26 de jun. de 2009
Michael Jackson, Morte, televisão, preconceito, agora...
25 de jun. de 2009
Outrora...
Estava cansado, triste, jogado.
É eu realmente fui jogado aqui
Sem encontrar muita finalidade
Para meu estado de estar aqui.
Quanto mais passa o tal tempo
Mais aprendo, mas um aprendizado
Muito estranho.
Não chego a finalidade de nada.
Quem sabe isso seja bom.
De fato ainda não sei.
Estava enfadado e cheio de dúvidas.
Ainda estou. Não enfadado.
Mas cheio de dúvidas.
Com relação a tudo quanto há.
E se não há também tenho.
Eu procuro seriamente uma verdade.
Mas são palavras da boca para fora.
Na verdade eu não esforço muito.
Mas sei que quando me esforço
Consigo mais coisas, mais verdades
Que traz junto com elas incertezas.
Outrora eu andava jogado...
Agora ainda estou.
Outrora sentia-me incerto...
Agora continuo sem certezas de nada.
Outrora as duvidas me dominavam...
Agora ainda me dominam.
Outrora eu estava vivo, e cansado dessa condição...
Agora continuo vivo, mas procuro
Uma resposta que responda as minhas dúvidas
De outrora que continua agora.
Perceba que muitas respostas não trazem
Respostas, mas sim muitas das vezes trazem um
Novo questionamento.
E o outrora continua refletindo agora.
Marcinha Luna
Inverno de 2009
18 de jun. de 2009
Para encerrar o semestre...
11 de jun. de 2009
Descoberta!
Acabo de descobrir, aqui quero viver!
Em meio as letras, em meios aos livros.
Me encontrando em cada frase
Sentido cada texto.
É assim que quero fazer!
Escrever, descrever, viver!
Escrever como me sinto, o que sinto.
Sem olhar a ética alheia. Escrever a minha ética.
Escrever poeticamente, sem me prender a nada!
Quero ser livre!
Quero descrever o Céu, a Lua!
Ah! Luar, que ilumina o azul profundo do Céu!
Quero descrever você. Descrever como és!
Descrever como és no meu ponto de vista!
Descrever como tu és dentro da minha ética!
Acabo de descobrir, aqui quero viver!
Viver livre e poeticamente!
Não quero com nada me comprometer.
Não quero de nada me esconder.
Não quero nada esconder!
Quero reconhecer! Quero gozar!
Quero aqui viver intensamente!
As letras é o meu mundo!
Um mundo aberto, eterno!
Aqui é o mundo!
Um mundo onde posso fazer tudo!
Ah! Que tudo maravilhoso!
Que tudo inefável!
Que tudo incomensurável!
Quero me expressar!
Quero mostrar quem realmente sou.
E sei que sou! Sou eu!
Sou feliz aqui!
Deliro a cada espaço!
Rodo olhando para o Céu!
Não sou louco não! Aqui sou eu e feliz!
Este meu mundo gira.
Meu coração palpita muito mais!
Ah! Os cheiros e as cores!
Tudo colorido quando quero!
Tudo perfumado pelas flores quando eu desejar!
Ah! Aqui é meu mundo!
Tudo preto e branco quando eu preferir!
Tudo “outonisado” quando eu preferir!
QUERO GRITAR QUANDO EU NECESSITAR!
Me silenciar quando eu precisar!
Descobri é aqui que quero viver!
Sair quando achar que devo!
Fazer o que eu quero!
Rolar pelos campos
Gozando de alegria!
Bater os pés com força
Quando estiver tomada pela raiva!
Quero me tomar pela raiva sim!
E por que não! Se posso senti-la.
Por que esconde-la!
É aqui que quero viver!
Me eternizar, tudo realizar!
Acabo de descobrir, aqui quero viver!
Quero dançar a dança das borboletas!
Ler um novo texto,um texto poético!
Sentir o cheiro da chuva,um cheiro adocicado!
Chorar sem dar explicações, chorar lágrimas verdadeiras!
Acabo de descobrir, aqui quero viver!
Marcinha Luna
Outono de 2009
10 de jun. de 2009
Autêntico
De quando me dei ao luxo de ser autêntico!
Não sei se pagarei no futuro por esta decisão.
Também não me importa neste momento saber disso!
De fato experimentei a autenticidade.
Fiz o que pensei e usei minha ética.
Perfeito!
Ao mesmo tempo
Doloroso!
O sentimento?
Indescritível!
Perfurado?
Não, eu não senti nada!
O que sinto agora?
Arrependimento!
De ter sido autentico?
Não, de ter durado apenas
Alguns míseros minutos!
E agora?
Não sei, mas entendo que o Luxo se foi.
Como me sinto agora?
Novamente um Inautêntico.
21 de mai. de 2009
Inautêntico
A noite passada me foi serena.
Repleta da surpresas
Das quais apenas posso dizer,
E colocar no vento a palavra “inefável”.
Sim, eu a ouvi ontem.
Meu ser foi então perfurado.
Em um momento pensei que tivesse
Sido consumido... Mas não fui,
O dia raiou, e aqui estou.
Então não fui contemplado
Com a morte. Ainda vivo!
E este não era o desejo.
Gostaria que tivesse sido
Consumido, consumido.
Não quero passar por coisas
Das quais estou passando!
Talvez eu precise de alguém
Que me console.
Aliás, penso que isso
Na verdade é uma quase certeza.
Preciso urgente me encontrar
Com um ser, uma alma, Boécio.
Ele sabe quem pode me consolar
Uma vez me parece que nunca,
Serei e nem poderei ser consumido.
Não posso neste mundo maldito
Ser contemplado, desdobrado em
Minha totalidade. Qual o meu castigo?
Viver para sempre como um ser
Inautêntico!
Marcinha Luna
Outono de 2009
15 de mai. de 2009
Jogo poesia...
E agora, o que faço eu?
Amo-te, mas tu não me entendes.
Quero amar-te, mas minha linguagem,
Você não entende.
Estou só. Eu e minha linguagem
Única, poética, romântica!
E agora, o que faço eu?
Sozinha, a falar com o vento, com a chuva.
Sei me comunicar, mas não sei jogar.
Jogar o seu jogo esta complicado.
Assim como você também não
Sabes jogar o meu jogo!
Maldita Linguagem!
Eu e você sempre tão juntos
Mas ao mesmo tempo, distantes!
Estamos jogando jogos diferentes
Gostaria que você jogasse o meu jogo.
Mas eu não estou disposta a saber as
Regras do seu jogo!
E agora, o que faço eu?
Decidi que vou jogar só,
Vou jogar o meu jogo.
Vou só.
Sei que meus sentimentos a mim entendem!
Eu vejo as cores e sei que brilham.
Você enxerga tudo em preto e branco.
És cego! Não entende nem mesmo o jogo que jogas!
E agora, o que faço eu?
Vou ouvir minha musica,
Voar pelo ar que a mim pertence.
Não quero rivais para jogar.
Quero ficar aqui, só.
Poética e romântica.
Vivendo na fantasia
A minha forma de vida!
É agora, eu decidi, assim faço eu!
Marcinha Luna
Tarde chuvosa de outono 2009