Cristal achou que tivesse se encontrado - Cristal e sua mania de “achismos”! – ficou triste ao saber que não era bem assim. Pois bem, sua jornada em busca de tudo continua. Leituras, viagens, conversas e discussões, conhecimento é o que Cristal procura. Descobriu-se na beira do mundo, olhando a tudo, menos a si mesmo. Ficou encantada em saber que se pode buscar uma prova coerente de tudo e ao mesmo tempo derrubar a prova feita a poucos minutos – minutos para Cristal pode ser anos – ficou também intrigada ao saber que existem teses defendidas do qual não se pode provar nada – Cristal se encantou por ela – Cristal esta cada vez mais perdida. Contaram a ela que para se dizer algo com coerência se necessita saber a raiz de todas as palavras. Ela “achou” então que deveria ficar de boca calada. Ficou assim por algum tempo.
Marcinha Luna
noite de primavera 2008
5 de dez. de 2008
23 de nov. de 2008
O mundo é...e eu estou...
O mundo é tudo o que é caso!
Estou aqui pendurado no seu limite,
A morte não é vivida,
Não sei quando vou despencar.
Quando cair não sei o que vai acontecer...
Sei que existe a vida, estou sentindo.
Será que estou também no meu limite?
Pendurado aqui vejo a tudo que é,
O que não vejo apenas sinto e assim
Sentindo não posso dizer...
Do que não é, tenho medo.
Não sei se sou feliz,
Estou vendo tudo tudo,
Mas não sei se isso traz felicidade.
Tristeza? Também não consigo dizer!
O mundo é a totalidade das coisas,
Estou em minha totalidade,
Sou o meu mundo
E pendurado nele estou!
Marcinha Luna - Primavera de 2008
Estou aqui pendurado no seu limite,
A morte não é vivida,
Não sei quando vou despencar.
Quando cair não sei o que vai acontecer...
Sei que existe a vida, estou sentindo.
Será que estou também no meu limite?
Pendurado aqui vejo a tudo que é,
O que não vejo apenas sinto e assim
Sentindo não posso dizer...
Do que não é, tenho medo.
Não sei se sou feliz,
Estou vendo tudo tudo,
Mas não sei se isso traz felicidade.
Tristeza? Também não consigo dizer!
O mundo é a totalidade das coisas,
Estou em minha totalidade,
Sou o meu mundo
E pendurado nele estou!
Marcinha Luna - Primavera de 2008
13 de nov. de 2008
Aprendendo
Aprendemos
Com o tempo,
Com a Luz do Sol,
Com a Luz da Lua,
Com a arvore que se coloca
No campo, como uma mágica.
Com a agua da chuva
Que corre molha os campos.
Com o vento
Que limpa a terra e carrega
As folhas secas.
Com o fogo
Que aquece, queima...
Aprendemos com perguntas
A qual muitas vezes não
Obtemos respostas plausíveis
Quem somos, se é que somos?
Perguntamos sobre o que
Sentimos, se é que sentimos.
Aprendemos com as pessoas, cada uma
Com sua diferença, ou melhor,
Com sua essência, com suas ações
Particularmente diferente...
Aprendemos a todo tempo
E a todo momento!
Momento?Tempo?
Marcinha Luna
Verão de 2006
Com o tempo,
Com a Luz do Sol,
Com a Luz da Lua,
Com a arvore que se coloca
No campo, como uma mágica.
Com a agua da chuva
Que corre molha os campos.
Com o vento
Que limpa a terra e carrega
As folhas secas.
Com o fogo
Que aquece, queima...
Aprendemos com perguntas
A qual muitas vezes não
Obtemos respostas plausíveis
Quem somos, se é que somos?
Perguntamos sobre o que
Sentimos, se é que sentimos.
Aprendemos com as pessoas, cada uma
Com sua diferença, ou melhor,
Com sua essência, com suas ações
Particularmente diferente...
Aprendemos a todo tempo
E a todo momento!
Momento?Tempo?
Marcinha Luna
Verão de 2006
10 de nov. de 2008
Perguntas sem nexo...?
Mas porque?
Porque nascemos?
Porque vivemos?
De onde viemos?
Quem da a vida, é Deus?
Mas porque a tira?
Para onde vamos?
Nem mesmo mais sábio dos homens
Consegue responder...Alias não há mais sabios.
E fica no ar um sentimento estranho,
Uma pergunta que não quer calar-se,
Mas porque?
Por que o tempo se divide
Quando na verdade não divide.
Que raios vamos aprender?
Como vamos tirar o véu de tudo?
O que é tudo?
Como vamos descobrir?
O que é essencia de tudo que há?
É a agua? Como provar?
Alias tudo há?
Por Zeus, por que se perguntar
Por tantas coisas sem saber que és?
Marcinha Luna
Tarde de primavera 2008
Porque nascemos?
Porque vivemos?
De onde viemos?
Quem da a vida, é Deus?
Mas porque a tira?
Para onde vamos?
Nem mesmo mais sábio dos homens
Consegue responder...Alias não há mais sabios.
E fica no ar um sentimento estranho,
Uma pergunta que não quer calar-se,
Mas porque?
Por que o tempo se divide
Quando na verdade não divide.
Que raios vamos aprender?
Como vamos tirar o véu de tudo?
O que é tudo?
Como vamos descobrir?
O que é essencia de tudo que há?
É a agua? Como provar?
Alias tudo há?
Por Zeus, por que se perguntar
Por tantas coisas sem saber que és?
Marcinha Luna
Tarde de primavera 2008
6 de nov. de 2008
O mundo da vida
O mundo da vida!
Invisível
Colorida
Sensível...
O mundo da vida!
Meu e de tudo
De tudo e meu
Nada meu...
O mundo da vida!
Guarda
Solta
Consome...
O mundo da vida!
Essência
Descolorida
Desaparecida!
Marcinha Luna
Tarde de primavera 2008
Invisível
Colorida
Sensível...
O mundo da vida!
Meu e de tudo
De tudo e meu
Nada meu...
O mundo da vida!
Guarda
Solta
Consome...
O mundo da vida!
Essência
Descolorida
Desaparecida!
Marcinha Luna
Tarde de primavera 2008
3 de nov. de 2008
Como estou...
Cansada!
Assim estou.
Muitas coisas a pensar e fazer
E minha cabeça vazia.
Farta de tantas coisas absurdas!
Farta de tantos pensamentos brutos!
Em meus pensamentos só dominam
Coisas infrutíferas.
Não consigo me manter firme
Estou como a água do mar, inconstante!
Estou como o vento, passou e nada ficou!
Estou como o fogo que se apagou, e nem fumaça deixou!
Estou como a terra em terremoto, nenhum pensamento em pé!
Confusão! Desordem! Estas viraram palavras de ordem!
A ética esta longe de mim, a moral nem sei por onde esta!
Perplexo assim estou!
Sinto ausência de tudo que há, se é que algo há!
Calo-me!Inefável!
Marcinha Luna
Tarde de primavera de 2008.
Assim estou.
Muitas coisas a pensar e fazer
E minha cabeça vazia.
Farta de tantas coisas absurdas!
Farta de tantos pensamentos brutos!
Em meus pensamentos só dominam
Coisas infrutíferas.
Não consigo me manter firme
Estou como a água do mar, inconstante!
Estou como o vento, passou e nada ficou!
Estou como o fogo que se apagou, e nem fumaça deixou!
Estou como a terra em terremoto, nenhum pensamento em pé!
Confusão! Desordem! Estas viraram palavras de ordem!
A ética esta longe de mim, a moral nem sei por onde esta!
Perplexo assim estou!
Sinto ausência de tudo que há, se é que algo há!
Calo-me!Inefável!
Marcinha Luna
Tarde de primavera de 2008.
28 de out. de 2008
Busca...
Era manhã. A Lua tinha desaparecido do céu e o Sol já despertava com seus raios quentes quando, como de costume, Cristal se levantou. E, como de costume, pensava: “mais um dia para novas descobertas”. Foi lavar o rosto para o café da manhã. Quando a água tocou seu rosto sentiu algo diferente: desabrochou em si a vontade de perguntar qual a razão de tudo o que há.
E, como num passe de mágica, ouviu uma voz. Primeiramente não conseguia identificar de onde veio, nem se era de homem e mulher, enfim não era possível definir ou visualizar.
A voz dizia ser a água o elemento existente e primordial de tudo que há. A voz dizia para que Cristal prestasse atenção a sua volta, tudo continha água. Até mesmo o sentimento que fez com que despertasse a pergunta tinha o elemento água.
- A terra flutua sobre a água. A água sustenta a vida, faz surgir à natureza, faz aparecer a mais bela flor, a mais alta árvore...
E Cristal sem acreditar no que ouvia indagou:
- Mas como pode ser água...?
E sem nem mesmo terminar a pergunta, a voz a interrompeu:
- Use a criatividade e viaje. Da água viemos, ela é o principio primordial. Ande Cristal, viaje.
Cristal então tentou “viajar”, mas sem sucesso. Pensou que estava dormindo ainda, e resolveu tomar banho para ver se acordava. Quando entrou embaixo da água, sentiu novamente algo diferente. Começou a ver a natureza, escutar o barulho do mar e então começou a “pensar” ou quem sabe “viajar”. Consequentemente, começou a ver coisas estranhas. Via nitidamente um deserto, olhou para os lados e só conseguia ver areia, só conseguia sentir calor, e não tinha ninguém perto de si. Estava completamente só. O calor começou a fazer com que o sentimento de desespero e um cansaço inalcançável tomassem conta de si, onde a solidão dominou seus mais profundos membros.
O calor só aumentava. Não havia vida alguma. A areia do deserto estava muito quente e adiante parecia ser espelhos, pareciam grãos de ouro, brilhavam e brilhavam quentes muito quentes.
Cristal sentia medo, que estava perto do fim. Por fim, pensou: “acordei pensando em novas descobertas e queria saber qual a razão de tudo o que há e, agora aqui estou, desfalecendo sem nem saber como aqui vim parar.”.
Desejava naquele momento ao menos um jarro de água. De repente Cristal se lembrou: “água, sim, esta é a razão primordial.”.
Olhou para um lado e para o outro, nada de vida, nada de natureza, nada de nada. E pensou como sair daquela situação, parecia estar preso. O calor só aumentava e nada de conseguir resolver como sair dali.
Foi quando ouviu um sussurro:
- Criatividade! Emoção! Busque-os dentro de ti. Use-os.
Fraqueza, palidez e o medo exacerbado tomavam conta de Cristal. Não conseguia pensar em nada, não conseguia sequer mais andar. Olhou para o Sol, ele escurecia. Era como se uma sombra fosse na direção do Sol. Parecia ser um eclipse. O calor estava dando uma trégua, mas ainda se sentia tomado pela fraqueza, porém completamente entregue. De repente, a voz, a mesma que tinha lhe colocado naquela situação, sussurrou ao seu ouvido:
- Criatividade!
Tudo ficou escuro, percebeu que a Lua tinha escondido o Sol, como se a Lua tivesse abraçado o Sol. Então resolvera “viajar”, fechando os olhos, deixando que o pensar fizesse sua vontade.
Passaram-se alguns instantes e, quando abriu os olhos, ficou anestesiado, afásico com o que estava vendo, simplesmente estava sentado à mesa da cozinha de sua casa tomando café da manhã, segurando em sua mão um copo de água. Ao olhar pela janela, em meio aos passarinhos cantando, seu olhar “viajou” através das árvores e, no horizonte viu o exato momento em que o Sol ficou completamente coberto pela Lua, e sentiu o exato momento do beijo entre eles.
Marcinha Luna
Manhã de primavera de 2008.
E, como num passe de mágica, ouviu uma voz. Primeiramente não conseguia identificar de onde veio, nem se era de homem e mulher, enfim não era possível definir ou visualizar.
A voz dizia ser a água o elemento existente e primordial de tudo que há. A voz dizia para que Cristal prestasse atenção a sua volta, tudo continha água. Até mesmo o sentimento que fez com que despertasse a pergunta tinha o elemento água.
- A terra flutua sobre a água. A água sustenta a vida, faz surgir à natureza, faz aparecer a mais bela flor, a mais alta árvore...
E Cristal sem acreditar no que ouvia indagou:
- Mas como pode ser água...?
E sem nem mesmo terminar a pergunta, a voz a interrompeu:
- Use a criatividade e viaje. Da água viemos, ela é o principio primordial. Ande Cristal, viaje.
Cristal então tentou “viajar”, mas sem sucesso. Pensou que estava dormindo ainda, e resolveu tomar banho para ver se acordava. Quando entrou embaixo da água, sentiu novamente algo diferente. Começou a ver a natureza, escutar o barulho do mar e então começou a “pensar” ou quem sabe “viajar”. Consequentemente, começou a ver coisas estranhas. Via nitidamente um deserto, olhou para os lados e só conseguia ver areia, só conseguia sentir calor, e não tinha ninguém perto de si. Estava completamente só. O calor começou a fazer com que o sentimento de desespero e um cansaço inalcançável tomassem conta de si, onde a solidão dominou seus mais profundos membros.
O calor só aumentava. Não havia vida alguma. A areia do deserto estava muito quente e adiante parecia ser espelhos, pareciam grãos de ouro, brilhavam e brilhavam quentes muito quentes.
Cristal sentia medo, que estava perto do fim. Por fim, pensou: “acordei pensando em novas descobertas e queria saber qual a razão de tudo o que há e, agora aqui estou, desfalecendo sem nem saber como aqui vim parar.”.
Desejava naquele momento ao menos um jarro de água. De repente Cristal se lembrou: “água, sim, esta é a razão primordial.”.
Olhou para um lado e para o outro, nada de vida, nada de natureza, nada de nada. E pensou como sair daquela situação, parecia estar preso. O calor só aumentava e nada de conseguir resolver como sair dali.
Foi quando ouviu um sussurro:
- Criatividade! Emoção! Busque-os dentro de ti. Use-os.
Fraqueza, palidez e o medo exacerbado tomavam conta de Cristal. Não conseguia pensar em nada, não conseguia sequer mais andar. Olhou para o Sol, ele escurecia. Era como se uma sombra fosse na direção do Sol. Parecia ser um eclipse. O calor estava dando uma trégua, mas ainda se sentia tomado pela fraqueza, porém completamente entregue. De repente, a voz, a mesma que tinha lhe colocado naquela situação, sussurrou ao seu ouvido:
- Criatividade!
Tudo ficou escuro, percebeu que a Lua tinha escondido o Sol, como se a Lua tivesse abraçado o Sol. Então resolvera “viajar”, fechando os olhos, deixando que o pensar fizesse sua vontade.
Passaram-se alguns instantes e, quando abriu os olhos, ficou anestesiado, afásico com o que estava vendo, simplesmente estava sentado à mesa da cozinha de sua casa tomando café da manhã, segurando em sua mão um copo de água. Ao olhar pela janela, em meio aos passarinhos cantando, seu olhar “viajou” através das árvores e, no horizonte viu o exato momento em que o Sol ficou completamente coberto pela Lua, e sentiu o exato momento do beijo entre eles.
Marcinha Luna
Manhã de primavera de 2008.
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