Que a cada dia que passa, ou sei lá o que passa,
Me encontro ainda mais perdida.
Ouvi dizer que eu seja o tempo, das coisas em mim,
Mas tem coisas que estão ali e não em mim!
Ouvi dizer que o tempo é feito com o passar das coisas feitas,
Mas ainda não fiz uma determinada coisa e já vi que ele passou!
Olha estou cada vez mais desconfiada que estou vivendo,
Padecendo, crescendo, sei lá o que em um labirinto.
Sei que enquanto estou aqui presa vivo!
Ou também não sei!
Sei que estou parecendo, estou sentindo o tempo
Passar, me carregar a força para onde não quero chegar,
Então como pode ser o tempo nascendo com as coisas feitas!?
Olha vou dizer uma coisa aqui, talvez eu esteja errado
Mas também pode ser que eu não esteja, mas me dói,
Sim por que o que vou dizer é triste, angustiante,
Então lá vai:
- o tempo ta passando, me carregando, não quero ir
Sinto que estou indo aonde não quero chegar, tempo menos
Tempo estarei com completa ausência de lembrança, falta de admiração,
E tudo isso culpa disto que não sei nem ao menos o que é!
Oh! Raiva, que me consome e me faz ficar angustiado.
Oh! Raiva, que faz escrever estas palavras que nada dizem!
Oh! Raiva, de mim mesmo por não descobrir o que este “tempo” é!
Oh! Raiva, que me faz admirar!
Oh! Raiva, que me faz ainda ser!
Marcinha Luna
Luna minguante, tempestade de fim de verão!
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13 de mar. de 2009
26 de jan. de 2009
Bela Frase...
Procurando era o que eu fazia em frente a minha estante de livros. Minha cabeça encontrava-se vazia. Precisava de algo para ocupar meu tempo. Eu estava em casa, o dia estava nublado e nada me chamava atenção. Resolvi procurar algo para ler. Um labirinto de palavras me faz bem. Olhei para a estante e nenhum livro me chamou, parecia que estavam dormindo, quietos e em silencio. Eu ouvia apenas o “tic-tac” do relógio. Mas de repente, um livro brilhou em dourado. Na verdade sua capa é amarela, talvez ele não tenha brilhado, prefiro acreditar que ele brilhou sim. O livro era mais um de minhas coleções, em particular este era um livro de coleção que se encontrava em uma determinada revista e o titulo dele era Feng-Shui. É eu amo tudo o que é místico, amo tudo aquilo que não pode ser explicado. Amo inclusive aquilo que não vejo, amo o que sinto. É eu acredito em magia e coisas do gênero. Explicando a grosso modo do que se trata o Feng-Shui, é uma maneira de “harmonizar” ambientes, restaurando a energia do ambiente e de todos que se encontram por lá, aplica-se técnicas tais como o uso de cores em determinado espaço do ambiente ativando a energia de determinado “setor” da vida. Encontra-se este setor através de uma bússola que se chama Baguá, dividindo a casa ou o ambiente em setores tais como: Sucesso (elemento Fogo), Relacionamentos (elemento Terra), Criatividade (elemento Metal), Amigos (elemento Metal), Trabalho (elemento Água), Espiritualidade (elemento Terra), Família (elemento Madeira), Prosperidade (elemento Madeira), a grosso modo como disse acima é a mais ou menos isso, e bem mais para menos, porque o efeito é poderosíssimo. Bem na verdade não é sobre o Feng-Shui que eu queria falar. Mas da “Bela frase” que eu encontrei. Folhei o livro, olhei cada pagina, passei os olhos por algumas frases que me chamou atenção. O “Tic-tac” continuava. O livro acabou, cheguei a sua ultima pagina. Quando de repente não senti mais frio ou calor, me esqueci de como o tempo estava. O “tic-tac”, não o escutei mais. Mas o livro resolveu me falar esta frase, que ouvi em voz alta quando ele começou com uma voz tão doce, e tão estranha ao mesmo tempo que é inefável poder descrever aqui com palavras, se eu descrever aqui como é a voz que ouvi, vocês simplesmente cairão em um labirinto de letras sem explicação e provavelmente não conseguirão sair ou entender. A bela frase é “O Maravilhoso de uma casa não é que ela nos abrigue, que nos aqueça, nem que seja dono de suas paredes, e sim que tenha depositado lentamente em nós essas provisões de doçura. Que ela forme, no fundo do coração, esse maciço obscuro do qual nascem os sonhos como águas de um manancial.” (Antonie de Saint-Expéry). Esta é a bela frase que queria apresentar a vocês. Com minha mania de “achismos”, achei-a simplesmente Bela. Quando me dei conta, alias quando a voz cessou, percebi que o “tic-tac” novamente ecoou, eu já procurava a Lua no Céu. Mas ela não apareceu.
Marcinha Luna
Verão de 2009
Marcinha Luna
Verão de 2009
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