18 de ago. de 2009

Meteoros

Sempre me coloquei na posição de micro-cosmos. Se for tudo junto ou separado, não é que o me interessa neste exato momento, que como o próprio nome diz “momento’. O que me interessa é saber se sou um micro ou macro-cosmos.

Há poucos dias atrás tivemos uma chuva de meteoros, se me recordo bem foi no dia 12 de agosto deste mesmo ano. Ao meu entender esta aconteceu no macro cosmos, talvez afetando o micro cosmos.

Mas nestes dias, senti, dentro de mim, ou sei lá, algo estranho, de estranheza sem igual. Senti diretamente em meus pensares coisas nunca sentida antes. De fato penso que esta chuva me afetou diretamente, por isso penso que sou um macro cosmos de mim mesmo, não sei ao certo.

Agora não quero mais saber das coisas ao certo. Talvez seja uma extinção eu saber de tudo. Viver na duvida talvez seja continuar persistindo na busca pelo que de fato é verdadeiro ou não.

Quero somente saber: sou macro ou micro? Eu sou algo afinal? Será que sou o meteoro de minha própria vida, de meus próprios sentimentos?

Luna Alcântara
Inverno de 2009

17 de ago. de 2009

Estrelas

Hoje me levantei pela manhã quando avistei a luz do sol que entrava pela fresta da janela arqueada. Olhei o céu azul, azul, tão azul que se confundia com o azul do mar. As poucas nuvens que flutuavam eu poderia muito bem dizer que eram ondas esbranquiçadas que vinham do horizonte em direção á areia.

Me coloquei a pensar. E então me lembrei da noite passada, que sem luar, eu podia ver as estrelas a brilhar. Veio-me no pensamento, um sentimento inefável, um devaneio incomensurável. Comparei o céu com o mar, onde as estrelas se colocam a brilhar. No céu e assim como no mar. No céu, em noites de Lua, prateado está e as estrelas, lá estão a brilhar.. No mar, em noites de Lua, prateado também ficará, e no fundo as estrelas do mar, também iluminadas ficarão. E então, aqui onde estou, no meio, na terra, sei lá, o que brilhará?

De fato não conseguia imaginar... Mas precisava conseguir, nem que fosse uma única estrela que eu pudesse fazer brilhar. Tinha a impressão que meu dia só se iniciaria, quando eu alcançasse tal objetivo.

E foi neste instante, que passa tão rápido, que em meu pensar brilhou uma estrela. Quem disse que eu não posso ser a estrela da terra? Quem foi que disse que não somos estrelas terrenas a brilhar? Fiquei atônica quando isso pude devanear. Fiquei com a sensação de poder até mesmo voar, iluminar onde eu penso em trevas estar.

Agora sou ainda mais feliz que ontem, estrelas brilham no céu, coadjuvantes no meio do luar... No mar, estrelas iluminam o escuro para os peixes desfilar... Na terra somos estrelas para tudo fazermos iluminar, importante será o meu brilhar juntamente com seu brilhar. E assim a tudo vamos iluminar!

Luna Alcântara
manhã de inverno 2009

14 de ago. de 2009

Agora, sou grande e nada Sou

Desde o passado, mais precisamente ontem, decidi não mais me apequenar frete a coisa alguma. Decidi que quero ser grande e nada ser. Não mais serei menor e nada serei. Agora e neste instante, que não sei quanto tempo dura, vou ser maior e nada vou ser. Sou, agora, maior frente as minhas dificuldades e diferenças com relação aos outros que são. Não sou, na medida que não entendo muitas outras coisas.

Deixarei minha “pequinês” de lado frente aos que nada são. Achando tudo complicado? A mim não parece ser assim. Pois somos diferentes quando pensamos, e nada somos ao certo. O que sei, com precisão, é que me apequenava frente aos monstros que me assombravam.

- Acorde, pequenina menina! Monstros não existem, não são! Pare de se apavorar com coisas que nada são!

Essas palavras ecoavam a tempos dentro de mim, mas meus ouvidos, orgulhosos, não queriam nem ao menos saber o que era o som murmurado. Foi quando eu, sendo o que sou agora, escutei o murmurar e lhe dei certa atenção. Me coloquei a pensar e vi, dentro de mim, algo que não tinha percebido. Trocando em miúdos, fazendo-me por ser entendida, ai vai:

Pense no morango! Belo e repleto de “eus” (sementes) tão minúsculos e que nada são. E quando num futuro muito breve, suas sementes, tão pequenas, tudo passa a ser. Passa a ser o fruto doce-amargo, vermelho, repleto de sementes ("eus") imperceptíveis que frutos breve serão e também, logo deixarão de ser.

Nossa! Como meus devaneios se complicam com o passar do tempo. Monstros aparecem e deixam de ser; eu, grande, nada sou...

È hora de mudar!
Chega!
Deixo de me apequenar

Diante de todas as coisas...
Sou um gigante...
Nada sou...

Luna Alcântara
inverno de 2009

13 de ago. de 2009

Escapatória...

Aprendi como escapar
Da vida de agora.
Aprendi como escapar
Da realidade.
Aprendi como escapar
Dos meus sentires.
Aprendi como escapar
De mim mesmo.
Aprendi como escapar
De coisas a parte de mim.
Aprendi escapar
Dos fatos concretos...
Vivo agora no abstrato.
Mas tudo passa tão rápido
Que na brisa vento posso sentir-te.
Não aprendi como escapar
De devanear a respeito de ti.
O tempo passa, mas logo outro
Instante vem e não consigo
Escapar de você!
Agora por mais que aprendi
Estou sem escapatória
Meu pensamento esta
Amarrado em ti!


Luna Alcântara (Marcinha Luna)
Inverno de 2009, tempo de crescer.

11 de ago. de 2009

Lugar

Quem disse que só por que chove não há passarinhos a cantar!?
Pode-se cantar a qualquer hora e em qualquer lugar...
Quem disse que só por que somos grandes não podemos brincar?!
Eu brinco a qualquer hora e nem esquento com o lugar!
Quem foi que disse que se a Lua no céu não está a brilhar é por que não há luar!?
A Lua brilha sempre, mesmo quando lá ela não está!
Quem foi que disse que lá é longe e não dá pra chegar?!
Podemos chegar sempre em qualquer lugar!
Já disseram para ti que você é o lugar!?
Lugar de ver e fazer acontecer...
Lugar onde os nomes escolheram para ficar...
Lugar onde as coisas são e deixam de ser...lugar onde você está ou não.
Eu estou no meu lugar, assim como você, que amo, também esta!
Resta apenas saber como faço para você entender
Que ocupas dentro de mim um lugar...
Resta apenas saber como faço para contar
Que sem ti não sei ficar...
Resta saber como faço para dizer
O quanto você é especial...
Resta apenas saber como faço para contar
Que no meu sonho consegui te beijar...
Resta saber como faço para contar
Que a ti eu quero amar...
E todos estes saberes
Dentro de mim não consigo encontrar
Onde está!
Me perdi por completo
Quando dentro de mim
Encontrei o seu lugar!
E agora na chuva ouço passarinhos a cantar!

Marcinha Luna
Manhã chuvosa de inverno 2009

8 de ago. de 2009

Hoje

Hoje me encontro
Melhor que ontem...
Ontem estava caído e sem direção.
Hoje me encontro
Melhor que ontem...
Antes de ontem simplesmente
Estava abatido e caído no chão
Jogado como algo que não merece nada.
Hoje me encontro melhor que ontem...
Mas eu pensava que ontem eu estava bem,
E tudo era uma vida de maravilhas.
Que engano o meu!!!
Hoje me encontro melhor que ontem
Melhor que antes de ontem...
Melhor ainda me encontro, se olhar
Atento o mês que se passou,
Que passou...
Assumi no passado
Algo falso, não cabível de minha
Fantástica realidade...
Confundi e confundi
a quem comigo estava.
Hoje não... me encontro na
Realidade total da vida deste mundo,
Mundo este em que estou e estou.
Hoje me encontro melhor que ontem,
Melhor que mês passado também, ora se não!
Acredito agora estar na realidade.
Ah! O estranho fato é que no futuro
Me vejo ainda cair!
E posso dizer que agora
Eu já não sei quem sou,
Como estou, por onde vou...

Marcinha luna
noite de inverno 2009

6 de ago. de 2009

Desmedida...

Intensa!
Desmedida!
Assim como o passar do tempo
Passo a descobrir meu Eu.
Um Eu intenso e completamente
Desmedido!
Amo na intesidade
Amo desmedidamente.
Assim como Eu sou,
É meu beijo, intenso...
Meu abraço é como o sol
Desmedido em seu calor!
Sou intensamente desmedido!
Meus carinhos são tão puros
Como a energia intensa da Lua Cheia!
Meu querer é tão desmedido
Assim como o céu, profundo, escuro, infinito!
Minha razão é tão intensa e desmedida
Como o verde das florestas a olho nu...
Minha emoção é tão intensa e desmedida
Na profundidade do mar...
Que no infinito desmedido e intenso
Se funde com o azul profundo do céu...
Assim me parece que sou
Desmedida, intensa, encontrando-me
neste mundo em nada medido...

Marcinha Luna
Inverno de 2009