5 de mar. de 2011

É tempo de poetas

É chegado o tempo dos poetas.
Dos que refletem e escrevem.
Dos que vêem e finge que não vêem.
Mas que sentem!

É chegado o tempo dos poetas.
Que escrevem por que sentem vontade,
Que escrevem por que sentem necessidade.
A flor da pele sentem afetividade!

É chegado o tempo dos poetas.
Pagãos ou não!
Que sentem em suas vidas
A gloriosa furia da paixão!

É chegado o tempo de caça aos poetas!
Que dizem o que não existe!
Que coroam a vida simples!
E incompreendidos ao logo dos séculos são!

Márcia Alcântara
Verão de 2011.

2 de mar. de 2011

Sem título, por favor

Dizem que não é o dever de ninguém questionar a todas as coisas já ditas, realizadas... mas, de que adianta uma organização que não respeita a nada e nem a ninguém a não ser, talvez os seus próprios discípulos? E o pior é que cabe a todas as organizações.

Quem sabe se lá no fundo, estes mesmos não sejam, por baixo de panos escuros, escritas mentirosas e mau interpretadas, ou quem sabe ainda de discursos falsos e inescrupulosos , humilhados e desprovidos de sua dignidade?

Ainda me pergunto o significado de algumas palavras, não sei se palavras chaves, mas que de uma certa maneira andam me aporrinhando e chateando minha estadia aqui, que nem sei por que aqui vim, são elas: religião, política, filosofia, sabedoria, amor e uma que desencadeou todas estas ao meu modo de ver: ALELUIA.

Aleluia é o que mesmo? Responda quem a tudo sabe!
É estar aqui, alegre ao ver esta igualdade e este excesso de harmonia e de liberdade de expressão? Risos... sim sou obrigada a rir, por que daqui, do lugar que me deram para assistir o espetáculo, não consigo ver nada dessa ALELUIA toda.

Consigo ver apenas uma escuridão, que inebria os fracos, e que a mim cheira a mentira e a arrogância, sinto muito se parece que este não tenha odor, mas tem e garanto a quem acreditar que não é um odor nada agradável... enquanto para outros ela aprece ser uma saída para onde quem foi nunca voltou para dizer se é bom. E se voltou... não se lembra.

É tão bom viver o agora... pena que nem todos saibam, e pairam pelo ar á escrever apenas o outrora, o futuro... esquecem do que foi o passado, ou ainda, comparam o presente com o passado, mas esquecem de aplicar a correção do ontem ao hoje. Vivem da mesma forma, da mesma maneira, e ainda se dizem mais evoluídos e pensantes, criticando o outro do qual se espelha para viver.

É uma pena, ou não, afinal a verdade não é propriedade de nada, de ninguém... mas fazem dela o lugar onde escondem a própria mentira...

Márcia Alcântara
Dia frio do verão de 2011

Obs: hoje não vi nenhum passarinho.
Obss: não parou de garoar um só minuto.
Obsss: o Sol apareceu mas não estava totalmente redondo.
Obssss: será que o Sol, assim como a Lua, também míngua?

17 de fev. de 2011

Euvocê

Bom ver a Lua adormecer
O Sol acordar
E me ver
Com você!

As horas passar e
Tudo acontecer e eu
Estar com você!

A chuva derrama,
Acaricia a terra
E eu vejo tudo,
Com você...

O vento percorre o céu
O ar refresca, e sinto sua brisa,
Com você...

Percebi que sinto a tudo e
Que a tudo vejo
Por que estou com você!

Você é meu tudo...
E eu sou pra você...
Preciso descobrir onde meu
Eu acaba e começa você!

Márcia Alcântara
Verão de 2011.

14 de fev. de 2011

Sabedoria seca



Oras, a cada dia que passa aprendo com as horas e suas divisões... Não sabia de muita coisa que agora, quando contato tive, desconheci ainda mais.


Agora sei e sinto que só sabemos e podemos entender as coisas, quando estamos em contato com elas. Só podemos falar do que vimos e do que sentimos na pele, e muitas, mesmo vendo e sentindo é complicado dizer. As palavras nada dizem, as palavras nada explicam. Sentir é tudo, observar e vivenciar é o máximo. Como explicar um abraço e um afago, um carinho e uma relação de amor?


Ah não! Isso não é explicável!


É como dizer que uma flor nasce em solo arenoso, em solo seco e debaixo de muito sol, pois ali, onde a vi, toda aguá, qualquer lágrima secará! Mas, sim ela nasce! Eu vi, mas por muitas vezes quando me disseram eu não acreditei. Tentar explicar? Não conseguiram e eu não sei se posso. Quem sabe ela nasça para ver a beleza do luar... quem sabe ela nasça para nos fazer ver as possibilidades da vida... Quem sabe ela exista porque necessita aqui estar, por si só? Quem sabe ela veio para alegrar o que triste está! Quem sabe ela veio para valorizar ou para se valorizar e mostra sua força...

Olhando para a Lua, que no céu crescia e sorria, despontando numa beleza indivisível lá estava, ela, a flor, linda, branca, forte, serena, solitária, harmônica e com ar de felicidade, mesmo só, mesmo seca...


Não sei, sei que ela eu vi e sei que não entendi, tanta beleza numa enxurrada seca...


Márcia Alcântara
Pós-viagem ao sertão, verão de 2011

13 de jan. de 2011

Sentimento não tem título

Palavras?
Estas por vezes deveriam não ser ditas...
Machucam e nos deixam a deriva...
Num mar de letras, num mar de palavras.

A razão em pleno vapor!
Onde o coração não trabalha...
Os olhos não enxergam o luar...
O paladar não é sentido...
A pele não é tocada pelo carinho do sol...
E não se escuta o som dos passarinhos bailando
No perfumado céu lilás!

Quanta vida desperdiçada quando o sentir
É materializado por palavras que jogadas ao vento
E que no tempo alado se vão, mas deixam
Sua marca tatuada na pele...

Palavras, desperdício da vida!

Márcia Alcântara
Longe de mim, com olhos de Rubi, verão de 2011.

12 de jan. de 2011

Existe

Existe poesia, pode acreditar!
Entre o céu e a terra,
Entre o céu e o mar.

Existe muita alegria pode imaginar?
Acho que não! Ou melhor, sei lá
Mesmo assim procure em cada olhar.

Existe muita paixão, perceba a intensidade.
Me tome em seus braços,
Vamos viver com ingenuidade?

Amar... Me sinto apaixonada!
Vivendo agora...
Vivendo num mundo, deslumbrada!

O tempo, ah o tempo.
Parece ser alado...
Nada como curtir o momento.

Se você, em mim não acreditar,
Não tem problema algum...
Em qualquer momento você mesmo vai comprovar.

Por hora, sinta apenas minha caricia
E a minha boca a te beijar!

Márcia Alcântara
Verão quente e úmido de 2011.

21 de dez. de 2010

Encontro


A Lua brilhava
E as estrelas,
Em sua companhia
Estavam...

Iluminava todo o céu
A Terra admirava-se
Ao ver nitidamente
Um véu...

A Lua falava, mas a Terra
Não compreendia.
Era noite quase dia.

Que este véu era
Era na verdade
Sua própria magia...

Márcia Alcântara
Fim de primavera quando a Terra encontrou-se com a Lua plena.