21 de abr. de 2009

Penso, existo, sei de mim?!

Eu penso e logo existo.
É a algum tempo atrás isso foi dito.
Foi filosofado.
Fizeram-lhe referências.
Nossa! Mui claro que ao pensar sei de mim.
Sim quem sabe por alguns momentos.
Mas o fato é: eu sei de mim?!
Eu até compreendo que penso.
Sim vejo um rio que sempre é o mesmo e muda.
Penso no rio.
Tudo é infinito. Mas e eu, penso que não sou.
Existo mas não sei se infinito sou.
Tenho mil e uma idéias, mirabolantes até.
Realiza-las? Nem todas, nem sempre.
Mas tenho idéias. Vivo num mundo de idéias.

Mas apareceu alguém que disse
Que pensar e existir são coisas legais.
Poxa muito bacana. Agora pense
Já que sabes de ti me responda:
De onde veio, para onde vais?
És eterno? Perpetuo? Infinito?
Não tu sabes de tu. isso também foi filosofado!
Tu não sabes de tu, nem de tua existência.
Tu sabes sim, das leis, do papel, dos objetos.
Tu tens manual daquilo que fazes, e mesmo assim
Ainda falhas.
Tu não sabes de nada!
Não entende o porquê tem Sol,
O porquê das fases da Lua.
Tu não sabes o porquê adoeces.
Tu não sabes por que morres.
Pense um pouco mais. Descubra um pouco mais.

Marcinha Luna
Outono de 2009

14 de abr. de 2009

Experiência

Experiência
Acontecendo agora e sempre
Junto e não separado.
Experiência
Comigo
Contigo
Contido no mundo.
Experiência
Agora
Sem antes
Nem depois
Experiência
É e não é
Mudando sempre
Experiência
Aqui
Lá.
Experiência em todo lugar
Pelo ar.

Marcinha Luna
outubro de 2009

7 de abr. de 2009

Tudo indeterminado

Ontem a noite olhei para o Céu. Vi o quanto ele é indeterminado. Há tempos atrás olhei para a mesma Lua, que como ontem quase cheia, crescendo determinada, era de um tom alaranjado, reflexo do sol claro, mas ontem estava azul, será o reflexo do mar? Nada mais esta claro. Eu diria indeterminado! Ah! Sim, não cai no buraco não, mas estava a olhar o Céu.

Hoje o Sol nasceu completamente novo, entre as nuvens. Que o sol nascerá novamente amanhã esta claro e determinado. Que eu o verei, indeterminado! Que estará no Céu, determinado, mas visível indeterminado, e se uma nuvem o cobrir? Nem mesmo você o verá.

Sei de mim, estou aqui, determinado. Não sei o que quero aqui, indeterminado. Que sei o que sinto agora? Indeterminado! Amor, paixão, angustia talvez, mas indeterminado! Se quero dormir ou apreciar as letras, indeterminado. Minha obrigação esta determinada: apreciar as letras e não apenas dormir. Qual opção vou tomar, indeterminado. O caminho do bem, determinado. E tudo a minha volta sussurra indeterminado, descolado, ausente, insuficiente, quente, frio, úmido, seco, invisível, ilegível, infinito...

Não sou mais o mesmo de minutos passados.

Marcinha Luna
Inspiração em Lunes
Lua Cheia do outono de 2009

25 de mar. de 2009

Eu admiro...

Ah! Sim eu admiro o Céu,
O sol, a lua, as estrelas...
Não riam de mim
Se eu tropeçar numa pedra
Por apenas me admirar.
Tropeçarei sim, com prazer,
Com vontade, ambição
De saber o porquê do céu e da terra.
Quero saber o que esta entre eles,
O que não esta entre eles.
Por que a água é fria e porque o fogo é quente
E não o inverso.
Quero sim, me admirar, tropeçar,
Cair com os lábios na terra,
Acariciar a pedra que me fez deitar no solo.
Quero sim, colocar os ouvidos na grama,
Ouvir o seu sussurrar, saber se choras ou se ri.
Quero saber se a terra, tão infinita,
E aos meus olhos, tão finita,
Me revela algo.
Quero sentir o vento passar por minha alma
Fazendo meu ser se refrescar do sol quente
Que raia no céu.
Quero admirar o crepúsculo.
Quero sentir a chegada da noite, fria, gélida.
Quero saber por que o luar simplesmente não esta lá.
Quero sim me admirar.
E se eu tiver que cair, que eu caia.
Me levantarei na certeza que mais coisas sei
Do que no momento da queda.
Sim! Eu admiro o céu, o sol, a lua, as estrelas...
Riam se não entenderem, caiam se entenderem.
Fiquem estáticos se de nada querem saber.

Marcinha Luna
Outono de 2009
Lua se escondendo no céu.

13 de mar. de 2009

O fato é...

Que a cada dia que passa, ou sei lá o que passa,
Me encontro ainda mais perdida.
Ouvi dizer que eu seja o tempo, das coisas em mim,
Mas tem coisas que estão ali e não em mim!
Ouvi dizer que o tempo é feito com o passar das coisas feitas,
Mas ainda não fiz uma determinada coisa e já vi que ele passou!
Olha estou cada vez mais desconfiada que estou vivendo,
Padecendo, crescendo, sei lá o que em um labirinto.
Sei que enquanto estou aqui presa vivo!
Ou também não sei!
Sei que estou parecendo, estou sentindo o tempo
Passar, me carregar a força para onde não quero chegar,
Então como pode ser o tempo nascendo com as coisas feitas!?
Olha vou dizer uma coisa aqui, talvez eu esteja errado
Mas também pode ser que eu não esteja, mas me dói,
Sim por que o que vou dizer é triste, angustiante,
Então lá vai:
- o tempo ta passando, me carregando, não quero ir
Sinto que estou indo aonde não quero chegar, tempo menos
Tempo estarei com completa ausência de lembrança, falta de admiração,
E tudo isso culpa disto que não sei nem ao menos o que é!
Oh! Raiva, que me consome e me faz ficar angustiado.
Oh! Raiva, que faz escrever estas palavras que nada dizem!
Oh! Raiva, de mim mesmo por não descobrir o que este “tempo” é!
Oh! Raiva, que me faz admirar!
Oh! Raiva, que me faz ainda ser!

Marcinha Luna
Luna minguante, tempestade de fim de verão!

Exemplo...

o Arroz queimou antes de estar pronto...
o tempo passou antes de ele ser arroz,
e agora?!

Eu digo Sei lá! e vc?

Marcinha Luna