14 de abr. de 2009

Experiência

Experiência
Acontecendo agora e sempre
Junto e não separado.
Experiência
Comigo
Contigo
Contido no mundo.
Experiência
Agora
Sem antes
Nem depois
Experiência
É e não é
Mudando sempre
Experiência
Aqui
Lá.
Experiência em todo lugar
Pelo ar.

Marcinha Luna
outubro de 2009

7 de abr. de 2009

Tudo indeterminado

Ontem a noite olhei para o Céu. Vi o quanto ele é indeterminado. Há tempos atrás olhei para a mesma Lua, que como ontem quase cheia, crescendo determinada, era de um tom alaranjado, reflexo do sol claro, mas ontem estava azul, será o reflexo do mar? Nada mais esta claro. Eu diria indeterminado! Ah! Sim, não cai no buraco não, mas estava a olhar o Céu.

Hoje o Sol nasceu completamente novo, entre as nuvens. Que o sol nascerá novamente amanhã esta claro e determinado. Que eu o verei, indeterminado! Que estará no Céu, determinado, mas visível indeterminado, e se uma nuvem o cobrir? Nem mesmo você o verá.

Sei de mim, estou aqui, determinado. Não sei o que quero aqui, indeterminado. Que sei o que sinto agora? Indeterminado! Amor, paixão, angustia talvez, mas indeterminado! Se quero dormir ou apreciar as letras, indeterminado. Minha obrigação esta determinada: apreciar as letras e não apenas dormir. Qual opção vou tomar, indeterminado. O caminho do bem, determinado. E tudo a minha volta sussurra indeterminado, descolado, ausente, insuficiente, quente, frio, úmido, seco, invisível, ilegível, infinito...

Não sou mais o mesmo de minutos passados.

Marcinha Luna
Inspiração em Lunes
Lua Cheia do outono de 2009

25 de mar. de 2009

Eu admiro...

Ah! Sim eu admiro o Céu,
O sol, a lua, as estrelas...
Não riam de mim
Se eu tropeçar numa pedra
Por apenas me admirar.
Tropeçarei sim, com prazer,
Com vontade, ambição
De saber o porquê do céu e da terra.
Quero saber o que esta entre eles,
O que não esta entre eles.
Por que a água é fria e porque o fogo é quente
E não o inverso.
Quero sim, me admirar, tropeçar,
Cair com os lábios na terra,
Acariciar a pedra que me fez deitar no solo.
Quero sim, colocar os ouvidos na grama,
Ouvir o seu sussurrar, saber se choras ou se ri.
Quero saber se a terra, tão infinita,
E aos meus olhos, tão finita,
Me revela algo.
Quero sentir o vento passar por minha alma
Fazendo meu ser se refrescar do sol quente
Que raia no céu.
Quero admirar o crepúsculo.
Quero sentir a chegada da noite, fria, gélida.
Quero saber por que o luar simplesmente não esta lá.
Quero sim me admirar.
E se eu tiver que cair, que eu caia.
Me levantarei na certeza que mais coisas sei
Do que no momento da queda.
Sim! Eu admiro o céu, o sol, a lua, as estrelas...
Riam se não entenderem, caiam se entenderem.
Fiquem estáticos se de nada querem saber.

Marcinha Luna
Outono de 2009
Lua se escondendo no céu.

13 de mar. de 2009

O fato é...

Que a cada dia que passa, ou sei lá o que passa,
Me encontro ainda mais perdida.
Ouvi dizer que eu seja o tempo, das coisas em mim,
Mas tem coisas que estão ali e não em mim!
Ouvi dizer que o tempo é feito com o passar das coisas feitas,
Mas ainda não fiz uma determinada coisa e já vi que ele passou!
Olha estou cada vez mais desconfiada que estou vivendo,
Padecendo, crescendo, sei lá o que em um labirinto.
Sei que enquanto estou aqui presa vivo!
Ou também não sei!
Sei que estou parecendo, estou sentindo o tempo
Passar, me carregar a força para onde não quero chegar,
Então como pode ser o tempo nascendo com as coisas feitas!?
Olha vou dizer uma coisa aqui, talvez eu esteja errado
Mas também pode ser que eu não esteja, mas me dói,
Sim por que o que vou dizer é triste, angustiante,
Então lá vai:
- o tempo ta passando, me carregando, não quero ir
Sinto que estou indo aonde não quero chegar, tempo menos
Tempo estarei com completa ausência de lembrança, falta de admiração,
E tudo isso culpa disto que não sei nem ao menos o que é!
Oh! Raiva, que me consome e me faz ficar angustiado.
Oh! Raiva, que faz escrever estas palavras que nada dizem!
Oh! Raiva, de mim mesmo por não descobrir o que este “tempo” é!
Oh! Raiva, que me faz admirar!
Oh! Raiva, que me faz ainda ser!

Marcinha Luna
Luna minguante, tempestade de fim de verão!

Exemplo...

o Arroz queimou antes de estar pronto...
o tempo passou antes de ele ser arroz,
e agora?!

Eu digo Sei lá! e vc?

Marcinha Luna

10 de mar. de 2009

Ensinar Filosofia?!

Não! Filosofia não se pode ensinar.
Assim como não se pode ensinar a andar.
o que podemos fazer é perguntar, endagar.
abrir espaço para o espanto, para a curisoidade.
Podemos perguntar: porque? como? é ou não é?
E todas as respostas que levam a alguma outra pergunta
vem num tempo certo.
Assim como nos levantamos e colocamos pela primeira
vez um pé na frente do outro num tempo também certo.

Quando a hora da admiração chegar,
Para sempre ficara presa em nosso ser
Enquanto ser!

Marcinha Luna
Lunes, Luna Cheia, Verão de 2009