13 de mar. de 2009

O fato é...

Que a cada dia que passa, ou sei lá o que passa,
Me encontro ainda mais perdida.
Ouvi dizer que eu seja o tempo, das coisas em mim,
Mas tem coisas que estão ali e não em mim!
Ouvi dizer que o tempo é feito com o passar das coisas feitas,
Mas ainda não fiz uma determinada coisa e já vi que ele passou!
Olha estou cada vez mais desconfiada que estou vivendo,
Padecendo, crescendo, sei lá o que em um labirinto.
Sei que enquanto estou aqui presa vivo!
Ou também não sei!
Sei que estou parecendo, estou sentindo o tempo
Passar, me carregar a força para onde não quero chegar,
Então como pode ser o tempo nascendo com as coisas feitas!?
Olha vou dizer uma coisa aqui, talvez eu esteja errado
Mas também pode ser que eu não esteja, mas me dói,
Sim por que o que vou dizer é triste, angustiante,
Então lá vai:
- o tempo ta passando, me carregando, não quero ir
Sinto que estou indo aonde não quero chegar, tempo menos
Tempo estarei com completa ausência de lembrança, falta de admiração,
E tudo isso culpa disto que não sei nem ao menos o que é!
Oh! Raiva, que me consome e me faz ficar angustiado.
Oh! Raiva, que faz escrever estas palavras que nada dizem!
Oh! Raiva, de mim mesmo por não descobrir o que este “tempo” é!
Oh! Raiva, que me faz admirar!
Oh! Raiva, que me faz ainda ser!

Marcinha Luna
Luna minguante, tempestade de fim de verão!

Exemplo...

o Arroz queimou antes de estar pronto...
o tempo passou antes de ele ser arroz,
e agora?!

Eu digo Sei lá! e vc?

Marcinha Luna

10 de mar. de 2009

Ensinar Filosofia?!

Não! Filosofia não se pode ensinar.
Assim como não se pode ensinar a andar.
o que podemos fazer é perguntar, endagar.
abrir espaço para o espanto, para a curisoidade.
Podemos perguntar: porque? como? é ou não é?
E todas as respostas que levam a alguma outra pergunta
vem num tempo certo.
Assim como nos levantamos e colocamos pela primeira
vez um pé na frente do outro num tempo também certo.

Quando a hora da admiração chegar,
Para sempre ficara presa em nosso ser
Enquanto ser!

Marcinha Luna
Lunes, Luna Cheia, Verão de 2009

3 de mar. de 2009

Crise de indagações

Não é de o meu feitio escrever postagens seguidas, enfileiradas, em sequência uma das outras.
Mas o fato é que esta noite calorenta e de Lua a sorrir no céu, passei em claro. Rolava de um lado ao outro e nada de meus olhos fecharem e eu ter belos sonhos! Ah! to em crise. De que? Indagações.
Por Zeus! Que raios esta acontecendo comigo. Queria descobrir! Assim eu saberia mais sobre mim mesma. Será importante saber sobre mim mesma? Queria poder ler os pensamentos alheios. Mas seria isso bom? E se eles não estivessem pensando em mim? Ou seria pior se estivessem? Ai,Ai...sei lá viu!
De onde foi que eu vim mesmo? Da água, do ar, do fogo... do além? Bom pra que eu quero saber isso? Num sei se vou voltar lá. Será que ta faltando eu saber de alguma coisa que ainda não sei?
Zeus, estou em crise? Será normal o que estou passando?
Queria sair agora lá na rua e perguntar ao primeiro ser andante que eu visse: o que fazes aqui e andando neste dia quente e abafado? Esta esperando a chuva? Você esta querendo ficar com sede para beber água?
Quero agora indagar a mim. O fato é que não respondo. Ah você esta pensando que o gato comeu minha língua? Ah! não, não é isso não, eu não respondo simplesmente por que não sei. E por que eu quero saber? Ah! Curiosidade.
Por que eu saio da minha casa todos os dias para ir a faculdade mesmo? Vixi, na lata assim eu não sei responder! Por que eu tiro fotos? Para depois me ver mais jovem do que estou e ficar com raiva do maldito do tempo? Alias, tempo por que você não fala comigo hein? Por que não responde algumas coisas para mim, eu acho que seria sua obrigação, afinal você não esta comigo todo o tempo? Ah! Tempo!
Por que cheguei aqui no meio do caminho da vida com 31 anos e estou deste jeito? Alias sem jeito nenhum. 31 é igual a 4 na numerologia, significaria estabilidade, haha estou em uma corda bamba! No que mesmo que tenho que acreditar?
Ah to cansada viu! Vou indo. Vou olhar agora lá pro céu e ver o azul. Ver as nuvens passeando e quem sabe acalmar meu ser. Não sei se isso é possível agora. Espero que esta noite eu possa dormir. Ah ia me esquecendo, porque o céu é azul mesmo?

Marcinha Luna
Verão muito quente de 2009

1 de mar. de 2009

Verbos que fazem viver...

Nascer
Respirar
Admirar
Indagar
Perceber
Querer

Ah! Viver
Adorar
Sentir
Admitir
Saber

Ah! Viver
Gostar
Ler
Conhecer
Respeitar

Ah! Viver
Amar
Apaixonar
Gozar
Desconhecer
Procurar
Aprender!



Talvez sejam estes alguns dos principais. Necessária são as ações. Fui lançado no mundo, nasci, respiro. Me admiro com todas as coisas, até mesmo a mais simples delas. Indago a todo momento sobre tudo o que percebo que é! Quero a tudo adorar, sentir e admitir que as coisas estão ai! Quero mesmo saber, na integra sobre tudo.
Quero gostar de saber, quero ler, conhecer. Quero respeitar. Quero amar, me apaixonar, gozar. Quero desconhecer, quero procurar.
Eu quero a tudo aprender!
Quero agora resumir, deixar tudo, quero uma única palavra que faça meu ser voar. Quero uma única ação que faça meu ser se arrepiar!
Quero resumir tudo, tudo e tudo e eu sei como viver, aprender, admirar, apaixonar-me, gozar em uma única ação, com apenas um único verbo: Filosofar!

26 de fev. de 2009

O Bolo...

Vamos agora fazer uma analise de um bolo. Começaremos:
Redondo, inteiro
Branco, cobertura de chantily.
Decorado com contas prateadas e três flores lilás ao centro.
Internamente:
Massa de pão-de-ló
Abacaxi cozido com açúcar
Creme de baunilha
Molhado com refrigerante de abacaxi.
Pois bem, até aqui tudo bem? Entendido que se trata de um bolo, redondo e nada mais que um bolo. Certo?!
Deste bolo tiro um pedaço.
Analisemos novamente o bolo:
Redondo, faltando um pedaço
Branco, cobertura de chantily
Decorado com contas prateadas e três flores lilás ao centro.
Internamente:
Massa de pão-de-ló
Abacaxi cozido com açúcar
Creme de baunilha
Molhado com refrigerante de abacaxi.
Pois bem, até aqui tudo bem? Entendido que se trata de um bolo, redondo e agora faltando um único pedaço.
Direi agora o que pretendo. Não existe o primeiro pedaço do bolo. Todo pedaço é único e todo bolo é um novo bolo.
Sendo mais clara:
Do bolo redondo inteiro se tira um pedaço, é o primeiro pedaço de um bolo que agora não existe mais. Um novo bolo agora surge do nada ou do tudo que já existia, um bolo faltando um pedaço.
Vou tirar deste, um bolo faltando um pedaço, um outro pedaço, único de um bolo único.
Este bolo, faltando um pedaço, agora não existe mais. Um novo bolo surge: um bolo faltando dois pedaços. No final nada sobrará, assim como nada existia antes. Digo nada radicalmente, desde o bolo até estas linhas escritas, faladas, recitadas, ouvidas...

Talvez eu ache isso. Até agora estava pensando. Acho que mudei de ideia, o primeiro pedaço existe e é único...
Ah! Sei lá!

Marcinha Luna

Noite de verão de 2009
Lua Nova

19 de fev. de 2009

Morte...

Que vem a ser a Morte?!
Tal coisa que fecha os olhos de quem amamos
Sem nem perguntar se pode ou não,
Se é tempo de ir ou não...
Ficamos aqui deste lado, pois talvez a morte seja outro,
Com mais uma pergunta, mais uma aflição,
Alem daquela que já tínhamos adquirido como passar
Do que chamamos de tempo ou de vida,
A pergunta que nos acompanhava sempre:
Qual a razão de viver?! Fica imóvel ao nascer em nosso
Intimo uma nova pergunta
Qual a razão de morrer?!
Será que é viver?! Viver para morrer?!
Morrer para uma nova vida?!
Nossa! Viaja-se atrás de respostas e não
Vemos o que chamamos de tempo passar...
Mas vemos quem amamos e Admiramos
Partir, nos deixar... e ficamos aqui repletos de
Indagações e sem nada podermos fazer...
Mãos atadas ao sentir uma essência partir.
E para onde foi? Por que nos deixou?
Por que não responde mais?
E o pior é que esta que se foi não indaga mais.
O “que” da vida desapareceu,
Juntamente com a admiração!
Realmente morreu!
Partiu!
Não é mais!

Marcinha Luna
Verão de 2006