ar e da chuva, no azul do céu, no brilho da Lua, nas noites sem luar... no mato em meio aos troncos das árvores, no calor do sol, no arrepio da sombra. Procuro na alma alheia, no corpo do outro, na mente do próximo. Procuro nos animais, nas joaninhas, nas borboletas...Procuro na luz, procuro na escuridão.
De fato o encontro pode se tornar extinção. Não terei mais o que fazer. Não terei objetivos a encontrar. Continuarei a viver sem ter a náusea da procura e a angústia por nada achar. Estes sentimentos, medo, náusea, angústia, são meus combustíveis... sem eles nada sou, nada procuro... a graça é não me encontrar, nada achar. Continuar sempre escondida na escuridão das noites sem Luar. Escondida como o sal do mar. Escondida, escondida... sem ninguém me achar.
Escondo-me feito animal em fuga. Continuo a procurar como animal faminto. Tenho medo de encontrar... medo de encontrar o caçador, medo de encontrar-me com a caça...tenho medo de um dia me encontrar...tenho medo de um dia encontrar-me contigo.
Luna Alcântara
Noite sem Luar, inverno de 2009
Com medo de encontrar
15 de set. de 2009
Uns
Uma vida. Um desejo. Uma magia. Uma luz. Um doce. Um azedo. Um pedido. Uma realização. Um prazer. Uma vontade. Uma realidade. Uma Lua. Um Sol. Uma estrela. Um copo de água. Uma jarra de suco. Um vestido. Uma sapatilha. Uma xícara de café. Uma barra de chocolate meio amargo.
Um dia. Uma lição. Uma aura. Um espírito. Um corpo. Um caderno. Um lápis. Um perfume. Uma fruta, morango. Uma revista. Um livro. Uma vontade. Uma (não) repetição.
Um céu. Um escuro. Uma iluminação. Um número. Um carro. Uma cor. Um sabor. Um retrato. Uma figura. Uma angústia. Uma amargura. Uma música. Uma recordação. Uma paixão. Uma (não) realização.
Uma procura. Um (não) encontro. Uma tortura. Uma montanha. Um penhasco. Uma subida. Uma descida. Uma fogueira. Um rio. Um banho. Uma toalha. Uma camisola.
Uma cama. Um travesseiro. Um lençol, branco. Uma floresta. Uma clareira. Um cansaço. Uma fome. Um chá de ervas. Uma flor. Uma filosofia, a minha!
Luna Alcântara
Antes da primavera 2009
Um dia. Uma lição. Uma aura. Um espírito. Um corpo. Um caderno. Um lápis. Um perfume. Uma fruta, morango. Uma revista. Um livro. Uma vontade. Uma (não) repetição.
Um céu. Um escuro. Uma iluminação. Um número. Um carro. Uma cor. Um sabor. Um retrato. Uma figura. Uma angústia. Uma amargura. Uma música. Uma recordação. Uma paixão. Uma (não) realização.
Uma procura. Um (não) encontro. Uma tortura. Uma montanha. Um penhasco. Uma subida. Uma descida. Uma fogueira. Um rio. Um banho. Uma toalha. Uma camisola.
Uma cama. Um travesseiro. Um lençol, branco. Uma floresta. Uma clareira. Um cansaço. Uma fome. Um chá de ervas. Uma flor. Uma filosofia, a minha!
Luna Alcântara
Antes da primavera 2009
10 de set. de 2009
Desconfigurado
Hoje acordei bem cedo. O sol lá fora não era. O tempo era acinzentado, afinal estamos no inverno.
Me sentia com a cabeça pesada. Acho que ela doía mesmo. Um peso se abatia pelas minhas costas. Mas o dia de ontem não existia mais. Foi eliminado. Porém, o hoje ainda existe, talvez não exista o hoje, mas sim o agora. E é exatamente agora que estou me sentindo desconfigurado.
Parece que existe alguma peça que não esta funcionando nos conformes do mundo. Estou tonto, bobo, preocupado. Não sei por onde começo meu (des) concerto.
Tudo o que vejo parece real, mas percebi que não é assim. Toda comoção ao sentir e ouvir é pura manifestação de algo não-meu. Fui configurado de modo errado.
Fui lançado aqui, e só agora depois de décadas passadas, percebi que meu sistema é muito particular para os outros existentes. Meu sistema não é padrão. Meu sistema é por todos utilizados e aflora agora um sistema muito meu. Porém isto não é bem visto pelos sistemas padrões e centrais. Percebo que as redes agora querem me eliminar. Não participo mais da convenção. Estou só.
Preciso usar todo o meu (não) conhecimento para realizar meu (des) concerto. Usarei as formas padrão do agora para me encontrar no (não) mundo.
Vou me desligar e raciocinar um modo de realizar minhas vontades. Fui maquina, e agora que sou não-máquina, não me querem mais. Fui descartado como um lixo velho só por que descobriram eu sou diferente, não padrão. Ou melhor, talvez eu que pense isso ao descobrir que estou fora dos padrões. Estou em pleno desconcerto, desconfigurado. Vou me desligar e quando retornar espero tudo isso que (não) existe tenha se esvaído, passado...
Luna Alcântara
Inverno de 2009
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