25 de mar. de 2010

Filosofando: Referência?!

Estive pensando sobre essa palavra, a tal Referência, e não cheguei a conclusão alguma.

Não precisamos de referência para nada. Somos o que somos e fazemos o que queremos e pronto e acabou. Somos responsáveis por nós mesmos e nossas atitudes. Errada ou não, pagamos nós mesmos por nossos feitos.

Hoje vejo que o mundo anda em crise geral, a crise que me refiro aqui é crise de idéias e de saber o que se é ou o que se quer. A cultura é vista por todos como algo do passado e quase ninguém mais consegue ver a arte como algo Belo, sem interesse. Todo mundo quer encontrar algo e que esse algo sirva de alguma coisa.

Ninguém quer saber mais sobre história e pretende ter sempre tudo pronto, sem se dar conta do por que ou de onde vem, se é que vem!
Assim não precisamos de referência para nada e nem em lugar algum. Somos e pronto. Tudo é e se não é dane-se. Será que é bem assim?

Referência! Talvez precisamos tê-la para enxergar o outro. Nem que como alguns defendam que por interesse próprios sobre todas as coisas, digo todas no sentido muito amplo da palavra (amizade, amor, vida) interesse, tudo, tudo esconde interesse.

Se estamos sempre interessados em algo será que não usamos nossos próximos como referência, num sentido figurado, porém muito real, passar por cima do que nos referenciou?
Enfim somos o que somos por que somos, mas queremos sempre algo a mais num sentido de competição, disputa e para isso se faz necessário uma referência: o Outro. E para nosso viver a história antiga não vale nada? De onde viemos e para onde vamos? São perguntas que parece não incomodar a muitos. Será que estes vivem privados de referência?
Será que queremos ser sempre os melhores para nós mesmos ou para nossa referência?

Termino sem conclusão!
Márcia Alcântara
outono de 2010

22 de mar. de 2010

O Suicídio de Violeta

Pouco antes eu havia conversado com ela. Parecia estar tudo bem e em perfeita ordem. Não havia reclamado de nada.
Violeta era um ser vivo normal, apenas era um tanto pequena com relação as outras de sua espécie, mas mesmo assim era bonita, rosada e cheia de vida. Inteligente e conversadeira... a mais velha de suas seis irmãs.
Gostava de tomar sol todas as manhãs, e pela tarde adorava contemplar o por do sol. Não é necessário dizer o quanto Violeta era apaixonada pelo luar, da janela do seu quarto era possível vê-la nascer quando sua fase crescente começa a despontar. Violeta tinha medo apenas de tempestades, do mais adorava tudo o que natureza lhe oferecia. E era tão cheia de vida...
Não sei ao certo o porquê resolveu fazer isso.
Era sábado, o dia estava quente e Violeta fez tudo o que sempre fazia todos os dias.
Aqueceu-se ao sol, contemplou o entardecer. A noite chegou e a Lua despontava maravilhosamente com seu sorriso prateado.
Mas de repente o tempo virou. Trovejou e relampeou. O céu ficou desordenado, misturado com o brilho prateado do sorriso lunar e assustador de tanto relampear. As nuvens dançavam no céu. Brancas, negras e acinzentadas. O ar era lilás.
Começou a chover, o vento assobiava estridentemente. A água que caia começou a ficar cada vez mais forte e não mais caia em uma direção apenas. O vento levava para todos os lados os pingos da chuva.
Foi quando olhei para a janela, onde Violeta sempre estava e para meu apavoramento Violeta não estava lá. Fiquei com medo de olhar para baixo, mas eu não tinha opção.
E lá estava violeta. Seu vaso quebrado, a terra espalhada pelo quintal que tanto admirava. Violeta perdeu-se em meio a terra. Nada pude fazer. Não sei o porque resolveu pular, conversamos poucos momento antes e parecia estar tudo bem.
Me consolo por saber que assim é a vida. Um dia estamos aqui e de repente não mais.
Violeta se foi. Mas ela era feliz, eu sei que era.

Márcia Alcântara
Véspera da entrada do Sol em Marte 2010

17 de mar. de 2010

Uma Poesia...


Uma oração, considerada a mais antiga expressão de poesia vernácula européia. Sem vínculo religioso, mas com um fundo de Filosofia, segue a oração de São Patrício,protetor da Irlanda, que no dia de hoje, 17/03, é comemorado o seu dia. E para mim um dia de muita importância.
Oração á São Patrício

Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da unidade
Do Criador da Criação.

Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do nascimento de Cristo em Seu batismo,
Pela força da crucificação e do sepultamento,
Pela força da ressurreição e ascensão,
Pela força da descida para o Julgamento Final.
Levanto-me, neste dia que amanhece,
Pela força do amor dos Querubins,
Em obediência aos Anjos,
A serviço dos Arcanjos,
Pela esperança da ressurreição e da recompensa,
Pelas orações dos Patriarcas,
Pelas previsões dos Profetas,
Pela pregação dos Apóstolos
Pela fé dos Confessores,
Pela inocência das Virgens santas,
Pelos atos dos Bem-aventurados.

Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do céu:
Luz do sol,
Clarão da lua,
Esplendor do fogo,
Pressa do relâmpago,
Presteza do vento,
Profundeza dos mares,
Firmeza da terra,
Solidez da rocha.

Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força de Deus a me empurrar,
Pela força de Deus a me amparar,
Pela sabedoria de Deus a me guiar,
Pelo olhar de Deus a vigiar meu caminho,
Pelo ouvido de Deus a me escutar,
Pela palavra de Deus em mim falar,
Pela mão de Deus a me guardar,
Pelo caminho de Deus à minha frente,
Pelo escudo de Deus que me protege,
Pela hóstia de Deus que me salva,
Das armadilhas do demônio,
Das tentações do vício,
De todos que me desejam mal,
Longe e perto de mim,
Agindo só ou em grupo.
Conclamo, hoje, tais forças a me protegerem contra o mal,
Contra qualquer força cruel que ameace meu corpo e minha alma,
Contra a encantação de falsos profetas,
Contra as leis negras do paganismo,
Contra as leis falsas dos hereges,
Contra a arte da idolatria,
Contra feitiços de bruxas e magos,
Contra saberes que corrompem o corpo e a alma.
Cristo guarde-me hoje,
Contra veneno, contra fogo,
Contra afogamento, contra ferimento,
Para que eu possa receber e desfrutar a recompensa.
Cristo comigo, Cristo à minha frente, Cristo atrás de mim,
Cristo em mim, Cristo embaixo de mim, Cristo acima de mim,
Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda,
Cristo ao me deitar,
Cristo ao me sentar,
Cristo ao me levantar,
Cristo no coração de todos os que pensarem em mim,
Cristo na boca de todos que falarem em mim,
Cristo em todos os olhos que me virem,
Cristo em todos os ouvidos que me ouvirem.

Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da Unidade,
Pelo Criador da Criação.

4 de mar. de 2010

O que é Filosofia?

Em uma manhã fria, próximo do fim do verão, perdida em meio a minha pesquisa precisei reponder a uma questão um tanto delicada: O que é a Filosofia?
Claro que não sei reponder. Não há como responder. Não se tem o por que encontar a resposta correta. Não, Não tem.
Como posso amar algo que nem sei o que é?
E agora perdida em meio as minhas pesquisas em uma manhã fria próxima do fim do verão, continuarei em minha busca, busca por uma resposta não possivel de ser encontrada.

Márcia Alcântara
Fim do verão de 2009

23 de fev. de 2010

Final...?!...

Hoje parei para tentar compreender o que significa Final.
Não sei se há final.
Final um termino.
Final...morte.

Quem me disse que a morte ainda é um final.
Mesmo depois da morte há o que dizer.
De quem morreu os vivos falam.
E no limbo, a caminho do paraíso
É o que dizem que fazem...
Final? O paraíso? Não não...
Cadê então final?

Final...
Um texto no fim.
Uma novela de final feliz.
Final? Um novo texto sobre o que
Se acreditou um dia ter acabado.
Uma ficção que deu lugar a uma nova.
Baseada numa que acabou?
Final? Realmente não posso esperar
Mais por ele!
Não posso acreditar nele!

Hoje parei para tentar compreender o que é final...
E sem entender ou compreender paro aqui,
Para fazer alguma outra coisa...
Que não exija de mim um final...
Esse é só um rascunho, nem a limpo passei...

Márcia Alcântara
ás vesperas do meio de mim, verão 2010

11 de fev. de 2010

Branco? Vazio, penso que não!

Faz tempo que aqui eu nada escrevo. Nada digo.
Isso não quer dizer que faz tempo que nada penso.
Talvez seja tudo ao contrário disso.
Talvez eu pense além da conta.


E quem sabe ainda, digo quem sabe, por que eu mesma não sei,
se não é por esse motivo, por pensar muito e além da conta
É que nada consigo escrever?!

Talvez deu Branco, se bem que branco é a soma
de todas as cores.
Um Vazio talvez? Penso que não.
Se já está vazio é porque antes estava cheio.

Márcia Alcantara
Verão de 2010, ás vesperas de começar o final...