16 de jul. de 2009

Claro?!

Ora, Oras...
Quando é que tudo fica claro?
Se quando mais conhecimento tenho
Mais escuro tudo fica!
Quando tudo ficar claro
Por que tudo sei e á tudo domino
Não mais aqui estarei!
Talvez atravessando os portais do submundo
É onde me encontrarei!
Mas quando tudo ficará claro!?
Muitas vezes fico ansiosa por este,
Este que talvez seja “momento more”!
Mas quando claro em meus pensamentos
Fica esta situação, quero que tudo fique as escuras
De novo! E de novo volto ao marco zero!
Será que quero que tudo fique claro?
Será que necessito de tanta clareza?
Às vezes é claro que necessito
Mas, por vezes, prazer eu sinto no escuro!
Por Zeus, quando é que tudo ficará claro!?
Quantos deuses tenho? E os anjos? A mim protegem?
A Lua me passa a energia que sinto? Quanto clara ou escura no Céu?
Antes me sentia vergonhoso por nada poder responder.
Hoje e somente agora sinto-me orgulhoso por nada saber!
Agora e somente neste minuto que já se foi
Nada fica claro! Não quero nada claro!
Nada sei ao certo, ao claro!

Marcinha Luna
Manhã clara de inverno 2009

14 de jul. de 2009

FILOSOFIA

F iz um pacto!

I lusão foi o resultado!

L ogo me encontrei aqui, na vida de agora!

O uvindo um sussurro de mim mesmo, filosofando...

S ó e de nada, nada sabendo, nada entendendo, nem compreendendo.

O utrora, perdido, fatigado, triste, jogado, lançado, me peguei de certa maneira

F ilosofando, pensando, fantasiando, devaneando, idealizando, imaginando. Sobre o que?

I magine, pense, fantasie, devaneie, idealize, imagine, invente, arquitete, filosofe, por que...

A canhado vou ficar ao dizer que com palavras não posso contar, incomensurável foi o meu sentir, impossível de falar, inefável tentar descrever sobre o que ando devaneando!


Marcinha Luna

inverno de 2009

13 de jul. de 2009

Decepção

De fato, eu que sempre assumi uma postura negativa com relação ao tempo, hoje tenho que mudar, nem que seja por essas poucas linhas escritas, mas preciso, embora me doa muito, dizer o quanto ele é importante. O tempo passa se vai e nem satisfação dá. O tempo vem, diferentemente para todos. Sua contagem padronizada, apenas é um engano, pois não o contamos. Ele faz nos perdemos em seus pontos e números.
Mesmo me encontrando perdida no tempo estou decepcionada com o que, por conta dele, aprendo e sinto.
Sinto que para muitas coisas e em muitos momentos sou apenas um número. Espero muito de tudo e quando percebo esse muito não era algo bom. É bom no fato de que me trouxe um aprendizado, dolorido, mas aprendido. Me sinto como um pote em que os fatos são despejados. E nem no lixo consigo colocar para fora o que se encontra dentro de mim. Nem mesmo um lixo merece ouvir o que tenho para desabafar. Desabafar os problemas de todos. O bom é que muitos e muitas coisas estão sem problema algum. Talvez seja este tempo, este intervalo de passeio e alegria, que o fazem esquecer de seus problemas cotidianos e se esquecerem dos outros. Mas Eu não, não esqueço de nada. Me lembro perfeitamente de todos os meus e de todos os problemas relatado a mim pelas outras coisas. Me lembro de tudo cuidado. embora as outras coisas não.
Mas uma vez o tempo me faz morder a língua. Ele se fez necessário para que eu pudesse entender dentro da minha rotina de estudos, que nada é fantasia. Tudo não passa de jogadas políticas. Eu não queria dar razão a Maquiavel, eu juro, mas não tenho outra saída. O problema agora é eu aprender com ele todos os macetes que percebo que as outras coisas aprenderam. isso não faz parte da minha etica pessoal. e eu possuo uma pois tenho certeza absoluta que sou autentica. Minha mestra sempre diz: “não diga que não goste do que você não conhece, nunca fale que não gosta do que não entende profundamente”, e ela tem razão. Agora entendi Maquiavel, e vejo a razão dos ditos, e percebi como todas as outras coisas agem.
Aprendi que de fantasia a vida não tem, a não ser que eu não precise falar com pessoas de carne e osso, maquiavelicas por sinal, e converse somente com as fadas e os meu amigos gnomos.
Falar tudo poeticamente e bonito, se torna apenas motivo de chacotas, e risadinhas de canto de boca.
Minha decepção está com relação a quase tudo. Por conta da filosofia, que deixou a fantasia para se organizar como meio político, mas vejo que isso não funciona até hoje; com as pessoas que se mostram umas e quando vemos a máscara cai e nada são do que dizem ou fazem é o que verdadeiramente são, mas isso já vem de muito tempo, não aprendi por que sou burra, anos a traz a máscara de uma caiu, não aprendi com o acontecido por que não quis. É aqui que encontro a parte legal, muitos do que pensei ser da “legião do mau” são na verdade do bem. Talvez estes estejam de máscaras para não serem atingidos pelos adversários. Agora tentarei ser assim também. Na magia vestimos máscaras para não sermos atacados por energias negativas, usarei agora meu aprendizado. Dizem que Cleopatra usava fortes maquiagens para não ser reconhecida pelas energias maléficas. Usarei meu “caldeirão” para afastar de mim as coisas malignas. Já é tempo de limpar o terreno para a nova fase. E ai estrearei irreconhecível, invencível. Fadas, gnomos, intuição ao meu lado. Serei eu mesma. E não vou mais me decepcionar com nada, minha decepção é apenas aprendizado. O inverno e a chuva é apenas a limpeza para o novo tempo, o tempo de florir os campos e semear novos aprendizados. A decepção vem como conseqüência da vida, e viva estou.

Marcinha Luna
Inverno de 2009

6 de jul. de 2009

Escrever

Definitivamente estou percebendo que escrever não é para qualquer um. Bendito sejam os escritores e poetas por conseguirem de maneira “mágica” encaixar cada letra no lugar certo e politicamente correto no decorrer do texto por eles elaborado. Benditos sejam.

Estou passando por uma temporada de crise de criatividade. Não sai nada da minha cabeça. Nenhum coelho da cartola. Estou me esforçando, eu juro, mas ta dificílimo. Ai to cansada de tentar colocar cada vírgula no lugar. Começar cada frase com letra maiúscula. Isso é estressante.

Tudo o que escrevo o computador se coloca entre mim e o texto. Vive marcando minhas palavras e frases. Ele não entende de nada. Não sabe nem sentir. Pô qualé! Olha só, mais um que ele vem corrigir! Nem sabe o que eu quis dizer.

Não conhece de sentir, não entende nada então. Quando sinto amor, eu lá quero saber onde encaixa a vírgula! Puxa eu quero sentir prazer. Quando me sinto querida, lá quero entender o para que do ponto de exclamação! Eu não. Quando me sinto questionada eu simplesmente sinto oras bolas, não quero saber de ponto de interrogação! Putz! Não tem ponto para fracasso. Não, não venha dizer que é o ponto final. O ponto final muitas vezes indica que em seguida vem uma letra maiúscula. Ai você estaria sendo pessimista. Tem ponto para isso?

Estou sentido coisas que com palavras eu não sei dizer! E agora, como poderei me ajudar? Descobri na escrita uma forma de desabafo. E agora nem isso mais consigo fazer. Penso que estou paranóica. Mas o que isso quer dizer? Eu sei lá! Eu to.

Meu nome não se separa de mim, porém tenho que escrevê-lo separado, e não fixo no meu corpo. Escrevo meu nome numa folha de papel que se encontra no mundo. Mas o mundo não se encontra na folha, mas meu nome se encontra e eu me encontro e meu nome a mim pertence. Vixi, nem sei mais do que to falando. Quem sabe um bom vinho me ajude, digo um bom e não o mais caro. Estou de férias!

Marcinha Luna
Segunda, inverno de 2009

26 de jun. de 2009

Michael Jackson, Morte, televisão, preconceito, agora...

Assistindo a televisão agora pela manhã incrivelmente me veio a vontade de escrever. Nunca isso tinha me acontecido, assistir televisão e sentir vontade de escrever algo. Para mim a televisão á algo supérfluo que não traz conhecimento e ao contrário nos faz vivermos como covardes e nada sentir vontade. Penso que este é intuito da televisão.
Enfim, assistindo hoje aos clipes musicais, o que mais adoro ver na televisão, se inútil ou não, me dá um certo prazer, pude ver o quanto a vida e a morte é algo inefável e também incomensurável.

Não sei falar e muito menos entender a língua inglesa. Mas adoro os clipes, as histórias contadas por eles, mesmo sabendo que muitas vezes nada tem nada haver com a música, já fui atrás de traduções de algumas músicas e pude perceber que a história do clipe nada tinha haver com ela. Ah! Também não entendo nada de música.

Há muito tempo eu não via passar em nenhum canal um clipe se quer do Michael Jackson. E agora pela manhã é o que há. Deixaram os vivos de lado e agora só o que se foi passa a ter valor. Porque isso? Não compreendo.

Todos os dias, as todas as horas passa-se clipes musicais de vivos e mortos, de sucesso ou não, e a muito tempo eu não ouvia um clipe do Michael. Ele estava vivo assim como todos os outros que tocam e tem seus clipes a todos os momentos tocando na TV.
Não posso entender ou compreender por que agora só toca o Michael, para mim é uma vitima do pré-conceito que a sociedade faz hoje de tudo e todos. Ah! Como isso nos é prejudicial.

Eu penso que todos os clipes devem ser tocados a todo o momento, dos vivos ou dos mortos. A eternidade é agora. Talvez tudo o que eu tenha dito aqui seja sem sentido. Palavras escritas ao vento que muitos nem vão entender. O fato é que eu estou escrevendo por que vivo, e não devo sentir vontade de nada. Também não estou escrevendo aqui simplesmente por que o Michael se foi, mas que fique de alerta que todas as coisas que ainda se encontra entre nós são importantes.

Preste mais atenção em tudo a volta. Desde Homens, animais e plantas. Deixem para prestar atenção quando as florestas não mais existir, deixem para prestar atenção em vossos animais de estimação quando estes se forem, deixem para prestar atenção em vossos entes queridos quando estes não estiverem mais em vosso campo de visão. E ai não reclamem, não vai adiantar dedicar a eles vossos votos. O que adianta é o agora, que sinto muito em lhes informar, acabou de acabar.

Marcinha Luna
Inverno de 2009

25 de jun. de 2009

Outrora...

Outrora vivia me lamentando.
Estava cansado, triste, jogado.
É eu realmente fui jogado aqui
Sem encontrar muita finalidade
Para meu estado de estar aqui.
Quanto mais passa o tal tempo
Mais aprendo, mas um aprendizado
Muito estranho.
Não chego a finalidade de nada.
Quem sabe isso seja bom.
De fato ainda não sei.
Estava enfadado e cheio de dúvidas.
Ainda estou. Não enfadado.
Mas cheio de dúvidas.
Com relação a tudo quanto há.
E se não há também tenho.
Eu procuro seriamente uma verdade.
Mas são palavras da boca para fora.
Na verdade eu não esforço muito.
Mas sei que quando me esforço
Consigo mais coisas, mais verdades
Que traz junto com elas incertezas.
Outrora eu andava jogado...
Agora ainda estou.
Outrora sentia-me incerto...
Agora continuo sem certezas de nada.
Outrora as duvidas me dominavam...
Agora ainda me dominam.
Outrora eu estava vivo, e cansado dessa condição...
Agora continuo vivo, mas procuro
Uma resposta que responda as minhas dúvidas
De outrora que continua agora.
Perceba que muitas respostas não trazem
Respostas, mas sim muitas das vezes trazem um
Novo questionamento.
E o outrora continua refletindo agora.

Marcinha Luna
Inverno de 2009

18 de jun. de 2009

Para encerrar o semestre...

Para encerrar o semestre descobri que há dois de mim vagando por ai. Perigoso? Não sei. E que bom que não sei isso é sinal de continuo procurando saber o quão perigoso isso pode ser.

Um dos meus que vaga por ai é inautêntico. Compreendido, bonito, repleto de pontos de exclamações e pontos finais. Tem uma vida ética, leva a risca tudo politicamente correto. Nunca expõe suas lágrimas. Não possui um lugar, apenas se encontra em um ambiente ali e outro aqui. Escreve textos tecnicamente corretos, ou ao menos deveriam ser, sempre falta uma vírgula ou um acento ou sobra um ponto final, fazendo desta maneira com que falte sempre meio ponto. rsrs Ah! este ser autêntico, ainda dou risadas com ele. Aliás, este semestre para o ser inautêntico foi repleto de bolas na trave. Mas isso é apenas um incentivo para continuar buscando o caminho do gol e não dar a partida por encerrada, pelo menos é o que disseram e minha parte inautêntica acatou.

Porém existe também o lado autêntico de ser. Não compreendido. Que nada acata. Chora. E ao modo de ver dos inautênticos se passa por esquisito, meio gago. O seu ponto preferido é o de interrogação, muitas vezes também lança reticências, mas na essência, bem lá no finito do ponto se esconde a interrogação. Leva uma vida ética, ele faz sua ética, ela é sua morada. O seu modo de escrever surpreende pelo fato errado de ser, surpreende pelo que diz a respeito da verdade. Usa a verdade a larga. Sem medir. Se pergunta o porque da igualdade de todos. Não se esconde. Chora e esbraveja. Mas acaba sendo escondido. Triste? Claro que não.
É aqui que meu ser goza, é este modo autêntico de ser que me encontro em completa felicidade. O recheio da felicidade? A angustia, o tempero que leva este meu ser adiante.

Então fecho este semestre com chave de ouro. O ouro que encontrei? O meu ser autêntico. Estou apaixonada por ele. Toda vez que o encontro sua angustia me faz gozar. Querer a vida completamente diferente de como ela é. Pouco importa a linguagem, o que importa é a serenidade. Como o encontrei? Com ajuda de meu ser inautêntico, que me leva espacialmente pelos cantos materiais do mundo onde minha parte autêntica não chega.
Enquanto eu viver preciso dos dois. Perigoso? Já disse que não sei.

Marcinha Luna
Inverno de 2009