A Filosofia me foi consolação por algum tempo, hoje ela me é um tormento.
Márcia Alcantara
Dia de inverno de 2011
2 de jul. de 2011
26 de jun. de 2011
Pensamento solto II
Há quem pensa e não faz.
Há quem apenas faz, e não pensa.
Complexo é encontrar, a perfeita união:
Pensador e Feitura.
Márcia Alcântara
Manhã pensativa de inverno 2011
Há quem apenas faz, e não pensa.
Complexo é encontrar, a perfeita união:
Pensador e Feitura.
Márcia Alcântara
Manhã pensativa de inverno 2011
Um pensamento solto...
Não é a Filosofia que faz o Filósofo, ou o Filósofo que faz a Filosofia, mas, sim a união perfeita e harmonica de ambos.
Márcia Alcântara
Mais uma manhã de inverno de 2011
Márcia Alcântara
Mais uma manhã de inverno de 2011
15 de jun. de 2011
Tentativa Frustrada
Me coloquei a pensar na tentativa de ser filósofo. Pensa-se, hoje, diferentemente do que pensava ontem, que esta tentativa é uma tentativa frustrada.
Não há espaço para filosofar, não há espaço para filosofias. Há sempre poesias novas, ou velhas e nunca lidas. Há sempre novas noticias de descobertas na ciências. Mas a Ciência...
Diferentemente da filosofia, que não há nada novo, e talvez apenas coisas nunca lidas, novas, nunca. Não se sabe quem proibiu oui se proibiu, mas se tornou inviavél até mesmo a tentativa.
Aqueles que se dizem filósofos são afogados num mar de coisas já escritas e ditas. Incapaz de falar sua realidade, uma realidade que não pode ser dita. Há uma condenação por criar um estatus de filósofo. Pode se ser tudo, médico, dentista, geólogo...mas filósofo, não, imagine que isso!
Condenado a filosofar o já filosofado, parece que a intenção do filósofo, fica, apenas, na arte, fazendo poesia, devaneando sobre o que é e o que não é, descrevendo o que sente por dentro, tentando encontrar na “finitude” das palavras uma maneira de expressar o proibido.
Ao falar, é posto a “subdizer” algum dito. Hoje não é algo fácil, ser quem se é. Antes, assim como hoje, também não era, e a condenação eram forcas, fogueiras, cicutas. Hoje é a solidão, o desprezo alheio. Há um atropelamento do ser que é...ou pretendia ser.
Márcia Alcântara
Tarde confusa de outono, eclipse lunar em andamento.
Entre nós.
Entre nós.
Acordei. Tensa.
Serei, hoje, fascínio.
Exausta.
Cheia, plena.
Assim no entardecer
Estarei.
Feliz.
Apática.
Mágica.
Mas, há algo entre nós.
Acordei querendo teu calor.
O terei.
Mas a Terra
Estará
Entre nós!
Márcia Alcântara
Entardecer de outono, eclipse lunar a começar.
Acordei. Tensa.
Serei, hoje, fascínio.
Exausta.
Cheia, plena.
Assim no entardecer
Estarei.
Feliz.
Apática.
Mágica.
Mas, há algo entre nós.
Acordei querendo teu calor.
O terei.
Mas a Terra
Estará
Entre nós!
Márcia Alcântara
Entardecer de outono, eclipse lunar a começar.
29 de mai. de 2011
Mais pensamentos...
Eu sempre quis saber de mais...
Eu nem sabia o quanto isso me custaria.
Me custa saber que não sei de nada.
Me custa saber que nunca saberei de tudo.
Me custa entender o que sei.
Me custa não entender o que não sei.
Me custa entender o que não entendo e procuro saber.
Sou cobrada pelo pensamento.
Sou cobrada pela razão.
Sou cobrada pelo sentimento.
Sou cobrada dos fatos invisíveis.
Sou cobrada pelos fatos visíveis.
Eu sinto o que não entendo.
Eu falo do que sinto.
Escrevo e estou sempre fugindo...
Márcia Alcântara
Gélida noite de domingo, inverno 2011.
Eu nem sabia o quanto isso me custaria.
Me custa saber que não sei de nada.
Me custa saber que nunca saberei de tudo.
Me custa entender o que sei.
Me custa não entender o que não sei.
Me custa entender o que não entendo e procuro saber.
Sou cobrada pelo pensamento.
Sou cobrada pela razão.
Sou cobrada pelo sentimento.
Sou cobrada dos fatos invisíveis.
Sou cobrada pelos fatos visíveis.
Eu sinto o que não entendo.
Eu falo do que sinto.
Escrevo e estou sempre fugindo...
Márcia Alcântara
Gélida noite de domingo, inverno 2011.
23 de mar. de 2011
Quem sabe um tratado sobre a vida ou sobre a morte...
A vida é algo misterioso talvez ainda mais que a própria morte. Quando vem a morte, ela escolhe, não se sabe como, nem por que, não escolhe hora, nem idade, nem lugar, os motivos dela são por nós ditos e salientamos a ida de alguém por isso ou por aquilo, mas o real motivo não se sabe, e quem sabe, nunca saberemos.
A vida está ai para ser vivida e vivemos. Deixamos muitas coisas por dizer, muitas coisas a viver. Não temos tempo diante das muitas escolhas que temos que fazer, que viver, por assim dizer. A vida é sim misteriosa. Não se sabe como viemos, como chegamos a condição de vivos. Sabemos que nascemos, mas não sabemos por que ou quem escolheu isso. Claro que existem teorias que dizem provar como e por que aqui estamos, mas tem sempre quem diga que não é bem assim. A vida é dúvida e para muitos, dívida.
Nascemos pequenos, crescemos. Fazemos escolhas que podem estar ligadas a nossa condição de vida, mas caímos em condições não escolhidas. Trabalhamos, conhecemos pessoas, formamos família, cultivamos amigos na mesma proporção que inimigos.
Estudamos, caímos em contradições, escolhemos erroneamente as coisas e pensamos estar agindo e escolhendo o certo, mas com o passar do tempo vemos que não era a escolha certa. Por vezes escolhemos o que parece o certo, e assim levamos a adiante o acerto. Nem todos são iguais, mesmo surgindo no mundo da mesma maneira e fazendo as mesmas escolhas.
Não vivemos todos iguais, mas somos iguais na mesma medida que somos diferentes. Misteriosa é vida diante dos fatos vividos e vistos. A morte se torna misteriosa, mas é fato que não sabemos a respeito desse mistério. Já a vida é misteriosa e vivemos tentando descobrir suas possibilidades e suas probabilidades iguais e diferentes. Já a morte é apenas uma, causadas por motivos que nós mesmos criamos, mas igual a todos que fecha os olhos e o coração não mais bate. Mas e por que ele começou a bater? Qual o foi primeiro que começou a bater? Não vimos e não vivemos o fato.
Perguntas tantas que podem ser feitas em vida, mistérios que vivemos tentando descobrir, mais que o próprio mistério da morte, onde quem poderia responder não tem mais direto a fala, e deixa de existir, deixando póstumos escritos que por ele mesmo não mais poderá ser defendido, mesmo por seus mais fieis seguidores, todos somos iguais, porém diferentes, nos desejos, nas falas, nos pensamentos...Na vida a ser vivida.
Márcia Alcântara
Primeiro escrito do outono 2011.
A vida está ai para ser vivida e vivemos. Deixamos muitas coisas por dizer, muitas coisas a viver. Não temos tempo diante das muitas escolhas que temos que fazer, que viver, por assim dizer. A vida é sim misteriosa. Não se sabe como viemos, como chegamos a condição de vivos. Sabemos que nascemos, mas não sabemos por que ou quem escolheu isso. Claro que existem teorias que dizem provar como e por que aqui estamos, mas tem sempre quem diga que não é bem assim. A vida é dúvida e para muitos, dívida.
Nascemos pequenos, crescemos. Fazemos escolhas que podem estar ligadas a nossa condição de vida, mas caímos em condições não escolhidas. Trabalhamos, conhecemos pessoas, formamos família, cultivamos amigos na mesma proporção que inimigos.
Estudamos, caímos em contradições, escolhemos erroneamente as coisas e pensamos estar agindo e escolhendo o certo, mas com o passar do tempo vemos que não era a escolha certa. Por vezes escolhemos o que parece o certo, e assim levamos a adiante o acerto. Nem todos são iguais, mesmo surgindo no mundo da mesma maneira e fazendo as mesmas escolhas.
Não vivemos todos iguais, mas somos iguais na mesma medida que somos diferentes. Misteriosa é vida diante dos fatos vividos e vistos. A morte se torna misteriosa, mas é fato que não sabemos a respeito desse mistério. Já a vida é misteriosa e vivemos tentando descobrir suas possibilidades e suas probabilidades iguais e diferentes. Já a morte é apenas uma, causadas por motivos que nós mesmos criamos, mas igual a todos que fecha os olhos e o coração não mais bate. Mas e por que ele começou a bater? Qual o foi primeiro que começou a bater? Não vimos e não vivemos o fato.
Perguntas tantas que podem ser feitas em vida, mistérios que vivemos tentando descobrir, mais que o próprio mistério da morte, onde quem poderia responder não tem mais direto a fala, e deixa de existir, deixando póstumos escritos que por ele mesmo não mais poderá ser defendido, mesmo por seus mais fieis seguidores, todos somos iguais, porém diferentes, nos desejos, nas falas, nos pensamentos...Na vida a ser vivida.
Márcia Alcântara
Primeiro escrito do outono 2011.
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