8 de jun. de 2010

Evento: Leituras do Contemporâneo

FOUCAULT e MERLEAU-PONTY: sobre o corpo e a educação

Compreender a formação da subjetividade moderna na perspectiva de Michel Foucault e Merleau-Ponty é nosso objetivo para esse encontro. Por meio de fragmentos do pensamento desses filósofos, pretende-se pensar o lugar do corpo e da educação na constituição do que somos e do que poderíamos ser. Baseados, principalmente, na discussão da obra

Vigiar e Punir de Michel Foucault e Fenomenologia da percepção de Merleau-Ponty apresentaremos chaves de interpretação dessas duas temáticas e perspectivas para pensá-las no futuro.

DATA: O encontro acontecerá no dia 12 de junho das 09:30 às 13:30.
LOCAL: Livraria e Sebo Alpharrabio. Rua Eduardo Monteiro, 151 – Santo André – SP. Conheça: http://www.alpharrabio.com.br/.
VALOR: A taxa de inscrição é de 80,00. Este valor inclui material de apoio para estudo sobre os temas e certificado com carga horária de 6hs. As pré-inscrições devem ser feitas pelo e-mail cursolivrehumanidades@gmail.com indicando nome e telefone. O pagamento do curso se dará no dia 12/6 no local do evento.
BOLSAS: A livraria Alpharrabio oferecerá cinco bolsas integrais para o curso. Docentes da rede pública de ensino, que comprovarem o vínculo, terão 20% de desconto sobre o valor da inscrição. Estudantes de filosofia e pedagogia terão 50% sobre o valor da inscrição.


PALESTRANTES:

Suze de Oliveira Piza.

É Mestre em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (2003). Atualmente é doutoranda em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP e professora assistente da Universidade Metodista de São Paulo ministrando disciplinas em diversos cursos da universidade na área de Filosofia. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Moderna e Contemporânea, atuando principalmente nas seguintes correntes de pensamento: Kantismo, Fenomenologia, Marxismo, Filosofia Latino-americana. É pequisadora na Cátedra Celso Daniel de Gestão de Gestão de Cidades (UMESP), Nucleo de Estudos em Filosofia Latino-americana (UMESP/PUC/USP), Grupo de teoria do direito, do Estado e da Democracia (UNICAMP). É membro da Sociedade Kant - seção Campinas. Tem artigos e livros publicados na área de atuação.

Wesley Adriano Martins Dourado.

Possui graduação em Filosofia pela Universidade Metodista de São Paulo (2000), graduação em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Metodista (1997) e mestrado em Educação pela Universidade Metodista de São Paulo (2003). Atualmente é professor auxiliar da Universidade Metodista de São Paulo e professor titular de filosofia da Escola Municipal de Ensino Alcina Dantas Feijão. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, filosofia, fenomenologia e filosofia latino-americana. Tem trabalhos acadêmicos publicados em eventos nacionais e internacionais, revistas e capítulos de livros tratando, em particular, das relações da fenomenologia merleaupontyana com a educação bem como, da relação corpo-conhecimento. Atua, também, em cursos de graduação à distância, em particular no curso de Filosofia, Ciências Sociais, Letras e Pedagogia.

5 de jun. de 2010

Estado de Natureza, por Márcia Alcântara

Notas da autora: 1. Este estado de natureza que você vai ler ou não, logo a seguir, é fictício e não tem nada haver com realidade, personagens e talvez coisas sentidas ao longo da leitura ou não leitura, que você possa se identificar ou não, serão meras coincidências... 2.Este ainda é um rascunho, o texto ainda será aprimorado, pois este encontra-se muito precário. Escrevi para que não me fugisse a idéia de escrever um estado de natureza fictício.

Todos viviam em harmonia, cada um dividindo o mesmo lugar ao Sol, na chuva, ou ao Luar. Vivendo dos frutos colhidos da natureza, meio natural em que viviam. Os abrigos eram as copas das arvores. Dialogo? Não, não havia linguagem. Um olhar era o suficiente para a comunicação. Um gesto era capaz de muita coisa.

Mas tudo parecia pouco de mais, esse tudo não era mais suficiente. Isso eles imaginavam. Nem sabiam que eles tinham tudo que podia ser considerado bom. Entender-se através do olhar é algo mágico. Através de um simples gesto, entender o outro. Viver em completa harmonia dividindo com a natureza o espaço, era inefável, maravilhoso ao estremo. Olhar as dádivas da vida e da natureza como pureza, espetacular seria, eu diria. Olhar as estrelas, a lua numa noite limpa e pura, escutando ao fundo o barulho das outras criaturas...não souberam dar valor.

Parecia tudo pouco, tudo passou a ser banal. E então, um individuo, achou que poderia ter uma vida melhor, saiu a procura de outro lugar, e encontrou, afinal quando se procura, o intuito básico é o encontrar e foi o que aconteceu.

Tudo se desfez como encanto. Ao encontrar a sociedade, tudo se acabou, claro que não instantaneamente, com um pouco de demora, se é que se pode assim falar. O individuo encontrou uma sociedade, e para fazer parte dela era necessário um boa fala e comunicação.

Então foi se adaptando o pobre a sociedade atual, os outros indivíduos que viviam em estado de natureza, em estado mágico não o quiseram acompanhar e lá ficaram.

O indivíduo que saiu do estado mágico, agora falava... e deram a ele educação, o ensinaram até política...Agora ele se sentia feliz, mas ainda faltava algo, e procurou em toda parte por este algo. Começou a usar as arte-manhas que o ensinaram para encontrar o que nem ele mesmo sabia. E como tudo se aprende, lhe ensinaram que tudo na sociedade é valido, começou a ser um ser estranho. Estranho por não ser mais o que era antes. Um ser agora com personalidade e não mais natural. E busca por mais e mais coisas continuou...

Aprendeu como todas as outras coisas ensinadas a falsidade, a fazer crueldade, vestir-se num padrão que não era e nunca foi o seu. E passando por cima dos sentimentos alheios, afinal é assim que se vive numa sociedade que não o seu lugar natural, passou a ser algo tão natural essas coisas aprendidas e apreendidas, que esqueceu-se do seu verdadeiro lugar.
Claro que não existe só o mau. Mas para conseguir o que se quer quando não se pode, em sociedade é assim que se faz. Finge ser o que não é para ganhar mais e mais aliados.

Por enquanto ele é novo, digo o ser que saiu de estado mágico e natural. E a idade, e toda magoa que existe no outro, que foi enganado, um dia vai aflorar, afinal este lugar não é lugar natural de onde ele veio e abandonou. E quando ele perceber que ali não é mais o seu lugar, vai estar sozinho, por que nem mesmo os que eram seus companheiros, não mais se tornaram seus amigos, eles vão rejeitar sua compainha, porque ele aprendeu muito, aprendeu tanto que tornou-se especialista em mentir, e aprendeu que consegue enganar até mesmo seus próprios mestres, e assim ele chegará ao poder. Imaginou que sendo poderoso poderia assim ser ainda melhor. Isso era o algo que ele tanto queria, mas o fato é que ele ainda não esta feliz e mais e mais coisas ele quer, mas não sabe nem mesmo identifica-las...

E do outro lado, lá onde ele vivia antigamente o mundo continua doce, a luz da lua ainda é natural, a vida continua em natureza mágica....

Márcia Alcântara
Outono de 2010

2 de jun. de 2010

Pensamento...

Estive pensando.
E no meio do pensar
Mais um pensar interpolou o outro.

Fiquei imaginando a vida.
Bela e quem sabe não eterna.
Também quem imagina
Não revela.

Fiquei espantada com
A dúvida.
Se quem sabe, e quem descobre
Fica como eu, estúpida!

Admirada por sempre
Haver nova dúvida.

Fiquei então passeando,
Olhando as nuvens,
A imensidão das coisas que há,
Mas, cadê as coisas que não há?
Quem diz que não há?
Ué! será que para dizer
Não há!
Já não houve?

Só sorrindo!

Logo, mais uma dúvida aparece. Quando mais logo ainda perece, outra aparece.
A vida, que perece, é bela e me parece a dúvida é eterna!

Márcia Alcântara
Outono de 2010.

30 de mai. de 2010

Salve Joana D'arc! Salve!


Salve Joana D'arc que assim como nós sofre
com pré-conceitos... somos a todo momento, seja
qual for a religião ou credo, perseguidos
pelo analfabetismo daqueles que não se preocupam
á quem ofende ou como ofende...
Usam de seus poderes mediocres (aqui no caso a midia) para acusar
sem razão alguma a Filosofia alheia.
Que sejam iluminados todos aqueles que julgam o outro, pois é ausencia de luz e fé
que os fazem seguir caminhos destorcidos e sem amor!
Que assim Seja e assim sei que será!

Márcia Alcantara, outono de 2010, incoformada com o uso da midia para destorcer a filosofia alheia, inconformada pelo uso da midia por destorcer a religião alheia, inconformada com a falta de vergonha que temos nesse país, inconformada com a completa ignorancia para com os outros, inconformada com a cegueira que paira sobre todos os seres...




****Ò santa joana d'arc,
vós que, manifestada por
vozes de anjos,
espada em punho,
vos lançastes á luta,
por deus e pela pátria,
ajudai-me a perceber,
no meu intimo, as
inspirações de deus.
com o auxilio de vossa espada,
fazei recuar os
meus inimigos
que atentam contra a
minha fé e a minha pátria.
santa joana d'arc ajudai-me a
vencer as dificuldades no lar,
no emprego, no estudo e na vida diária.
que nem opressões,
nem ameaças, nem processos,
nem mesmo a fogueira me
obriguem a recuar,
quando estou com a
razão e a verdade.
santa joana d'arc,
iluminai-me, guiai-me,
fortalecei-me, defendei-me.
que assim seja ***

24 de mai. de 2010

Diante

É diante de um mar de nuvens
A correr o azul do céu
Que me vem tantas letras...

É diante das impossibilidades,
Do meu interior
Que me vem tantas letras...

É diante da realidade
Que fujo para o surreal
E como magia é
Que me vem tantas letras...

Não, não me pergunte,
Como me vem agora tantas letras...
Sei que lá fora a Lua sorri
E eu estou aqui a contar
Tantas letras!

Márcia Alcântara
Outono 2010

17 de mai. de 2010

Palavras soltas...

Nunca tente entender uma poesia,
apenas sinta!
Há fatos que não devem ser entendidos.
Mas sim, sentidos...
E para tudo há o momento certo,
ou não!

Márcia Alcântara
Outono 2010.

Meditando...

Precisava quietar-me.
Resolvi meditar!
Coloquei uma música suave,
Acendi um incenso, uma vela...
Almofadas coloridas pelo chão.
Um plano de fundo branco
No meu pensamento.

Tudo corria bem!

Mas os pensamentos
Resolveram se rebelar!
De branco foi a vermelho!
De vermelho ao verde, azul...

Descontrole de pensamentos
Num corpo ainda quieto!

Mesmo no descontrole
Ainda ouvia o tom suave
Da música que tocava
Deixando o ar lilás, leve.
Mesmo que o pensamento não
Aquietava-se eu me sentia.

Tudo corria bem,
Mesmo com o descontrole do
Pensamento.

Mas, quando menos esperava,
A chama da vela apagou-se.
O incenso já havia se esvaído!
A música já não mais tocava.
As almofadas, coloridas,
Eram agora preto e branco.
E eu me via, meditando
e já não mais me sentia...

Tudo corria bem,
Mas, agora, os pensamentos
Eram facilmente controlados...

Talvez agora eu estivesse
Começando uma nova vida...

Num corpo ainda quieto,
Com o controle total do pensar!

Márcia Alcântara
Manhã outonizada, 2010