11 de jun. de 2009
Descoberta!
Acabo de descobrir, aqui quero viver!
Em meio as letras, em meios aos livros.
Me encontrando em cada frase
Sentido cada texto.
É assim que quero fazer!
Escrever, descrever, viver!
Escrever como me sinto, o que sinto.
Sem olhar a ética alheia. Escrever a minha ética.
Escrever poeticamente, sem me prender a nada!
Quero ser livre!
Quero descrever o Céu, a Lua!
Ah! Luar, que ilumina o azul profundo do Céu!
Quero descrever você. Descrever como és!
Descrever como és no meu ponto de vista!
Descrever como tu és dentro da minha ética!
Acabo de descobrir, aqui quero viver!
Viver livre e poeticamente!
Não quero com nada me comprometer.
Não quero de nada me esconder.
Não quero nada esconder!
Quero reconhecer! Quero gozar!
Quero aqui viver intensamente!
As letras é o meu mundo!
Um mundo aberto, eterno!
Aqui é o mundo!
Um mundo onde posso fazer tudo!
Ah! Que tudo maravilhoso!
Que tudo inefável!
Que tudo incomensurável!
Quero me expressar!
Quero mostrar quem realmente sou.
E sei que sou! Sou eu!
Sou feliz aqui!
Deliro a cada espaço!
Rodo olhando para o Céu!
Não sou louco não! Aqui sou eu e feliz!
Este meu mundo gira.
Meu coração palpita muito mais!
Ah! Os cheiros e as cores!
Tudo colorido quando quero!
Tudo perfumado pelas flores quando eu desejar!
Ah! Aqui é meu mundo!
Tudo preto e branco quando eu preferir!
Tudo “outonisado” quando eu preferir!
QUERO GRITAR QUANDO EU NECESSITAR!
Me silenciar quando eu precisar!
Descobri é aqui que quero viver!
Sair quando achar que devo!
Fazer o que eu quero!
Rolar pelos campos
Gozando de alegria!
Bater os pés com força
Quando estiver tomada pela raiva!
Quero me tomar pela raiva sim!
E por que não! Se posso senti-la.
Por que esconde-la!
É aqui que quero viver!
Me eternizar, tudo realizar!
Acabo de descobrir, aqui quero viver!
Quero dançar a dança das borboletas!
Ler um novo texto,um texto poético!
Sentir o cheiro da chuva,um cheiro adocicado!
Chorar sem dar explicações, chorar lágrimas verdadeiras!
Acabo de descobrir, aqui quero viver!
Marcinha Luna
Outono de 2009
10 de jun. de 2009
Autêntico
De quando me dei ao luxo de ser autêntico!
Não sei se pagarei no futuro por esta decisão.
Também não me importa neste momento saber disso!
De fato experimentei a autenticidade.
Fiz o que pensei e usei minha ética.
Perfeito!
Ao mesmo tempo
Doloroso!
O sentimento?
Indescritível!
Perfurado?
Não, eu não senti nada!
O que sinto agora?
Arrependimento!
De ter sido autentico?
Não, de ter durado apenas
Alguns míseros minutos!
E agora?
Não sei, mas entendo que o Luxo se foi.
Como me sinto agora?
Novamente um Inautêntico.
21 de mai. de 2009
Inautêntico
A noite passada me foi serena.
Repleta da surpresas
Das quais apenas posso dizer,
E colocar no vento a palavra “inefável”.
Sim, eu a ouvi ontem.
Meu ser foi então perfurado.
Em um momento pensei que tivesse
Sido consumido... Mas não fui,
O dia raiou, e aqui estou.
Então não fui contemplado
Com a morte. Ainda vivo!
E este não era o desejo.
Gostaria que tivesse sido
Consumido, consumido.
Não quero passar por coisas
Das quais estou passando!
Talvez eu precise de alguém
Que me console.
Aliás, penso que isso
Na verdade é uma quase certeza.
Preciso urgente me encontrar
Com um ser, uma alma, Boécio.
Ele sabe quem pode me consolar
Uma vez me parece que nunca,
Serei e nem poderei ser consumido.
Não posso neste mundo maldito
Ser contemplado, desdobrado em
Minha totalidade. Qual o meu castigo?
Viver para sempre como um ser
Inautêntico!
Marcinha Luna
Outono de 2009
15 de mai. de 2009
Jogo poesia...
E agora, o que faço eu?
Amo-te, mas tu não me entendes.
Quero amar-te, mas minha linguagem,
Você não entende.
Estou só. Eu e minha linguagem
Única, poética, romântica!
E agora, o que faço eu?
Sozinha, a falar com o vento, com a chuva.
Sei me comunicar, mas não sei jogar.
Jogar o seu jogo esta complicado.
Assim como você também não
Sabes jogar o meu jogo!
Maldita Linguagem!
Eu e você sempre tão juntos
Mas ao mesmo tempo, distantes!
Estamos jogando jogos diferentes
Gostaria que você jogasse o meu jogo.
Mas eu não estou disposta a saber as
Regras do seu jogo!
E agora, o que faço eu?
Decidi que vou jogar só,
Vou jogar o meu jogo.
Vou só.
Sei que meus sentimentos a mim entendem!
Eu vejo as cores e sei que brilham.
Você enxerga tudo em preto e branco.
És cego! Não entende nem mesmo o jogo que jogas!
E agora, o que faço eu?
Vou ouvir minha musica,
Voar pelo ar que a mim pertence.
Não quero rivais para jogar.
Quero ficar aqui, só.
Poética e romântica.
Vivendo na fantasia
A minha forma de vida!
É agora, eu decidi, assim faço eu!
Marcinha Luna
Tarde chuvosa de outono 2009
7 de mai. de 2009
Cadê Você...Morreu ou nunca existiu?
Ainda não compreendi muitas coisas.
E pretendo sim compreendê-las
Sei que o meu ser deve ser aberto
Mas ao ouvir uma musica
Meu ser aberto foi ainda perfurado
E ainda não conseguiu ser recuperado.
Continua dilacerado, sem entender o porquê das coisas.
Quando pequeno fui instruído
A acreditar em algo que não via
E hoje depois de crescido
Meu ser não conseguiu ainda ver
E o pior é que agora, também depois de crescido
Não esta mais conseguindo
Nem mesmo crer.
E agora? Como devo agir?
Chorar, esbravejar pedir para Te ver?
Continuar a crer em Você?
Não, eu não posso compartilhar a dor alheia,
Acreditando que Você possa existir.
E não esta sendo fácil para mim
Conversar agora com Você,
Sem ao menos acreditar que o som
De meu pensamento estas ouvindo,
Sem ao menos saber se Você vê
Que agora me encontro
Com lagrimas nos olhos.
Chorando neste momento uma dor que não é minha.
Chorando neste momento também a minha dor!
Marcinha Luna
Outono de 2009
Chuva no Norte e Nordeste
30 de abr. de 2009
Lugar
Todas as coisas são em mim
Elas só são por que sou!
Redundante e contagiante!
Tu existes para mim e em mim.
E somente para mim tu és
Assim penso eu.
Iludo-me pois tu é o lugar
Onde as outras coisas também são.
E tu não és somente para mim.
Tu és espaço para todas as outras coisas.
Sinto que meu lugar em você é pequeno
Um espaço insignificante em sua rotina
Que considero maçante!
Não esqueças que eu sou o seu lugar.
Mesmo que você não tenha um lugar para mim.
Sinto me só. Vazia e repleta de lacunas!
Repleta de perguntas sem resposta alguma.
Perfurada, onde remendos não podem tampar.
E assim continuo, me curo.
E novamente de perfuro.
Mas sou como uma fenix
Vermelha cor da paixão.
O que me diz você sobre paixão?
O que me diz sobre desejo?
Precisa me responder.
Afinal tu és lugar onde as todas coisas são!
Marcinha Luna
Outono de 2009
26 de abr. de 2009
Desejo, possível alcançar?
Parei para sentir, Tentei refletir,
Não consegui encontrar.
Mas em um momento a pensar
Consegui sentir, visualizar.
A tudo eu desejo
Desejo a você,
A outrem também desejo!
Coisas materiais a meu bel-prazer.
Mas percebi
Desejar e conseguir
É deixar de desejar.
A tudo quero conseguir.
A tudo preciso desejar.
Quero tudo alcançar.
E quando tudo alcançar
Talvez eu deixe de existir.
Resolvi então desistir de ti!
E para sempre a ti vou desejar!
Vou viajar
Tentar te encontrar
Mas não quero te tocar
Quero somente a ti desejar!
Marcinha Luna
Outono de 2009