Hoje uma vontade de escrever me arrebatou. Não sou de postar diversas vezes. Acho que talvez este seja um mês inédito (espero que não seja), talvez bata meu próprio recorde de postagem em um só mês. Bom, não quero ir ao Guinness. Sei lá!
O engraçado é que eu não tenho nada, nadinha para dizer. O que me impressiona é que mesmo nada tendo para falar, consigo frases formar. Frases deficientes alguém pode até achar, mas eu não acho não, pelo menos agora não.
Queria falar de mim, dos limites do meu mundo, dos outros, das outras coisas... do quem atrás do arco-íris, o que se esconde atrás das montanhas, cadê as fadas e os duendes... Essa noite não vi a bruxinha passando na frente da Lua. Onde ela foi? Queria poder contar para você! Aliás eu queria era saber!
Queria saber cadê os monstros que dormem atrás do guarda roupas, o que fazem de dia as lagartixas, onde andam as joaninhas... Cadê o saci perere, a cuca... as coisas mais bobas eu queria descobrir. Cadê o juízo dos que não tem, ou eles têm e são diferentes do nosso? E agora a melhor de todas, aonde se esconde a luz da geladeira quando abrimos? Por Zeus, creio que não estou no meu juízo perfeito. E eu também não creio que seja falta do que fazer. Por que quando estou no auge dos meus afazeres, tenho que parar e digitar, contar, escrever... Se não nada, nadinha consigo fazer. Queria saber cada coisa em seu detalhe. Inclusive a coisa eu. E é claro que aqui eu não disse nada do que eu queria saber. Aqui eu diria ser uma “tabua rasa”, “papel em branco”, mesmo com tanta coisa escrita. Eu Hein!
Luna Alcântara
Noite chuvosa do inverno de 2009
20 de ago. de 2009
Encontrar
Dentro da profundidade
De mim estou tentando encontrar.
Procuro o que não foi
Em mim colocado
Quero encontrar
O que me foi herdado.
Coisas estas que desconheço.
Desconheço o profundo do meu eu.
Desconheço minhas facetas.
Não queira saber como
Sei que algo foi por mim herdado.
Vôo a procurar...
Rastejo para encontrar.
Mergulho em sentimentos
Procuro em meio a matéria.
No seio da Terra
Não consigo encontrar
Esta “coisa” tão séria.
Continuo na busca.
Uso magia, poderes invisíveis
Para encontrar.
Filosofo, penso em tudo o que posso
Para encontrar.
Fico no mundo da Lua
Para encontrar.
Quero encontrar o que
É pertencente a mim.
Minha intuição me diz:
- Quando encontrar,
Nova “coisa” terá que buscar!
Tenho que continuar a tentar
Encontrar.
Inverno de 2009
18 de ago. de 2009
Meteoros
Sempre me coloquei na posição de micro-cosmos. Se for tudo junto ou separado, não é que o me interessa neste exato momento, que como o próprio nome diz “momento’. O que me interessa é saber se sou um micro ou macro-cosmos.
Há poucos dias atrás tivemos uma chuva de meteoros, se me recordo bem foi no dia 12 de agosto deste mesmo ano. Ao meu entender esta aconteceu no macro cosmos, talvez afetando o micro cosmos.
Mas nestes dias, senti, dentro de mim, ou sei lá, algo estranho, de estranheza sem igual. Senti diretamente em meus pensares coisas nunca sentida antes. De fato penso que esta chuva me afetou diretamente, por isso penso que sou um macro cosmos de mim mesmo, não sei ao certo.
Agora não quero mais saber das coisas ao certo. Talvez seja uma extinção eu saber de tudo. Viver na duvida talvez seja continuar persistindo na busca pelo que de fato é verdadeiro ou não.
Quero somente saber: sou macro ou micro? Eu sou algo afinal? Será que sou o meteoro de minha própria vida, de meus próprios sentimentos?
Luna Alcântara
Inverno de 2009
17 de ago. de 2009
Estrelas
Hoje me levantei pela manhã quando avistei a luz do sol que entrava pela fresta da janela arqueada. Olhei o céu azul, azul, tão azul que se confundia com o azul do mar. As poucas nuvens que flutuavam eu poderia muito bem dizer que eram ondas esbranquiçadas que vinham do horizonte em direção á areia.
Me coloquei a pensar. E então me lembrei da noite passada, que sem luar, eu podia ver as estrelas a brilhar. Veio-me no pensamento, um sentimento inefável, um devaneio incomensurável. Comparei o céu com o mar, onde as estrelas se colocam a brilhar. No céu e assim como no mar. No céu, em noites de Lua, prateado está e as estrelas, lá estão a brilhar.. No mar, em noites de Lua, prateado também ficará, e no fundo as estrelas do mar, também iluminadas ficarão. E então, aqui onde estou, no meio, na terra, sei lá, o que brilhará?
De fato não conseguia imaginar... Mas precisava conseguir, nem que fosse uma única estrela que eu pudesse fazer brilhar. Tinha a impressão que meu dia só se iniciaria, quando eu alcançasse tal objetivo.
E foi neste instante, que passa tão rápido, que em meu pensar brilhou uma estrela. Quem disse que eu não posso ser a estrela da terra? Quem foi que disse que não somos estrelas terrenas a brilhar? Fiquei atônica quando isso pude devanear. Fiquei com a sensação de poder até mesmo voar, iluminar onde eu penso em trevas estar.
Agora sou ainda mais feliz que ontem, estrelas brilham no céu, coadjuvantes no meio do luar... No mar, estrelas iluminam o escuro para os peixes desfilar... Na terra somos estrelas para tudo fazermos iluminar, importante será o meu brilhar juntamente com seu brilhar. E assim a tudo vamos iluminar!
Luna Alcântara
manhã de inverno 2009
Me coloquei a pensar. E então me lembrei da noite passada, que sem luar, eu podia ver as estrelas a brilhar. Veio-me no pensamento, um sentimento inefável, um devaneio incomensurável. Comparei o céu com o mar, onde as estrelas se colocam a brilhar. No céu e assim como no mar. No céu, em noites de Lua, prateado está e as estrelas, lá estão a brilhar.. No mar, em noites de Lua, prateado também ficará, e no fundo as estrelas do mar, também iluminadas ficarão. E então, aqui onde estou, no meio, na terra, sei lá, o que brilhará?
De fato não conseguia imaginar... Mas precisava conseguir, nem que fosse uma única estrela que eu pudesse fazer brilhar. Tinha a impressão que meu dia só se iniciaria, quando eu alcançasse tal objetivo.
E foi neste instante, que passa tão rápido, que em meu pensar brilhou uma estrela. Quem disse que eu não posso ser a estrela da terra? Quem foi que disse que não somos estrelas terrenas a brilhar? Fiquei atônica quando isso pude devanear. Fiquei com a sensação de poder até mesmo voar, iluminar onde eu penso em trevas estar.
Agora sou ainda mais feliz que ontem, estrelas brilham no céu, coadjuvantes no meio do luar... No mar, estrelas iluminam o escuro para os peixes desfilar... Na terra somos estrelas para tudo fazermos iluminar, importante será o meu brilhar juntamente com seu brilhar. E assim a tudo vamos iluminar!
Luna Alcântara
manhã de inverno 2009
14 de ago. de 2009
Agora, sou grande e nada Sou
Desde o passado, mais precisamente ontem, decidi não mais me apequenar frete a coisa alguma. Decidi que quero ser grande e nada ser. Não mais serei menor e nada serei. Agora e neste instante, que não sei quanto tempo dura, vou ser maior e nada vou ser. Sou, agora, maior frente as minhas dificuldades e diferenças com relação aos outros que são. Não sou, na medida que não entendo muitas outras coisas.
Deixarei minha “pequinês” de lado frente aos que nada são. Achando tudo complicado? A mim não parece ser assim. Pois somos diferentes quando pensamos, e nada somos ao certo. O que sei, com precisão, é que me apequenava frente aos monstros que me assombravam.
- Acorde, pequenina menina! Monstros não existem, não são! Pare de se apavorar com coisas que nada são!
Essas palavras ecoavam a tempos dentro de mim, mas meus ouvidos, orgulhosos, não queriam nem ao menos saber o que era o som murmurado. Foi quando eu, sendo o que sou agora, escutei o murmurar e lhe dei certa atenção. Me coloquei a pensar e vi, dentro de mim, algo que não tinha percebido. Trocando em miúdos, fazendo-me por ser entendida, ai vai:
Pense no morango! Belo e repleto de “eus” (sementes) tão minúsculos e que nada são. E quando num futuro muito breve, suas sementes, tão pequenas, tudo passa a ser. Passa a ser o fruto doce-amargo, vermelho, repleto de sementes ("eus") imperceptíveis que frutos breve serão e também, logo deixarão de ser.
Nossa! Como meus devaneios se complicam com o passar do tempo. Monstros aparecem e deixam de ser; eu, grande, nada sou...
È hora de mudar!
Chega!
Deixo de me apequenar
Diante de todas as coisas...
Sou um gigante...
Nada sou...
Luna Alcântara
inverno de 2009
Deixarei minha “pequinês” de lado frente aos que nada são. Achando tudo complicado? A mim não parece ser assim. Pois somos diferentes quando pensamos, e nada somos ao certo. O que sei, com precisão, é que me apequenava frente aos monstros que me assombravam.
- Acorde, pequenina menina! Monstros não existem, não são! Pare de se apavorar com coisas que nada são!
Essas palavras ecoavam a tempos dentro de mim, mas meus ouvidos, orgulhosos, não queriam nem ao menos saber o que era o som murmurado. Foi quando eu, sendo o que sou agora, escutei o murmurar e lhe dei certa atenção. Me coloquei a pensar e vi, dentro de mim, algo que não tinha percebido. Trocando em miúdos, fazendo-me por ser entendida, ai vai:
Pense no morango! Belo e repleto de “eus” (sementes) tão minúsculos e que nada são. E quando num futuro muito breve, suas sementes, tão pequenas, tudo passa a ser. Passa a ser o fruto doce-amargo, vermelho, repleto de sementes ("eus") imperceptíveis que frutos breve serão e também, logo deixarão de ser.
Nossa! Como meus devaneios se complicam com o passar do tempo. Monstros aparecem e deixam de ser; eu, grande, nada sou...
È hora de mudar!
Chega!
Deixo de me apequenar
Diante de todas as coisas...
Sou um gigante...
Nada sou...
Luna Alcântara
inverno de 2009
13 de ago. de 2009
Escapatória...
Aprendi como escapar
Da vida de agora.
Aprendi como escapar
Da realidade.
Aprendi como escapar
Dos meus sentires.
Aprendi como escapar
De mim mesmo.
Aprendi como escapar
De coisas a parte de mim.
Aprendi escapar
Dos fatos concretos...
Vivo agora no abstrato.
Mas tudo passa tão rápido
Que na brisa vento posso sentir-te.
Não aprendi como escapar
De devanear a respeito de ti.
O tempo passa, mas logo outro
Instante vem e não consigo
Escapar de você!
Agora por mais que aprendi
Estou sem escapatória
Meu pensamento esta
Amarrado em ti!
Luna Alcântara (Marcinha Luna)
Inverno de 2009, tempo de crescer.
Da vida de agora.
Aprendi como escapar
Da realidade.
Aprendi como escapar
Dos meus sentires.
Aprendi como escapar
De mim mesmo.
Aprendi como escapar
De coisas a parte de mim.
Aprendi escapar
Dos fatos concretos...
Vivo agora no abstrato.
Mas tudo passa tão rápido
Que na brisa vento posso sentir-te.
Não aprendi como escapar
De devanear a respeito de ti.
O tempo passa, mas logo outro
Instante vem e não consigo
Escapar de você!
Agora por mais que aprendi
Estou sem escapatória
Meu pensamento esta
Amarrado em ti!
Luna Alcântara (Marcinha Luna)
Inverno de 2009, tempo de crescer.
11 de ago. de 2009
Lugar
Quem disse que só por que chove não há passarinhos a cantar!?
Pode-se cantar a qualquer hora e em qualquer lugar...
Quem disse que só por que somos grandes não podemos brincar?!
Eu brinco a qualquer hora e nem esquento com o lugar!
Quem foi que disse que se a Lua no céu não está a brilhar é por que não há luar!?
A Lua brilha sempre, mesmo quando lá ela não está!
Quem foi que disse que lá é longe e não dá pra chegar?!
Podemos chegar sempre em qualquer lugar!
Já disseram para ti que você é o lugar!?
Lugar de ver e fazer acontecer...
Lugar onde os nomes escolheram para ficar...
Lugar onde as coisas são e deixam de ser...lugar onde você está ou não.
Eu estou no meu lugar, assim como você, que amo, também esta!
Resta apenas saber como faço para você entender
Que ocupas dentro de mim um lugar...
Resta apenas saber como faço para contar
Que sem ti não sei ficar...
Resta saber como faço para dizer
O quanto você é especial...
Resta apenas saber como faço para contar
Que no meu sonho consegui te beijar...
Resta saber como faço para contar
Que a ti eu quero amar...
E todos estes saberes
Dentro de mim não consigo encontrar
Onde está!
Me perdi por completo
Quando dentro de mim
Encontrei o seu lugar!
E agora na chuva ouço passarinhos a cantar!
Pode-se cantar a qualquer hora e em qualquer lugar...
Quem disse que só por que somos grandes não podemos brincar?!
Eu brinco a qualquer hora e nem esquento com o lugar!
Quem foi que disse que se a Lua no céu não está a brilhar é por que não há luar!?
A Lua brilha sempre, mesmo quando lá ela não está!
Quem foi que disse que lá é longe e não dá pra chegar?!
Podemos chegar sempre em qualquer lugar!
Já disseram para ti que você é o lugar!?
Lugar de ver e fazer acontecer...
Lugar onde os nomes escolheram para ficar...
Lugar onde as coisas são e deixam de ser...lugar onde você está ou não.
Eu estou no meu lugar, assim como você, que amo, também esta!
Resta apenas saber como faço para você entender
Que ocupas dentro de mim um lugar...
Resta apenas saber como faço para contar
Que sem ti não sei ficar...
Resta saber como faço para dizer
O quanto você é especial...
Resta apenas saber como faço para contar
Que no meu sonho consegui te beijar...
Resta saber como faço para contar
Que a ti eu quero amar...
E todos estes saberes
Dentro de mim não consigo encontrar
Onde está!
Me perdi por completo
Quando dentro de mim
Encontrei o seu lugar!
E agora na chuva ouço passarinhos a cantar!
Marcinha Luna
Manhã chuvosa de inverno 2009
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