Não! Eu não posso continuar
A pensar, a sonhar, delirar
Quero parar...
Assim não posso prosseguir
Não consigo construir
Só penso e penso...
Vivo e revivo...
Se Eu sou,
Se Eu deixo de ser
Penso em mim...
Penso em você...
Penso no texto corrido,
Na tinta da caneta...
Penso na poesia
Penso na rima...
Mas ela não sai!
E isso me desanima!
Eu penso em parar,
Claro que penso!
Mas não sei como...
E penso nas maneiras
Me distraio
Procuro pela Lua
Mas ela simplesmente deixou recado!
Respiro...
Me ponho a pensar
Em uma maneira de parar...
Penso na chuva, no frio...
No fogo, no seu calor...
No pé de laranja...
Nas cores do céu
No azul de seu véu!
Eu preciso parar...
Parar um minuto..
De pensar...de ver o mundo
De refletir sobre tudo...
Chega de Reticências
Preciso de uma vírgula,
Eu preciso!
Márcia Alcântara
Verão de 2011
7 de mar. de 2011
Por que sempre cobram um "título"? Mas esta ainda não é aquestão deste escrito!
Existem fatos que me impressionam aponto de tirar de mim o chão. Alias é justamente o fato de se ter um chão que me deixou impressionada por momentos no dia de hoje.
Fico imaginando o rodar eterno que dizem que a terra faz. Fico impressionada por ela ser redonda...fico imaginando ainda mais o ecoar das palavras alheias...ecoam, ecoam, ecoam.
Lançadas no ar, apenas quem está próximo escuta. Mas quem é este próximo que diz escutar? Imagino que o verbo seja uma ação intensa que ecoa sem que percebamos e que para longe se vai...se vai...se vai. Trazendo consigo, rebeldemente, seu rebento: o retorno.
Mas é bem claro, ao menos comprovado, que a terra se move de forma única, estamos quase sempre posicionados verticalmente sobre ela, e que por vezes, quando desfalecemos, horizontalmente, mas mesmo assim, sobre ela, pois sob é apenas imaginativo, ilusório. Mas se a terra se move de uma única maneira, por que tantas formas de agir possui o ser humano, que igual a todos os seus semelhantes age tão disformes uns dos outros?
Será que por conter em seu corpo, uma grande quantidade de água, segue como o ciclo lunar, repleto de mudanças? Mas se não for isso, será que a terra não é lua azul de algum outro planeta? Ou melhor, será que todas estas mudanças que ocorrem não fazem da terra também uma espécie de lua?
Quero com tudo isso questionar a posição do seres humanos em relação a tudo e a todos... o que parece estar estragando é justamente a posição que ele imagina estar: no centro!
Por Raios! Que chão é esse que o ser humano se equilibra e sente que ele é o fator principal? Ele, como sendo único, únicas são suas vontades? Onde colocou todo o resto, inclusive o respeito ao chão e ao ar ecoam suas palavras? Onde colocou o outro que enxerga seu acenar diante do luar?
Sei que tudo pode ser redito e refeito de outra maneira, talvez mais concreta ou quem sabe mais correta de dizer, mas por hora agi com emoção e deixo de lado a razão para os que conseguem agir sempre assim. Talvez eu também seja como a lua, talvez eu também desrespeite teorias, mas aceita-las vendo as ações não correspondidas, por hora, eu não consigo.
Um dia conseguirei decifrar o ser humano em suas vontades...talvez aja tempo para que eu possa entender por que pensamentos assim, disformes, atacam meu ser sem que eu deixe... quem sabe são estes mesmos pensamentos que causam nos alheios posturas “desposturadas”.
Márcia Alcântara
Verão de 2011.
Fico imaginando o rodar eterno que dizem que a terra faz. Fico impressionada por ela ser redonda...fico imaginando ainda mais o ecoar das palavras alheias...ecoam, ecoam, ecoam.
Lançadas no ar, apenas quem está próximo escuta. Mas quem é este próximo que diz escutar? Imagino que o verbo seja uma ação intensa que ecoa sem que percebamos e que para longe se vai...se vai...se vai. Trazendo consigo, rebeldemente, seu rebento: o retorno.
Mas é bem claro, ao menos comprovado, que a terra se move de forma única, estamos quase sempre posicionados verticalmente sobre ela, e que por vezes, quando desfalecemos, horizontalmente, mas mesmo assim, sobre ela, pois sob é apenas imaginativo, ilusório. Mas se a terra se move de uma única maneira, por que tantas formas de agir possui o ser humano, que igual a todos os seus semelhantes age tão disformes uns dos outros?
Será que por conter em seu corpo, uma grande quantidade de água, segue como o ciclo lunar, repleto de mudanças? Mas se não for isso, será que a terra não é lua azul de algum outro planeta? Ou melhor, será que todas estas mudanças que ocorrem não fazem da terra também uma espécie de lua?
Quero com tudo isso questionar a posição do seres humanos em relação a tudo e a todos... o que parece estar estragando é justamente a posição que ele imagina estar: no centro!
Por Raios! Que chão é esse que o ser humano se equilibra e sente que ele é o fator principal? Ele, como sendo único, únicas são suas vontades? Onde colocou todo o resto, inclusive o respeito ao chão e ao ar ecoam suas palavras? Onde colocou o outro que enxerga seu acenar diante do luar?
Sei que tudo pode ser redito e refeito de outra maneira, talvez mais concreta ou quem sabe mais correta de dizer, mas por hora agi com emoção e deixo de lado a razão para os que conseguem agir sempre assim. Talvez eu também seja como a lua, talvez eu também desrespeite teorias, mas aceita-las vendo as ações não correspondidas, por hora, eu não consigo.
Um dia conseguirei decifrar o ser humano em suas vontades...talvez aja tempo para que eu possa entender por que pensamentos assim, disformes, atacam meu ser sem que eu deixe... quem sabe são estes mesmos pensamentos que causam nos alheios posturas “desposturadas”.
Márcia Alcântara
Verão de 2011.
5 de mar. de 2011
É tempo de poetas
É chegado o tempo dos poetas.
Dos que refletem e escrevem.
Dos que vêem e finge que não vêem.
Mas que sentem!
É chegado o tempo dos poetas.
Que escrevem por que sentem vontade,
Que escrevem por que sentem necessidade.
A flor da pele sentem afetividade!
É chegado o tempo dos poetas.
Pagãos ou não!
Que sentem em suas vidas
A gloriosa furia da paixão!
É chegado o tempo de caça aos poetas!
Que dizem o que não existe!
Que coroam a vida simples!
E incompreendidos ao logo dos séculos são!
Márcia Alcântara
Verão de 2011.
Dos que refletem e escrevem.
Dos que vêem e finge que não vêem.
Mas que sentem!
É chegado o tempo dos poetas.
Que escrevem por que sentem vontade,
Que escrevem por que sentem necessidade.
A flor da pele sentem afetividade!
É chegado o tempo dos poetas.
Pagãos ou não!
Que sentem em suas vidas
A gloriosa furia da paixão!
É chegado o tempo de caça aos poetas!
Que dizem o que não existe!
Que coroam a vida simples!
E incompreendidos ao logo dos séculos são!
Márcia Alcântara
Verão de 2011.
2 de mar. de 2011
Sem título, por favor
Dizem que não é o dever de ninguém questionar a todas as coisas já ditas, realizadas... mas, de que adianta uma organização que não respeita a nada e nem a ninguém a não ser, talvez os seus próprios discípulos? E o pior é que cabe a todas as organizações.
Quem sabe se lá no fundo, estes mesmos não sejam, por baixo de panos escuros, escritas mentirosas e mau interpretadas, ou quem sabe ainda de discursos falsos e inescrupulosos , humilhados e desprovidos de sua dignidade?
Ainda me pergunto o significado de algumas palavras, não sei se palavras chaves, mas que de uma certa maneira andam me aporrinhando e chateando minha estadia aqui, que nem sei por que aqui vim, são elas: religião, política, filosofia, sabedoria, amor e uma que desencadeou todas estas ao meu modo de ver: ALELUIA.
Aleluia é o que mesmo? Responda quem a tudo sabe!
É estar aqui, alegre ao ver esta igualdade e este excesso de harmonia e de liberdade de expressão? Risos... sim sou obrigada a rir, por que daqui, do lugar que me deram para assistir o espetáculo, não consigo ver nada dessa ALELUIA toda.
Consigo ver apenas uma escuridão, que inebria os fracos, e que a mim cheira a mentira e a arrogância, sinto muito se parece que este não tenha odor, mas tem e garanto a quem acreditar que não é um odor nada agradável... enquanto para outros ela aprece ser uma saída para onde quem foi nunca voltou para dizer se é bom. E se voltou... não se lembra.
É tão bom viver o agora... pena que nem todos saibam, e pairam pelo ar á escrever apenas o outrora, o futuro... esquecem do que foi o passado, ou ainda, comparam o presente com o passado, mas esquecem de aplicar a correção do ontem ao hoje. Vivem da mesma forma, da mesma maneira, e ainda se dizem mais evoluídos e pensantes, criticando o outro do qual se espelha para viver.
É uma pena, ou não, afinal a verdade não é propriedade de nada, de ninguém... mas fazem dela o lugar onde escondem a própria mentira...
Márcia Alcântara
Dia frio do verão de 2011
Obs: hoje não vi nenhum passarinho.
Obss: não parou de garoar um só minuto.
Obsss: o Sol apareceu mas não estava totalmente redondo.
Obssss: será que o Sol, assim como a Lua, também míngua?
17 de fev. de 2011
Euvocê
Bom ver a Lua adormecer
O Sol acordar
E me ver
Com você!
As horas passar e
Tudo acontecer e eu
Estar com você!
A chuva derrama,
Acaricia a terra
E eu vejo tudo,
Com você...
O vento percorre o céu
O ar refresca, e sinto sua brisa,
Com você...
Percebi que sinto a tudo e
Que a tudo vejo
Por que estou com você!
Você é meu tudo...
E eu sou pra você...
Preciso descobrir onde meu
Eu acaba e começa você!
Márcia Alcântara
Verão de 2011.
O Sol acordar
E me ver
Com você!
As horas passar e
Tudo acontecer e eu
Estar com você!
A chuva derrama,
Acaricia a terra
E eu vejo tudo,
Com você...
O vento percorre o céu
O ar refresca, e sinto sua brisa,
Com você...
Percebi que sinto a tudo e
Que a tudo vejo
Por que estou com você!
Você é meu tudo...
E eu sou pra você...
Preciso descobrir onde meu
Eu acaba e começa você!
Márcia Alcântara
Verão de 2011.
14 de fev. de 2011
Sabedoria seca
Oras, a cada dia que passa aprendo com as horas e suas divisões... Não sabia de muita coisa que agora, quando contato tive, desconheci ainda mais.
Agora sei e sinto que só sabemos e podemos entender as coisas, quando estamos em contato com elas. Só podemos falar do que vimos e do que sentimos na pele, e muitas, mesmo vendo e sentindo é complicado dizer. As palavras nada dizem, as palavras nada explicam. Sentir é tudo, observar e vivenciar é o máximo. Como explicar um abraço e um afago, um carinho e uma relação de amor?
Ah não! Isso não é explicável!
É como dizer que uma flor nasce em solo arenoso, em solo seco e debaixo de muito sol, pois ali, onde a vi, toda aguá, qualquer lágrima secará! Mas, sim ela nasce! Eu vi, mas por muitas vezes quando me disseram eu não acreditei. Tentar explicar? Não conseguiram e eu não sei se posso. Quem sabe ela nasça para ver a beleza do luar... quem sabe ela nasça para nos fazer ver as possibilidades da vida... Quem sabe ela exista porque necessita aqui estar, por si só? Quem sabe ela veio para alegrar o que triste está! Quem sabe ela veio para valorizar ou para se valorizar e mostra sua força...
Olhando para a Lua, que no céu crescia e sorria, despontando numa beleza indivisível lá estava, ela, a flor, linda, branca, forte, serena, solitária, harmônica e com ar de felicidade, mesmo só, mesmo seca...
Não sei, sei que ela eu vi e sei que não entendi, tanta beleza numa enxurrada seca...
Márcia Alcântara
Pós-viagem ao sertão, verão de 2011
13 de jan. de 2011
Sentimento não tem título
Palavras?
Estas por vezes deveriam não ser ditas...
Machucam e nos deixam a deriva...
Num mar de letras, num mar de palavras.
A razão em pleno vapor!
Onde o coração não trabalha...
Os olhos não enxergam o luar...
O paladar não é sentido...
A pele não é tocada pelo carinho do sol...
E não se escuta o som dos passarinhos bailando
No perfumado céu lilás!
Quanta vida desperdiçada quando o sentir
É materializado por palavras que jogadas ao vento
E que no tempo alado se vão, mas deixam
Sua marca tatuada na pele...
Palavras, desperdício da vida!
Márcia Alcântara
Longe de mim, com olhos de Rubi, verão de 2011.
Estas por vezes deveriam não ser ditas...
Machucam e nos deixam a deriva...
Num mar de letras, num mar de palavras.
A razão em pleno vapor!
Onde o coração não trabalha...
Os olhos não enxergam o luar...
O paladar não é sentido...
A pele não é tocada pelo carinho do sol...
E não se escuta o som dos passarinhos bailando
No perfumado céu lilás!
Quanta vida desperdiçada quando o sentir
É materializado por palavras que jogadas ao vento
E que no tempo alado se vão, mas deixam
Sua marca tatuada na pele...
Palavras, desperdício da vida!
Márcia Alcântara
Longe de mim, com olhos de Rubi, verão de 2011.
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