Era véspera de Lua cheia
E lá estava ela, Manuela
Debruçada na janela
Esperando a lua chegar.
O perfume dela, de Manuela,
Era amadeirado
Mas seu animo estava
Desanimado...
Nem a luz do luar,
ou a energia estrelar
Trazia harmonia
Ou algo para lhe alegrar.
Mas foi de repente
Como repente
Que uma estrela cadente
Atravessou o luar...
Manuela sorriu
De seu pensamento
Um pedido partiu
Ela desejava ver...
Ver outra realidade
Que não aquela
Cheia de maldade...
Márcia Alcântara
Noite quente de inverno 2011.
14 de jul. de 2011
2 de jul. de 2011
Pensamento ao vento, ao tempo...
A Filosofia me foi consolação por algum tempo, hoje ela me é um tormento.
Márcia Alcantara
Dia de inverno de 2011
Márcia Alcantara
Dia de inverno de 2011
26 de jun. de 2011
Pensamento solto II
Há quem pensa e não faz.
Há quem apenas faz, e não pensa.
Complexo é encontrar, a perfeita união:
Pensador e Feitura.
Márcia Alcântara
Manhã pensativa de inverno 2011
Há quem apenas faz, e não pensa.
Complexo é encontrar, a perfeita união:
Pensador e Feitura.
Márcia Alcântara
Manhã pensativa de inverno 2011
Um pensamento solto...
Não é a Filosofia que faz o Filósofo, ou o Filósofo que faz a Filosofia, mas, sim a união perfeita e harmonica de ambos.
Márcia Alcântara
Mais uma manhã de inverno de 2011
Márcia Alcântara
Mais uma manhã de inverno de 2011
15 de jun. de 2011
Tentativa Frustrada
Me coloquei a pensar na tentativa de ser filósofo. Pensa-se, hoje, diferentemente do que pensava ontem, que esta tentativa é uma tentativa frustrada.
Não há espaço para filosofar, não há espaço para filosofias. Há sempre poesias novas, ou velhas e nunca lidas. Há sempre novas noticias de descobertas na ciências. Mas a Ciência...
Diferentemente da filosofia, que não há nada novo, e talvez apenas coisas nunca lidas, novas, nunca. Não se sabe quem proibiu oui se proibiu, mas se tornou inviavél até mesmo a tentativa.
Aqueles que se dizem filósofos são afogados num mar de coisas já escritas e ditas. Incapaz de falar sua realidade, uma realidade que não pode ser dita. Há uma condenação por criar um estatus de filósofo. Pode se ser tudo, médico, dentista, geólogo...mas filósofo, não, imagine que isso!
Condenado a filosofar o já filosofado, parece que a intenção do filósofo, fica, apenas, na arte, fazendo poesia, devaneando sobre o que é e o que não é, descrevendo o que sente por dentro, tentando encontrar na “finitude” das palavras uma maneira de expressar o proibido.
Ao falar, é posto a “subdizer” algum dito. Hoje não é algo fácil, ser quem se é. Antes, assim como hoje, também não era, e a condenação eram forcas, fogueiras, cicutas. Hoje é a solidão, o desprezo alheio. Há um atropelamento do ser que é...ou pretendia ser.
Márcia Alcântara
Tarde confusa de outono, eclipse lunar em andamento.
Entre nós.
Entre nós.
Acordei. Tensa.
Serei, hoje, fascínio.
Exausta.
Cheia, plena.
Assim no entardecer
Estarei.
Feliz.
Apática.
Mágica.
Mas, há algo entre nós.
Acordei querendo teu calor.
O terei.
Mas a Terra
Estará
Entre nós!
Márcia Alcântara
Entardecer de outono, eclipse lunar a começar.
Acordei. Tensa.
Serei, hoje, fascínio.
Exausta.
Cheia, plena.
Assim no entardecer
Estarei.
Feliz.
Apática.
Mágica.
Mas, há algo entre nós.
Acordei querendo teu calor.
O terei.
Mas a Terra
Estará
Entre nós!
Márcia Alcântara
Entardecer de outono, eclipse lunar a começar.
29 de mai. de 2011
Mais pensamentos...
Eu sempre quis saber de mais...
Eu nem sabia o quanto isso me custaria.
Me custa saber que não sei de nada.
Me custa saber que nunca saberei de tudo.
Me custa entender o que sei.
Me custa não entender o que não sei.
Me custa entender o que não entendo e procuro saber.
Sou cobrada pelo pensamento.
Sou cobrada pela razão.
Sou cobrada pelo sentimento.
Sou cobrada dos fatos invisíveis.
Sou cobrada pelos fatos visíveis.
Eu sinto o que não entendo.
Eu falo do que sinto.
Escrevo e estou sempre fugindo...
Márcia Alcântara
Gélida noite de domingo, inverno 2011.
Eu nem sabia o quanto isso me custaria.
Me custa saber que não sei de nada.
Me custa saber que nunca saberei de tudo.
Me custa entender o que sei.
Me custa não entender o que não sei.
Me custa entender o que não entendo e procuro saber.
Sou cobrada pelo pensamento.
Sou cobrada pela razão.
Sou cobrada pelo sentimento.
Sou cobrada dos fatos invisíveis.
Sou cobrada pelos fatos visíveis.
Eu sinto o que não entendo.
Eu falo do que sinto.
Escrevo e estou sempre fugindo...
Márcia Alcântara
Gélida noite de domingo, inverno 2011.
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