Fui lançado, colocado no mundo.
Faço parte dele e ele de mim.
Não fui consultado, não escolhi o mundo
E parece-me que ele também não me escolheu.
Não encontro ninguém que possa me responder
Para que estou aqui?
O que é que eu faço?
Para que vivo?
Estou admirado, confuso e desordenado
Estou afásico, não sei o que digo,
Nem o que escrevo, não sei se penso,
Mas sei que vivo, sei que nasci,
Sei que cresço e sei que vou também
Um dia deixar de existir
Tenho consciência disso,
Mas não sei se isso é tudo.
Estou admirado de como é o mundo,
Não sei se ele tem consciência e se admira também.
Não consigo perceber se estou preparado para essa aventura
Tenho apenas consciência da minha vida,
Parece que o mais importante do viver
Talvez seja alcançar a tal consciência
Quero descobrir com calma cada coisa
Antes de minha essência desaparecer...
Marcinha Luna
Verão de 2006
23 de out. de 2008
21 de out. de 2008
Não Sei!
Não consigo de nada saber
Procuro mas nada encontro.
Existe algo que me bloqueia
O que é?
Não sei.
O calor eu sinto
Vejo a água da chuva
Sendo levada adiante pelo vento
Molhando assim toda a terra.
Como acontece?
Não sei.
Ando perdida
Olho a luz do Sol
E não me encontro
Nada encontro.
Olho a água que corre
No rio
Fixo meu olhar, me vejo,
Mas não me encontro.
Sinto o vento que bate em
Meu rosto, por vezes gélido
Por outras picante
Nada encontro
Sei que a terra me sustenta
Sinto a sólida, sinto os
Pés no chão.
Mas me sinto ainda tremula.
Porque?!
Não sei.
Ando só
Nada me acrescenta mais
Nada me deixa em êxtase
Nada me convence.
Vejo uma nevoa,
Algo esta escuro
na minha frente.
Porque?
Não sei
Procuro
Por algo?
O que?
Não sei.
Marcinha Luna
Manhã de primavera 2008
Procuro mas nada encontro.
Existe algo que me bloqueia
O que é?
Não sei.
O calor eu sinto
Vejo a água da chuva
Sendo levada adiante pelo vento
Molhando assim toda a terra.
Como acontece?
Não sei.
Ando perdida
Olho a luz do Sol
E não me encontro
Nada encontro.
Olho a água que corre
No rio
Fixo meu olhar, me vejo,
Mas não me encontro.
Sinto o vento que bate em
Meu rosto, por vezes gélido
Por outras picante
Nada encontro
Sei que a terra me sustenta
Sinto a sólida, sinto os
Pés no chão.
Mas me sinto ainda tremula.
Porque?!
Não sei.
Ando só
Nada me acrescenta mais
Nada me deixa em êxtase
Nada me convence.
Vejo uma nevoa,
Algo esta escuro
na minha frente.
Porque?
Não sei
Procuro
Por algo?
O que?
Não sei.
Marcinha Luna
Manhã de primavera 2008
15 de out. de 2008
Admiração...
A cada dia que passa
Me admiro ainda mais
Com tudo o que passa a frente do meu ser...
Quantas coisas a aprender...
Nossa! Fico impressionada
Entender a todos usando o coração,
Ao mesmo tempo tendo em vista a razão....
Cada pessoa com um modo especial de ser,
De pensar, de agir, de falar e de sentir...
O mundo externo de mim
Entender os fenômenos da terra
Saber sobre o sol, sobre a lua, sobre a chuva...
Volto então para mim
Me olho no espelho, este reflete apenas
O meu ser material, mesmo assim percebo
Que necessito primeiramente entender de mim
“Conhecer a mim mesmo”
Saber compreender “que nada sei”
Talvez seja esta a dificuldade
Ser sábio o suficiente para entender
Que na verdade nada se sabe.
Nossa! Quantas coisas em meu ser
Quanta coisa consiste em apenas viver!!
Marcinha Luna
Noite de outono 2006
Me admiro ainda mais
Com tudo o que passa a frente do meu ser...
Quantas coisas a aprender...
Nossa! Fico impressionada
Entender a todos usando o coração,
Ao mesmo tempo tendo em vista a razão....
Cada pessoa com um modo especial de ser,
De pensar, de agir, de falar e de sentir...
O mundo externo de mim
Entender os fenômenos da terra
Saber sobre o sol, sobre a lua, sobre a chuva...
Volto então para mim
Me olho no espelho, este reflete apenas
O meu ser material, mesmo assim percebo
Que necessito primeiramente entender de mim
“Conhecer a mim mesmo”
Saber compreender “que nada sei”
Talvez seja esta a dificuldade
Ser sábio o suficiente para entender
Que na verdade nada se sabe.
Nossa! Quantas coisas em meu ser
Quanta coisa consiste em apenas viver!!
Marcinha Luna
Noite de outono 2006
30 de set. de 2008
Viver?!
E então, qual a razão de viver?!
Depois de vivido nove longos meses,
Como se tivesse escondido de algo,
Não da mais para adiar,
E se vem a tona mais um ser...
E então crescendo se vai,
Aprende a andar, a balbuciar
Algumas palavras...
Enfim consegue expressar
Todos seus sentires...
Pobre Ser, pensa que a tudo descobriu!
Triste Fica quando percebe que nada Sabe!
Começa a procurar então
Uma razão lógica para tudo o que já aconteceu...
Aprende outros ofícios e que se faz necessário
Trabalhar para a vida ser levada adiante...
Muitos encontram na arte algo que o satisfaz
Encontram nela respostas que o modo de
Comunicação usado não consegue dizer...
Emociona-se, encontra-se em total êxtase,
Por alguns momentos parece ter encontrado
Respostas para o que lhe aflige o coração,
Mas quando descansa, olha para o teto do quarto
E vê e entende que não era essa a razão...
A vida então segue seu fluxo, e o dia-a-dia
Nos leva a esquecer o que procuramos aqui...
Segue-se a vida, descobrindo outras coisas
Entre elas o talento, o amor e muitas outras
Novidades que vão preenchendo um vazio...
Por vezes achamos que encontramos a resposta...
Mas não, ficamos tristes ao perceber que não
Era a resposta e se era não nos deixou satisfeito...
Mas a algo que chamamos de tempo passa e passa...
E não se encontra a resposta, mas esta pergunta
Que fica escondida, por vezes parece nos sensibilizar,
Nos deixa exaustos e a o que chamamos de idade,
Só avança, e muitas vezes, mesmo passando por
Momentos felizes, muitas repostas ficam no ar...
O que chamamos de tempo continua a passar, e
Se descobre que existem nessa vida alem de alegrias
Amor, o Sol, o Céu azul para admirarmos,
Existe também alguns males...Ah! males...
Que nos leva a ficar mais uma vez a se perguntar
Qual será a razão de viver?!
E bate então um aflição, parece que tudo vai ficando
Para traz e para traz...longe e mais longe...
Os olhos se fecham e sentimos que não mais abriram...
O que não se sabia qual era a razão acaba de se esvair,
A vida se vai...mas surge uma nova pergunta aos que aqui ficam:
Que vem a ser a Morte?!
Tal coisa que fecha os olhos de quem amamos
Sem nem perguntar se pode ou não,
Se é tempo ou não...
Ficamos aqui deste lado, pois talvez a morte seja outro,
Com mais uma pergunta, mais uma aflição,
Alem daquela que já tínhamos adquirido como passar
Do que chamamos de tempo
A pergunta que nos acompanhava sempre
Qual a razão de viver?! Fica imóvel ao nascer em nosso
Intimo uma nova pergunta
Qual a razão de morrer?!
Será que é viver?! Viver para morrer?!
Morrer para uma nova vida?!
Nessa viagem atrás de respostas e não
Vemos o que chamamos de tempo passar...
Mas vemos quem amamos ou somente
Admiramos partir...e ficamos aqui repletos de
Indagações e sem nada podermos fazer...
Paz, luz e harmonia!
Marcinha Luna
Inverno de 2006
Depois de vivido nove longos meses,
Como se tivesse escondido de algo,
Não da mais para adiar,
E se vem a tona mais um ser...
E então crescendo se vai,
Aprende a andar, a balbuciar
Algumas palavras...
Enfim consegue expressar
Todos seus sentires...
Pobre Ser, pensa que a tudo descobriu!
Triste Fica quando percebe que nada Sabe!
Começa a procurar então
Uma razão lógica para tudo o que já aconteceu...
Aprende outros ofícios e que se faz necessário
Trabalhar para a vida ser levada adiante...
Muitos encontram na arte algo que o satisfaz
Encontram nela respostas que o modo de
Comunicação usado não consegue dizer...
Emociona-se, encontra-se em total êxtase,
Por alguns momentos parece ter encontrado
Respostas para o que lhe aflige o coração,
Mas quando descansa, olha para o teto do quarto
E vê e entende que não era essa a razão...
A vida então segue seu fluxo, e o dia-a-dia
Nos leva a esquecer o que procuramos aqui...
Segue-se a vida, descobrindo outras coisas
Entre elas o talento, o amor e muitas outras
Novidades que vão preenchendo um vazio...
Por vezes achamos que encontramos a resposta...
Mas não, ficamos tristes ao perceber que não
Era a resposta e se era não nos deixou satisfeito...
Mas a algo que chamamos de tempo passa e passa...
E não se encontra a resposta, mas esta pergunta
Que fica escondida, por vezes parece nos sensibilizar,
Nos deixa exaustos e a o que chamamos de idade,
Só avança, e muitas vezes, mesmo passando por
Momentos felizes, muitas repostas ficam no ar...
O que chamamos de tempo continua a passar, e
Se descobre que existem nessa vida alem de alegrias
Amor, o Sol, o Céu azul para admirarmos,
Existe também alguns males...Ah! males...
Que nos leva a ficar mais uma vez a se perguntar
Qual será a razão de viver?!
E bate então um aflição, parece que tudo vai ficando
Para traz e para traz...longe e mais longe...
Os olhos se fecham e sentimos que não mais abriram...
O que não se sabia qual era a razão acaba de se esvair,
A vida se vai...mas surge uma nova pergunta aos que aqui ficam:
Que vem a ser a Morte?!
Tal coisa que fecha os olhos de quem amamos
Sem nem perguntar se pode ou não,
Se é tempo ou não...
Ficamos aqui deste lado, pois talvez a morte seja outro,
Com mais uma pergunta, mais uma aflição,
Alem daquela que já tínhamos adquirido como passar
Do que chamamos de tempo
A pergunta que nos acompanhava sempre
Qual a razão de viver?! Fica imóvel ao nascer em nosso
Intimo uma nova pergunta
Qual a razão de morrer?!
Será que é viver?! Viver para morrer?!
Morrer para uma nova vida?!
Nessa viagem atrás de respostas e não
Vemos o que chamamos de tempo passar...
Mas vemos quem amamos ou somente
Admiramos partir...e ficamos aqui repletos de
Indagações e sem nada podermos fazer...
Paz, luz e harmonia!
Marcinha Luna
Inverno de 2006
20 de set. de 2008
Sabia Lua!
Oh! Sábia Lua...Ajude-me a perceber os meus problemas, com mais clareza
Que eu possa reconhecer melhor meu caminho,
Eliminando dele todo o mal...
Limpe dos meus sentimentos as mágoas,
As tristezas, as incertezas, meus medos...
Tire do meu corpo físico,
Todo o cansaço, minhas dores...
Enfim para viver e reconhecer o meu caminho
Peço-lhe Sabedoria!
Que assim seja...
Paz, luz e harmonia!
Marcinha Luna
15 de set. de 2008
...
Queria eu que nada sou
Apenas espero ser
Conhecer as facetas de todos
Conhecer o que há por traz calor
Será somente o sol?
Queria saber onde se esconde cada ser
O que realmente é, se é e como é!
Porque olhamos o mundo e não sabemos
O que na verdade ele é
Parece ser grande, mas
De repente Pequeno como grão de feijão.
E nós? O que somos? Será que somos?
Pequenos ou grandes?
Cada um penso eu, que esconde
Sua verdade, identidade.
Sua bondade, sua maldade.
Mas o que é verdade?
Cadê a identidade de tudo isso?
Nem eu mesmo sei.
Espero que com o tempo descobrirei!
Mas e o tempo? Será que saberei?
Marcinha Luna – final de inverno de 2008
Apenas espero ser
Conhecer as facetas de todos
Conhecer o que há por traz calor
Será somente o sol?
Queria saber onde se esconde cada ser
O que realmente é, se é e como é!
Porque olhamos o mundo e não sabemos
O que na verdade ele é
Parece ser grande, mas
De repente Pequeno como grão de feijão.
E nós? O que somos? Será que somos?
Pequenos ou grandes?
Cada um penso eu, que esconde
Sua verdade, identidade.
Sua bondade, sua maldade.
Mas o que é verdade?
Cadê a identidade de tudo isso?
Nem eu mesmo sei.
Espero que com o tempo descobrirei!
Mas e o tempo? Será que saberei?
Marcinha Luna – final de inverno de 2008
31 de ago. de 2008
Sonho
Ouço por um chamado
Mas não identifico
De onde vem...
Fico em meus sonhos
Sou um sonho
Sou um sonhador.
Olho as estrelas, sonho.
Vejo a Lua, sou então um sonhador.
O dia nasce, o Sol brilha
Me aquece, ainda escuto um chamado
Mas continuo apenas a sonhar.
A tarde vem e a chuva cai,
Molha a terra, o verde se alegra
Continuo a sonhar...
O vento frio sopra,
As folhas das arvores
Chacoalham em festa
E voam dançando pelo ar
Elas se vão, parecem algo buscar
E eu continuo a sonhar...
A Lua novamente surge
Linda e brilhante
Um pouco menor que antes
Continua acompanhada das estrelas...
E eu continuo aqui a sonhar
Ouvindo o chamado, o chamado
Da vida, a vida é um sonho...
sou um sonho, sou um sonhador!
Marcinha Luna
Manhã de inverno de 2008
Paz, luz e harmonia!
Mas não identifico
De onde vem...
Fico em meus sonhos
Sou um sonho
Sou um sonhador.
Olho as estrelas, sonho.
Vejo a Lua, sou então um sonhador.
O dia nasce, o Sol brilha
Me aquece, ainda escuto um chamado
Mas continuo apenas a sonhar.
A tarde vem e a chuva cai,
Molha a terra, o verde se alegra
Continuo a sonhar...
O vento frio sopra,
As folhas das arvores
Chacoalham em festa
E voam dançando pelo ar
Elas se vão, parecem algo buscar
E eu continuo a sonhar...
A Lua novamente surge
Linda e brilhante
Um pouco menor que antes
Continua acompanhada das estrelas...
E eu continuo aqui a sonhar
Ouvindo o chamado, o chamado
Da vida, a vida é um sonho...
sou um sonho, sou um sonhador!
Marcinha Luna
Manhã de inverno de 2008
Paz, luz e harmonia!
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